Eleições 2022

Brandão aposta na traição de Eduardo Braide

Após tentar derrotá-lo nas eleições de 2020 e permitir que Flávio Dino o atacasse no 1º ano de gestão, vice-governador quer apoio do prefeito de São Luís nas eleições deste ano

O vice-governador Carlos Brandão intensificou as articulações para ter o apoio do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), nas eleições deste ano. Caso não consiga, a saída é tentar forçar o prefeito a manter-se neutro. Em busca de apoio nas eleições de 2020, Braide construiu um acordo com o senador Weverton Rocha para as eleições deste ano. Carlos Brandão acredita que o prefeito pode trair o aliado. Histórico do prefeito indica que ele não deve aderir à traição.

O plano conta com a ajuda do ex-governador José Reinaldo Tavares e do ex-prefeito de São José de Ribamar, Luiz Fernando Silva. Próximos da família de Braide, os dois pretendem bombardear o prefeito e forçá-lo a aderir à campanha de Carlos Brandão. Caso não consigam, tentarão sugerir a Braide que se mantenha neutro. Nas duas hipóteses o prefeito estaria negando apoio ao senador Weverton Rocha. Dadas as circunstâncias, a tarefa dos dois é dificultosa.

Brandão foi o principal fiador da campanha de Duarte Jr (PSB) contra Braide em 2020. O pleito foi marcado por ataques desleais do deputado contra o atual prefeito. Em nenhum momento Brandão, Zé Reinaldo ou Luiz Fernando agiram para impedir ou minimizar os ataques contra Braide, que foi vítima de uma campanha sórdida.

Eduardo Braide encontrou o grupo de Weverton Rocha o apoio necessário para vencer as eleições naquele ano. Na ocasião, o suporte nas eleições de 2020 teve como condição o princípio de reciprocidade em 2022.

Além de tentar impedir que Braide chegasse ao cargo que ocupa hoje, Brandão também assistiu calado aos ataques e perseguições do governador Flávio Dino movidos contra o prefeito no início da gestão e até hoje.

O fato é que Brandão tem confiança de que Braide irá abandonar aqueles que o ajudaram a ser prefeito e optar por quem, além de tentar impedi-lo de chegar ao cargo, nada fez para estreitar as relações após o pleito.

MARANHÃO SEM LEI

ESCÂNDALO: Governo Dino usou trabalho escravo na construção de escola

Membros da Delegacia de Polícia de Santa Helena libertaram, no final de 2021, homens que trabalhavam em condições de trabalho análogas à escravidão na construção do campus do Iema na cidade.

Há poucos dias membros da Delegacia de Polícia de Santa Helena atenderam uma denúncia de condições de trabalhos análogas à escravidão na cidade. Ao chegarem ao local indicado, os agentes encontraram vários trabalhadores em condições precárias de trabalho. A denúncia foi confirmada e o responsável acabou preso. O surpreendente na história é que os homens eram forçados a trabalhar no campus do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) da cidade, obra pertencente ao governo do estado.

As denúncias anônimas recebidas no início do mês de dezembro de 2021 relataram relatando que trabalhadores de uma empresa de construção viviam em uma casa de barro, sem alimentação suficiente, sem energia elétrica, sem acesso à água potável e com inexistência de saneamento básico.

Segundo o Artigo 149 do Código Penal, a situação de trabalhos forçados, jornada intensa, condições degradantes e restrição de locomoção caracterizam trabalho análogo à escravidão.  Apesar de trabalharem diariamente na construção do campus do IEMA de Santa Helena, o responsável pela construtora não comprovou os vínculos trabalhistas com a construtora. Ele acabou preso.

Com cerca de 5.600 m², o espaço educacional possui biblioteca, auditório, salas, laboratórios especiais de Física e Biologia, além de espaço de vivência e quadra poliesportiva.  A escola deve atender cerca de 200 estudantes.

Após a prisão, os trabalhadores foram acolhidos temporariamente por vizinhos que se solidarizaram com a situação. Até o momento, nenhuma ONG, membro do Ministério Público ou da Comissão de Direitos Humanos da OAB se manifestou em relação ao absurdo que é o uso deste tipo de mão-de-obra em uma construção do governo gerenciado por Flávio Dino.

