Linhares Jr.

Aleatórios

A trágica atuação do Ministério Público na luta contra a Covid-19

Após omitir-se nas eleições e desprezar aglomerações ilegais, Ministério Pùblico persegue empresários e tenta dar “lockdown” no carnaval.

 O Ministério Público do Maranhão está perdido na tentativa de luta contra a Covid-19. As ações da entidade que visam impedir a proliferação são desconexas e irracionais. Enquanto silencia em relação a flagrantes absurdos, como as eleições, agora tenta emplacar um “lockdown” no carnaval.

Recentemente a entidade divulgou recomendação a todos os municípios maranhenses, polícias e realizadores de festas em que recomenda ações para impedir aglomerações durante o período do carnaval.

O que chama a atenção é que seguem livres festas ilegais (principamente bailes funk ilegais em que a aglomeração é o menor dos crimes cometidos) e tantas outras aglomerações realizadas ao arrepio da lei que se protegem nas sombras da ilegalidade que deveria ser enfrentada. O único produtor de eventos proibido de realizar festas é aquele que sempre o fez de forma legal.

Por que o Ministério Público, ao invés de selecionar as aglomerações que podem e as que não podem, não divulga uma normativa contra toda e qualquer aglomeração? Sejam elas em buffets luxuosos na Olho D’Água ou em bailes funk no Barreto? Sejam elas em bailes ilegais ou comícios mais ilegais ainda? Ao agir de forma desconexa e irracional, o Ministério Público leva insegurança jurídica aos maranhenses. As ações coíbem quem tenta agir dentro da lei, mas desprezam a ação dos ilegais. E não precisa ser muito inteligente para perceber que, indiretamente, o Ministério Público incentiva a ilegalidade com isso.

Eleições 2022

Abstrações e falatório não irão fazer de Carlos Brandão um vencedor

Conversa fiada tenta transformar derrotas de Carlos Brandão em vitórias… Vice-governador corre o risco de comparecer na posse em 2023 caso termine derrotado em 2022.

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) ainda é, pelo menos até agora, o favorito na sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB). Após sofrer pequenos revezes motivados por sua ansiedade, parece que ele não aprendeu a lição. Pior que isso, parece que alguns entusiastas do homem querem fazê-lo acreditar que perder é ganhar e ganhar é perder.

O mais esperado lance na sucessão de 2022 será a posse do vice-governador Carlos Brandão em meados do ano.  Nada será de grandeza superior a isso. Nada! Retiradas desta possibilidade, obviamente, a capacidade do próprio Brandão e do senador Weverton Rocha (PDT) de implodirem suas candidaturas de sabotar a si mesmos. E parece que hoje em dia essa perspectiva acomete apenas um dos dois.

Após ver seu clamor por Duarte Jr resultar em derrota nas eleições de São Luís, depois de perder a eleição da Câmara Municipal sem disputar e após um encontrar o massacre que procurou nas eleições da FAMEM, parece que Brandão recorreu a argumentações obtusas para fazer de seus fracassos vitórias.

Dizem que ao perder a eleição da FAMEN, Carlos Brandão saiu de 0 prefeitos 96. Como se todos estes prefeitos não tivesse, nenhum deles, escolhido Fábio gentil pelo próprio Fábio Gentil, ou por influência do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, ou pelo fato de que Brandão ocupava o cargo de governador.

Contudo, a maior sandice dita até agora foi a de que, nas eleições de São Luís, Brandão venceu com a derrota do seu pupilo e Weverton perdeu com a vitória de Eduardo Braide (Podemos). Weverton selou o apoio do prefeito da capital maranhense e cidade mais populosa do estado nas próximas eleições. É preciso dizer algo mais, meu Senhor Jesus Cristo?

Carlos Brandão deve ter cuidado. Se der ouvidos a esse tipo de análise canastrona, talvez apareça na posse em janeiro de 2023 após ser derrotado em 2022. Será uma cena humilhante. A mais humilhante de todos os tempos.

Quem ganha, ganha! Quem perde, perde! Como diria o outro lá: simples assim!

Maranhão receberá mais de 160 mil doses de vacina contra Covid-19 nesta segunda

Segundo o Ministério da Saúde, serão destinadas 123.040 doses da vacina CoronaVac ao Maranhão, além de 41.200 já separadas para os indígenas do estado.

O Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (18), a distribuição das vacinas contra a Covid-19 para todos os estados. Serão destinadas 123.040 doses da vacina CoronaVac ao Maranhão, além de 41.200 já separadas para os indígenas do estado, que totaliza 164.240 doses. Este primeiro lote é destinado ao grupo prioritário.

O governo do Maranhão vai ofertar seringas e agulhas para as prefeituras que precisarem. Três aviões, três helicópteros e 30 automóveis estarão nesta missão no Estado.

Entre os estados do nordeste, o Maranhão é o quarto com maior número de doses a receber. Os demais estados são Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

Logística de Distribuição (Dlog)

A logística de distribuição das vacinas será realizada por aviões e caminhões, compondo estes últimos uma frota de 100 veículos com áreas de carga refrigeradas, que até o final de janeiro aumentarão em mais 50. Toda frota possui sistema de rastreamento e bloqueio via satélite.

Municipalismo

Fufuca Dantas lança pré-candidatura ao CIM defendendo renovação e transparência para entidade

Fufuca Dantas

O prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Fufuca Dantas (Progressistas), lançou sua pré-candidatura à Presidente do Consórcio Intermunicipal Multimodal (CIM). Fufuca, que está em seu quarto mandato como prefeito, defende a renovação e a democratização do consórcio e vê a necessidade de mais transparência na entidade.

Continuar lendo
Competência?

Flávio Dino vai demorar 4 anos e gastar R$ 200 milhões para entregar hospital

Obra do Hospital da Ilha que se arrasta desde 2017 poderia ter evitado milhares de mortes durante a pandemia em 2020.

Em setembro de 2017 o Hospital da Ilha foi oficialmente anunciado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Apesar da necessidade da nova unidade, o que se observa é lentidão nas obras e um ralo de dinheiro público que deve consumir mais de R$ 200 milhões.

Crítico frequente da gestão na saúde do governo Bolsonaro durante a pandemia, a lentidão no término das obras do Hospital da Ilha levanta suspeitas sobre a gestão comunista no setor. Se tivesse sido terminado em 2020, momento do início da pandemia, poderia ter ajudado a salvar milhares de vidas. Contudo, as obras se arrastam até hoje e dificilmente serão entregues antes de setembro.

Apesar da demora, o Ministério Pùblico, aquele mesmo que pretende acabar com o Carnaval, ainda não se manifestou sobre as obras.

Dessa forma, Flávio Dino iniciou dois anos antes da pandemia uma obra que irá ser entregue dois anos dois da crise. Competência?

A tragédia administrava já rivaliza com desgraça promovida na Estrada do Araçagy. A obra já virou motivo de piada entre a população de São Luís e escancara o fracasso absoluto do governo na gestão da saúde e da infraestrutura na capital maranhense.

E a sabotagem?

Anvisa aprova uso de vacinas e desmonta mentiras contra o Governo Federal

Liberação da CoronaVac e AstraZeneca aconteceu 9 dias após entrada nos pedidos de liberação. Situação desmonta fake news que acusavam Jair Bolsonaro de tentar intervir na Anvisa para impedir aprovação do uso dos medicamentos

Pouco mais de uma semana após os pedidos de aprovação para uso emergencial, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou os pedidos de uso emergencial no Brasil das vacinas CoronaVac, do Instituto Butantan/ Sinovac, e AstraZeneca, da Universidade de Oxford/ Fiocruz.

A atuação da Anvisa desmonta as notícias falsas e a campanha de desinformação contra o Governo Federal nas últimas semanas. Setores da mídia e da política afirmavam que Jair Bolsonaro estava intervindo na Anvisa para impedir que uso das vacinas fossem aprovados.

A apresentação do corpo técnico da Anvisa foi transparenete ao ponto de ser transmitida ao vivo pela internet. Atuação evidenciou que a entidade usou critérios técnicos e nunca foi alvo de interferência política.

Com a aprovação do uso emergencial, é esperada que a campanha de vacinação aconteça ainda nesta semana. Pessoas de grupos de risco como idosos e profissionais de saúde devem ter prioridade.

A decisão deve ser formalizada no Diário Oficial da União ainda neste domingo. O Instituto Butantan já tem 10,8 milhões de doses disponíveis para aplicação. A Fiocruz aguarda a chegada de 2 milhões de doses de vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia.