Apesar da gravidade da situação, o governador Flávio Dino (PSB) não lançou nenhuma nota sobre o caso. Poucos dias após o caso, a página oficial do governo anunciou que a escola deve ser inaugurada em breve.

ABUSO

Prefeitura de Caxias promove aumento de 180% na conta d’água

Algumas contas saltaram de R$ 166,76 em novembro para R$ 495,55 em dezembro. Aumento foi considerado abusivo pela Defensoria Pública.

A Prefeitura de Caxias promoveu um aumento de 181,99 % na tarifa de água da cidade. Por meio do projeto Lei nº. 2561/2021, sancionado pelo prefeito Fábio Gentil, o m³ de água que antes custava R$ 3,11 subiu para R$ 8,77 a partir da vigência da referida lei. O serviço de abastecimento na cidade é municipalizado.

Alguns moradores que pagaram em novembro de 2021 R$ 166,76 por 49 m³ de água, viram suas contas aumentarem para R$ 495,55 em dezembro.

Acionada pelos moradores, a Defensoria Pública do Estado (DPE/MA), por meio do Núcleo Regional de Caxias, recomendou ao prefeito a suspensão dos reajustes realizados recentemente na tarifa de água na cidade.

Na recomendação, a defensora pública Gerusa de Castro Andrade Carvalho destaca que “nada justifica este aumento abrupto, vez que não foi realizada qualquer melhoria prestacional que justifique o aumento mínimo da tarifa” e que os preços cobrados sobre o serviço devem ser adequados à realidade da população usuária desse bem que é essencial à vida.

O documento foi encaminhado ao prefeito Fábio Gentil e ao diretor administrativo e financeiro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Arnaldo de Arruda Oliveira.

LUTO

Ex-presidente da FMF, Alberto Ferreira, morre aos 77 anos

Alberto Ferreira

Hospitalizado há vários dias, Alberto Ferreira morreu na madrugada deste domingo (9), em São Luís. Ele era ex-presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e tinha 77 anos.

Ele foi presidente entre 1991 e 2011 da FMF, mas foi afastado por uma ação provocada pelo Ministério Público.

E A VACINA?

Deputada eleita pelo povo impedida de entrar na Assembleia

Mical Damasceno está proibida de frequentar a Assembleia Legislativa durante o mês de janeiro por exigência do passaporte da vacina.

A deputada estadual Mical Damasceno (PTB) está proibida de entrar na Assembleia Legislativa do Maranhão a partir de hoje (10). A restrição acontece em consequência da instituição do passaporte vacinal na casa. Vale ressaltar que a deputada contraiu e venceu a doença em agosto de 2020.

A decisão da mesa diretora da casa deve se alastrar por todo o mês de janeiro, durante o recesso parlamentar. No período, pelo menos teoricamente, a deputada não precisa ir até o lugar.

Mical obteve 30.693 nas eleições de 2018 e, pela decisão, corre o risco de ser impedida de representar, pelo menos presencialmente, seus eleitores. Situação que acontecerá caso a decisão seja estendida após o recesso.  

A parlamentar é uma das milhões de pessoas que acharam, por inciativa pessoal, não tomar a vacina contra a Covid-19. Entra os parlamentares da casa, Damasceno é a única que optou por não tomar a vacina.

LIBERDADE

Djokovic vence batalha contra governo ditatorial australiano

Tenista estava confinado pelo governo após receber aval da organização do Australian Open para participar do torneio

A justiça australiana decidiu pela suspensão do cancelamento do visto de Novak Djokovic pelo governo do país. Além disso, foi ordenada a libertação imediata do tenista da detenção na imigração.

O juiz responsável pela decisão afirmou que o cancelamento do visto temporário seria revogado e que o governo australiano arcaria com suas custas e tomaria “todas as providências necessárias para liberar o requerente imediatamente”. O governo da Austrália já informou que vai recorrer da decisão.

Djokovic está detido desde a semana passada peplo governo por não apresentar passaporte vacinal. Acontece que no dia 30 de dezembro ele recebera uma carta do diretor médico do Tennis Australia (entidade que organiza o Australian Open) atestando que ele estava apto a receber uma autorização de exceção médica que o liberava da vacina.