O governo federal se comprometeu a distribuir de maneira exclusiva e simultânea as vacinas para todos estados e municípios, que, por sua vez, ficarão responsáveis pela logística de distribuição e aplicação dos imunizantes.

E a ciência?

29 idosos morreram na Noruega após tomarem vacina da Pfizer

Mortes no país, unidas a poutros eventos similares pelo mundo, confirmam que dúvidas sobre eficácia da vacinação relâmpago não são “negacionismo”

A Agência Norueguesa de Medicamentos está investigando a morte de 29 que receberam a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech. Relatórios iniciais indicam que que reações adversas comuns às vacinas de mRNA, como febre e náusea, podem ter contribuído para um desfecho fatal em alguns pacientes frágeis.

A vacinação na Noruega começou em 27 de dezembro e cerca de 42.000 pessoas receberam pelo menos uma dose do imunizante até agora.

Os testes da vacina foram considerados falhos em pacientes com doença instável ou aguda e tiveram poucos participantes com mais de 85 anos de idade.

Merecidas?

“Férias da pandemia” acabam e Flávio Dino volta ao governo nesta segunda (18)

Enquanto pandemia piorava, governador maranhense tirou férias do governo. Ativismo nas redes sociais contra o presidente, no entanto, continuou.

Após passar quase duas semanas de “férias” em um dos piores momentos da pandemia, o governador Flávio Dino (PCdoB) deve voltar ao “trabalho” na próxima segunda (18). Mesmo afastado do governo em local desconhecido, Flávio Dino foi ativo nas redes sociais em relação às suas críticas ao presidente Jair Bolsonaro. O governador maranhense é um dos que culpam Bolsonaro pela crise em Manaus e clamam por seu impeachment.

Em sua volta é esperado que Flávio Dino promova uma reforma administrativa em seu governo para preparar a gestão para as eleições de 2022. O governador deixou claro em várias ocasiões que sua principal meta neste ano será reorganizar a base governista para o próximo ano.

No curto período em que assumiu o governo, o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) direcionou todas as suas forças para ser derrotado na eleição da Federação Maranhense dos Municípios (FAMEM).

Só pode ser ironia

Prioridades

Amazonas gastou R$ 1,5 mi em decoração natalina sem licitação

Mesmo em meio à pandemia do vírus chinês, o governo do Amazonas gastou 1,5 milhão de reais com decoração natalina no ano passado. E sem licitação.

O valor, no entanto, era maior incialmente, chegando a R$ 2 milhões. Mas o governo voltou atrás e na época a Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), vinculada ao Governo do Amazonas, reviu os valores e informou que os gastos sem licitação seriam de pouco mais de R$ 1,5 milhão.

A Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural informou ter dispensado a licitação para a compra da decoração com a justificativa de se “enquadrar em uma lei que não exige o processo em casos de emergência e calamidade pública”. As informações são do G1.

Hoje, o sistema de saúde de Manaus enfrenta um verdadeiro caos. Pessoas que contraíram a Covid-19 não têm oxigênio e dependem de ventilação manual para sobreviver.

O governo federal já enviou ao Estado e municípios do Amazonas o montante de R$ 8,91 bilhões, sendo R$ 2,36 bilhões apenas para Manaus. Aonde foi parar o dinheiro?

Vale lembrar que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), foi alvo de uma operação do Ministério Público Federal (MPF) que investiga fraudes e desvios na compra de respiradores no Amazonas.

De acordo com o MPF, com a participação direta do governador, foram identificadas compras superfaturadas de respiradores, direcionamento na contratação de empresa, lavagem de dinheiro e montagem de processos para encobrir os crimes praticados.

No esquema identificado pelo MPF e pela Polícia Federal, o governo do estado comprou, com dispensa de licitação, 28 respiradores de uma importadora de vinhos. Em uma manobra conhecida como triangulação, uma empresa fornecedora de equipamentos de saúde, que já havia firmado contratos com o governo, vendeu respiradores à adega por R$ 2,480 milhões.

No mesmo dia, a importadora de vinhos revendeu os equipamentos para o estado por R$ 2,976 milhões. Após receber valores milionários em sua conta, a adega os repassou integralmente à organização de saúde. Registros encontrados pelos investigadores comprovam a ligação entre agentes públicos e empresários envolvidos na fraude.

Hoje, quem paga a conta (e com a própria vida) pela irresponsabilidade é a população.