Além disso, o tenista também comprovou que já havia sido infectado pelo vírus recentemente e que havia se curado dele. O caso gerou ampla repercussão mundial.

DINHEIRO PÚBLICO

UFMA assume caráter político/partidário e ataca Jair Bolsonaro

Universidade divulgou nota que tenta criminalizar estudantes que pressionam pela volta às aulas e que manifesta posição política contra o presidente

O aparelhamento das universidades pela esquerda sempre foi tratado pela comunidade acadêmica como uma espécie de teoria da conspiração. Nesta sexta (7), pelo menos na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a tese deixou de ser uma abstração e ganhou ares de realidade. Em nota publicada em suas redes sociais, a UFMA cometeu um ato de agressão direto ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

O ataque se deu por meio de nota do Diretório Central dos Estudantes (DCE) publicada nas redes sociais da UFMA. Incialmente a publicação visava atacar um grupo de estudantes que tenta pressionar pelo retorno das aulas. As tentativas de reunir outros membros do corpo discente pelo grupo de alunos descontentes com a paralisação de dois anos foi caracterizada, falsamente, como ato criminoso.

A nota possui sete páginas e usa de proselitismo canhestro e vagabundo sobre vacinação e pandemia para atacar os estudantes que querem voltar a ter aulas. Além disso, os ansiosos pelo retorno das aulas são tratados como seguidores do “bolsonarismo”.

A falência intelectual da universidade já é sabida por todos. Completamente inútil para a sociedade maranhense em relação aos custos bilionários que consome, instituição se assume de vez como órgão político de esquerda.

A publicação foi antecedida por um artigo esquerdista do reitor Natalino Salgado sobre o filme “Não Olhe Para Cima”. Mais isso é assunto de outra publucação.

Artigo

A social-democracia está entrando em seu último suspiro – e será abolida pela automação

O artigo foi publicado em janeiro de 2017. Cinco anos depois, e com o evento da Covid-19, seu tema ficou ainda mais atual.

Desde 2020, os governos ao redor do mundo adotaram uma forma mais branda da renda universal garantida, voltada para os mais pobres e para os desempregados. Esta renda foi paga majoritariamente via impressão de dinheiro pelos Bancos Centrais, medida esta que está gerando sérias consequências inflacionárias ao redor do mundo

Isto, por si só, já aniquila a ideia de que a renda universal poderá ser pagar via inflação monetária. 

Logo, com esta tese já natimorta, sobram apenas duas opções: endividamento do governo ou mais impostos.

Nenhuma será possível no longo prazo, como demonstra o artigo abaixo.

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O socialismo é uma ideia cujo tempo acabou.

Ao redor do mundo, economias puramente socialistas já foram abandonadas. A ideia de que o estado deve gerir a economia é levada a sério apenas pelos líderes da Coreia do Norte e da Venezuela. Suspeito que nem mesmo os comunistas de Cuba acreditem mais nisso.

Consequentemente, o estado de bem-estar social — popularmente chamado social-democracia — também está entrando em seus estertores. A social-democracia se baseia na ideia de que o estado pode agir como uma espécie de sanguessuga sobre a economia produtiva, e que de alguma maneira a sanguessuga não irá crescer e nem a economia produtiva irá se enfraquecer.

Talvez a mais amada de todas as propostas já aventadas pela social-democracia é aquela que envolve uma renda básica universal, independentemente de se o indivíduo trabalha ou não. Eis a última manifestação desta ideia lunática:

À medida que os robôs vão tomando seus empregos, os europeus querem dinheiro de graça para todos

Existo, logo sou pago.

A noção radical de que os governos devem dar dinheiro de graça para todos — ricos e pobres, trabalhadores e desocupados — está, lenta porém firmemente, ganhando tração na Europa. Sim, você leu corretamente: uma renda mensal garantida pelo governo, sem qualquer contrapartida.

Na França, dois dos sete pré-candidatos à nomeação do Partido Socialista na eleição presidencial deste ano estão prometendo modestos, porém regulares, estipêndios para todos os adultos franceses. Testes ainda limitados já começaram na Finlândia, com outros experimentos já planejados em outros países, inclusive nos EUA.