Imprudente

Carlos Brandão vence a si mesmo no duelo com Weverton

Ao invés de ter prudência e esperar pelo dia em que será governador do estado, vice entra em concorrências infundadas, disputas perdidas e desgasta a própria imagem quando atos de desespero deveriam partir do adversário.

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) trava uma batalha aberta contra o senador Weverton Rocha (PDT) pelo governo do estado em 2022. Até agora, graças ao próprio Brandão, Weverton acumula três vitórias significativas contra o adversário. Acontece que uma análise simples revela que todos os triunfos do senador foram originados de ações atabalhoadas do próprio vice-governador.

DERROTA EM SÃO LUÍS

Enquanto Weverton Rocha tem na capital maranhense o maior reduto eleitoral do seu partido, o PDT, Carlos Brandão é um anônimo na política local. As eleições de 2020 eram fundamentais para Weverton, que perdeu as eleições ao apostar em Neto Evangelista. Já Carlos Brandão embarcou, quase que de corpo e alma, na campanha do correligionário Duarte Jr.

Era sabido que muito dificilmente Eduardo Braide sairia derrotado. E isso principalmente quando o consórcio de candidatos formado pelo governador Flávio Dino não conseguia decolar poucas semanas antes da eleição. Todas as esperanças posteriores eram baseadas em ilusões.

Acontece que a simples ida de Duarte Jr ao segundo deveria ter sido festejada por Brandão como uma vitória sobre Weverton. Ali o vice-governador deveria ter anunciado a vitória sobre Weverton e deixado o pleito. No entanto, ao invés disso, o vice governador jogou Weverton Rocha no coloco do favorito Eduardo Braide e ao trouxe para si a derrota de Duarte Jr.

CÂMARA MUNCIPAL

Poucos dias após a derrota que trouxe para si nas eleições de São Luís, Brandão ensaiou um levante contra a reeleição de Osmar Filho, membro do PDT de Weverton, na Câmara Municipal. Além de disputar a reeleição sentado na cadeira, Osmar contava com o apoio da franca maioria dos vereadores e do prefeito recém-eleito, Eduardo Braide. E mais uma vez Brandão foi derrotado em uma disputa que não tinha a mínima condição de vencer e, muito pior, que em nada iria ajuda-lo.

FAMEM

Na eleição da mesa diretora da Federação dos Municípios Brandão plantou a mais humilhante de suas derrotas até agora. Uma entidade que não tem peso político, completamente dominada por seus adversários, enfrentando um presidente excelentemente bem avaliado e apoiado por políticos de peso como o presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB).

Em termos comparativos: Erlânio Xavier, candidato a reeleição na FAMEM, era infinitamente mais favorito do que Eduardo Braide era no ano passado. E, assim como em São Luís, a entidade não tem qualquer ligação com Brandão.

O vice-governador faz a opção por conflitos em campos alheios ao seu território político. Enquanto o governador Flávio Dino tirava férias, Brandão aproveitou a estadia no cargo de mandatário do governo para disputar, e perder, a eleição na FAMEM.

Infinitas eram as possibilidades nestes dias. Brandão, inclusive, viu Eduardo Braide nadar sozinho no mar de oportunidades que o início da vacinação proporcionou.

ATRAVESSA A RUA PARA PISAR EM CASCA DE BANANA

Carlos Brandão possui o maior trunfo objetivo que um ser humano pode ter nas eleições de 2022. Irá disputar a eleição sentado na cadeira de governador. A ele cabe apenas esperar. O desespero, que logicamente deveria ser externado por Weverton, foi assumido por Brandão. E a simples observação atesta essa tese.

O vice-governador não precisa mover nenhuma peça em terreno inseguro. O tempo é seu aliado e a certeza lhe é assegurada. Quem tem que fortificar-se até o pleito é o senador Weverton Rocha, quem tem que arriscar-se é ele. As provocações deveriam partir de Weverton. A imprudência, necessária por conta do momento, também.

Só que, por uma insegurança inexplicável, quem assumiu esse papel foi Carlos Brandão. A impressão que se tem é que Brandão acredita que quem irá assumir o governo em 2022 após a vacância Flávio Dino de Weverton. E assim ele vai perdendo, perdendo, perdendo e enfraquecendo a sua maior arma. Brandão conseguiu desgastar seu governo um ano antes dele acontecer.

Flávio Dino saiu de férias no pior momento da pandemia.