Chamado de “renda universal” por alguns, “renda básica universal” ou apenas “renda básica” por outros, a ideia já foi levantada sob vários outros pretextos e aparências desde pelo menos a segunda metade do século XIX. Após décadas no limbo do debate intelectual, ela se tornou mais convencional em 2016, quando a Suíça fez um referendo — e rejeitou por completo — sobre uma rende básica de aproximadamente US$ 2.500 por mês.

“Foi um ano incrível”, diz Philippe Van Parijs, fundador da organização Basic Income Earth Network, que faz lobby pela aprovação desta ideia. “A renda básica foi mais debatida e descrita neste ano do que durante toda a história da humanidade”.

Mas antes de você escrever uma carta de demissão para o seu chefe pensando que nunca mais terá de trabalhar, um alerta: há várias perguntas não respondidas sobre a questão, começando por como tal esquema será financiado. Eis um olhar sobre as questões:

Por que o crescente interesse?

Em uma palavra, robôs. Com as máquinas e os sistemas automatizados crescentemente substituindo a mão-de-obra humana, a França poderá perder 3 milhões de empregos até 2025, diz Benoit Hamon, um ex-ministro da educação que está em campanha para a presidência do país com a promessa de introduzir gradualmente uma renda básica para todos, sem contrapartidas. À medida que o trabalho vai se tornando escasso, uma renda modesta, porém garantida, faria com que as pessoas deixassem de temer por seu futuro e liberaria mais tempo para dedicarem às suas família, aos mais necessitados e a si próprios, diz ele.

Também poderia estimular as pessoas a se arriscar mais, a abrir novos negócios e a tentar novas atividades sem o risco de perder os benefícios assistenciais.

O outro pré-candidato do Partido Socialista a favor da renda básica é Jean-Luc Bennahmias. Assim como Hamon, o ex-parlamentar argumenta que não faz sentido imaginar o retorno da época da bonança econômica, com empregos para todos.

“Crescimento de dois, três, quatro ou cinco por cento nos países ocidentais? Acabou”, disse ele em um debate televisivo na semana passada. “Temos de falar a verdade”.

Pesquisas de fora validam seus argumentos. Um estudo da Universidade de Oxford, de 2015, estimou que quase metade de força de trabalho americana corre risco com a automação.

Finlândia já começou um experimento com este programa. [E foi encerrado ao fim de 2018].

A mesma ideia foi levada a referendo na Suíça no ano passado, mas os suíços, muito sabiamente, votaram contra a proposta, e de forma esmagadora (mais de 75% contra).

Dizer que essa proposta de renda universal não funcionaria porque “as pessoas seriam desestimuladas a trabalhar e, consequentemente, não gerariam renda a ser tributada pelo governo, o que por sua vez inviabilizaria a continuidade do programa”, é uma explicação correta, porém incompleta.

Para essa proposta funcionar é necessário haver fontes que irão fornecer continuamente o dinheiro para manter toda a população no assistencialismo. Mas de onde virá o dinheiro? Os defensores do assistencialismo dizem que o dinheiro poderá ser extraído dos lucros das empresas.

Isso mostra que eles simplesmente não entendem nada sobre a origem dos lucros em uma economia de mercado livre e competitiva.

Lucros são temporários

Sim, lucros são temporários. Lucros surgem quando algumas empresas conseguem um fluxo maior de receitas do que de despesas.

Porém, quando há um mercado cujas empresas nele estabelecidas estão conseguindo taxas de retorno acima da média, isso irá inevitavelmente atrair novas empresas concorrentes. Essa é a dinâmica do capitalismo. Se você descobre um nicho bastante lucrativo, você imediatamente atrai a concorrência, que também quer usufruir uma fatia desse lucro.

Empreendedores rivais, que também estão em busca do lucro, não estão dispostos a permitir que um punhado de empresas que chegaram primeiro a um determinado mercado, e que por isso estão auferindo lucros acima da média, continuem operando tranquilamente.

“Por que abrir mão desse dinheiro?” — essa é a pergunta que qualquer empreendedor em busca do lucro faz para si próprio. “Por que deixar meu concorrente usufruir exclusivamente todo esse dinheiro em um mercado que está aberto à entrada de novos concorrentes?”

Se alguém está ganhando muito dinheiro fornecendo um determinado tipo de serviço que até então não era tido como lucrativo, por que não entrar nesse mercado e fornecer um serviço similar a um preço menor?

Por isso, a tendência em uma economia de livre mercado é que as taxas de lucros se equalizem ao longo do tempo. Sempre há exceções, mas essas exceções ocorrem quando o governo impõe restrições à entrada da concorrência (como, por exemplo, nos setores controlados por agências reguladoras e nos setores que operam protegidos por tarifas de importação).

Fora isso, no geral, empreendedores não são de permitir que outros empreendedores embolsem grandes lucros sem serem desafiados.

Portanto, de onde virá o dinheiro para colocar toda a população do país no assistencialismo? É isso o que os socialistas e social-democratas nunca explicaram. Seus grandiosos planos nunca são acompanhados de estudos detalhados que mostram quem exatamente irá pagar para colocar todo o país no assistencialismo. Afinal, se fizessem isso, eles assustariam seus alvos. Políticos nunca querem assustar seus alvos, a menos que estes sejam numericamente ínfimos.

Robôs e máquinas não pagam impostos. Robôs e máquinas reduzem o custo de se produzir bens e serviços. As empresas que se beneficiam da substituição de mão-de-obra humana por máquinas obtêm grandes lucros inicialmente; porém, isso atrai a atenção dos concorrentes, que rapidamente querem fazer o mesmo. Consequentemente, outros fabricantes de robôs e máquinas também irão vender robôs e máquinas para os concorrentes daquelas empresas que inicialmente implantaram os robôs e as máquinas.

Robôs e máquinas não fazem greves. É impossível eles se sindicalizarem. Eles simplesmente trabalham sem parar e nunca param de produzir. E há mais deles sendo projetados e fabricados. Eles estão vindo para uma indústria perto de você.

E estamos aqui desconsiderando todas as mini-fábricas que utilizam impressoras 3-D. Elas estão chegando também.

As empresas que lucram com o emprego de robôs e máquinas e com a demissão de pessoas não conseguirão manter seus lucros acima da média por muito tempo. Seus concorrentes também irão contratar robôs e máquinas e demitir mais pessoas.

Portanto, quem irá pagar a renda universal para todas essas pessoas demitidas? Ninguém. Este é todo o ponto. As máquinas e os robôs não irão. As empresas que tiverem seus lucros reduzidos por causa da concorrência não irão. Os novos concorrentes não irão. Todos estes estarão muito ocupados tentando descobrir novas maneiras de cortar custos.

O que nos leva a outro ponto de grande importância.

Renda isenta de impostos

As únicas pessoas que realmente poderão bancar esse esquema assistencialista são os consumidores que comprarem os produtos produzidos pelos robôs e máquinas. Com a redução de custos, a inflação de preços será cada vez menor. Consequentemente, a renda real dessas pessoas irá subir.

Mas esse aumento da renda real não pode ser facilmente tributado. Não dá para tributar aumentos reais nos salários, apenas aumentos nominais. O governo teria, então, de tributar ainda mais os salários dos trabalhadores. E ele só teria receita crescente se os salários nominais aumentassem continuamente.

Mas, por causa da automação, não será necessário haver aumentos nos salários nominais. A população terá um aumento em sua qualidade de vida por causa dos preços reduzidos gerados pela automação. Com preços reduzidos, haverá mais dinheiro disponível para gastar. Isso é aumento real da renda. É uma renda isenta de imposto.

Em um sistema no qual a renda monetária é tributada, o governo pode tributar apenas a renda nominal. Trata-se da renda denominada em uma moeda específica. Se você obtém um aumento, o governo está lá para confiscar uma fatia. Consequentemente, se você pudesse escolher entre um aumento nominal de 3% ou redução de 3% em todos os preços, você seria esperto se escolhesse a segunda opção. Você teria um aumento da renda na forma de preços decrescentes em seus bens de consumo.

É por isso que todos os governos odeiam a deflação de preços. É por isso que os governos sempre defendem a expansão do crédito: isso gera um aumento da quantidade de dinheiro na economia, que por sua vez gera aumentos nominais de preços e salários, o que permite receitas tributárias maiores para o governo. Se a inflação monetária elevar os preços, elevará também os salários. O governo pode então tributar esse aumento dos salários. E pode também auferir receitas maiores com os impostos indiretos embutidos nos preços.

Por outro lado, se a população melhora sua qualidade de vida por causa de uma redução nos preços, então o governo não conseguirá se beneficiar disso. Não há aumentos nominais nos quais ele pode colocar suas mãos gananciosas. A renda que aumentou foi a renda real, e não a nominal. Políticos consideram isso intolerável. Preços em declínio são vistos como algo ultrajante por praticamente todos os políticos (e também por economistas keynesianos).

Um cenário em que os salários nominais são estáveis e os preços ao consumidor estão em queda é uma fórmula para se estrangular as receitas dos governos. Políticos e keynesianos odeiam a simples ideia disso.

Mas é inevitável. As máquinas e os robôs irão estrangular os governos. Mas não irão estrangular o indivíduo que tiver um emprego. Com preços em queda e os salários estáveis, não haverá como os políticos extraírem mais renda da população. Isso já é visivel nos países ricos. A única opção será elevar impostos. Mas isso será suicídio político. E nenhum político quer voluntariamente acabar com sua própria carreira. Eles não querem cortar benefícios, mas também não podem aumentar impostos. Se pudessem, eles aumentariam os benefícios e aumentariam os impostos apenas sobre grupos específicos. Mas os robôs e as máquinas não são esse grupo. Eles não pagam impostos.

No final, tudo isso é uma ótima notícia para todas as pessoas do mundo. E uma péssima notícia para todos os políticos do mundo.

O que fazer

Se uma máquina é capaz de substituir o trabalho humano, então ela deve substituir o trabalho humano. O trabalho humano não deve ser desperdiçado em tarefas repetitivas que podem ser feitas por uma máquina de maneira igualmente eficaz e menos dispendiosa. 

Se algo pode ser feito por uma máquina, por que imobilizar algo tão versátil quanto o trabalho humano? O trabalho humano é o mais versátil de todos. Há inúmeras coisas que as pessoas podem aprender a fazer. Já uma máquina pode fazer bem apenas uma coisa; ela não pode fazer outra coisa fora daquilo para a qual projetada.  Seres humanos não são como máquinas. Eles podem fazer muitas coisas.

Se você trabalha no setor industrial, então você deve aspirar a uma posição que esteja entre uma máquina especializada e a resolução de um problema imediato. Existem todos os tipos de problemas imagináveis e inimagináveis nos processos de produção, o que significa que uma máquina não irá solucioná-los. Qualquer tipo de problema tem de ser resolvido pela mente humana, e por um ser humano equipado com uma ferramenta capaz de resolver o problema. É a criatividade humana, em conjunto com o uso de ferramentas, que é essencial para garantir a produção de uma máquina. Aspire a uma posição em que você tenha constantemente de utilizar sua mente.

Se você tem uma profissão manual que se resume a fazer processos repetitivos, é bom ir adquirindo outras habilidades. Se você pensa que poderá concorrer com uma máquina para fazer processos repetitivos, é bom repensar seu futuro. Em processos repetitivos, a máquina sempre irá vencer.

A coisa mais valiosa que as pessoas podem fazer é resolver problemas. Elas não são máquinas. Da mesma maneira, clientes e consumidores têm vários problemas. Não há um só tipo de problema. Há vários padrões de problemas. Mas cada problema possui aspectos singulares. É por isso que máquinas não podem lidar com eles. 

As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos. 

O segredo para se ter uma alta renda não é possuir uma capacidade de efetuar tarefas repetitivas. O segredo é ter uma mente criativa. O segredo está na mente criativa que é capaz de aplicar princípios gerais a casos específicos, e então encontrar ferramentas especializadas com as quais implantar seu plano.

Por isso, se a sua ocupação requer que você apenas efetue coisas repetitivas, coisas que não requerem muito raciocínio, então seria bom você ficar esperto e começar a procurar algum setor que possua algum conjunto de problemas que alguém com suas habilidades possa resolver. É a capacidade de saber resolver problemas, e não a implantação de soluções mecânicas, que gera uma renda alta. É assim que trabalhadores se tornam líderes e patrões.

O fato é que, em algum momento, surgirá uma máquina que fará o trabalho mecânico melhor do que você. Adam Smith já havia observado que as habilidades mecânicas e repetitivas que são necessárias em uma divisão do trabalho não são boas para os homens. Por isso, a automação será ótima para toda a humanidade, libertando-a do fardo do trabalho monótono e exaustivo.

Conclusões

O grande experimento na Europa, de colocar todo um país no assistencialismo, irá explodir sobre todos os políticos de todas as nações que tentarem implantar essa ideia. Simplesmente não haverá novas vítimas disponíveis das quais se extrair a riqueza necessária para colocar todos no assistencialismo universal. Hoje mesmo, as receitas tributárias já estão em queda em boa parte do mundo desenvolvido.

A ideia de um estado de bem-estar social está condenada. O arranjo não durará mais do que a segunda metade do século XXI.

Margaret Thatcher estava certa. O socialismo é popular apenas enquanto os socialistas conseguem meter suas mãos no dinheiro dos outros. A capacidade de os socialistas fazerem isso hoje está cada vez mais próxima de zero. Chegou a hora de os social-democratas aprenderem a mesma lição.

Investigação

Moraes adia inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF

A prorrogação deliberada pelo magistrado é datada de 5 de janeiro, mas foi divulgada nesta sexta (7).

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes prorrogou o inquérito que investiga uma possível interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, por mais 90 dias.

Investigação iniciou em 2020 pelo STF, atendendo a um pedido da PGR, e tendo como base acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Quando anunciou a saída do ministério, Moro alegou que Bolsonaro tentou interferir em investigações da PF ao cobrar a mudança do chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro e ao exonerar o então diretor-geral da corporação, Mauricio Valeixo, indicado por Sérgio Moro.

Segundo o ex-ministro da Justiça, o intuito seria blindar investigações de aliados. O presidente, desde então, tem negado as acusações e criticado a passagem do ex-juiz pelo governo. Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal sobre o caso em 4 de novembro do ano anterior.

Ao longo de sua fala, Bolsonaro negou intenção de interferência política quando sugeriu a troca nas gestões de Superintendências Regionais da PF e confirmou que solicitou a substituição de Maurício Valeixo, “em razão da falta de interlocução que havia entre o presidente da República e o diretor da Polícia Federal”.

Covid-19

Maranhão deve receber vacinas para crianças ainda este mês

O Ministério da Saúde deve receber e enviar imunizantes nos dias 13, 20 e 27 de janeiro. O intervalo entre as doses deverá ser de 8 semanas.

O Maranhão deve receber vacinas para imunização de crianças ainda neste mês. A primeira remessa da vacina da Pfizer chega ao Brasil no dia 13 de janeiro, contendo 1.248 milhões de doses.

Segundo o Ministério da Saúde, a chegada de mais duas remessas dos imunizantes, específicos para a imunização de crianças de 5 a 11 anos, com a mesma quantidade chegam nos dias 20 e 27 de janeiro, totalizando 3,7 milhões de doses no mês de janeiro. A estimativa é que o país receba 20 milhões de doses no primeiro trimestre e 20 milhões no segundo trimestre.

Conforme a Nota Técnica divulgada pelo Ministério da Saúde, a campanha de vacinação das crianças de 5 a 11 anos será realizada de forma escalonada, alcançando, inicialmente, o público alvo dentro dessa faixa etária com comorbidades ou deficiência permanente. Em seguida, devem ser vacinadas crianças indígenas e quilombolas; logo após, crianças que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave do novo coronavírus; e por fim, todo o público infantil de 5 a 11 anos, começando pelos mais velhos.

De acordo com o IBGE, em 2021, calcula-se que, no Maranhão, haja cerca de 822.908 crianças na faixa etária de 5 a 11 anos. Em todo o Brasil, o público-alvo estimado para a vacinação é de 20,4 milhões. Para a vacinação das crianças serão necessárias 40 milhões de doses. O intervalo entre a primeira e segunda dose para este público deverá ser de 8 semanas.

RETROCESSO

Máscaras voltam a ser obrigatórias em locais fechados

Decisão do governador reacende debate sobre medidas “temporárias” no combate à pandemia e coloca eficiência das vacinas em dúvida

Decreto do Governo do Maranhão reativou a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados em todo o Maranhão. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta (7).

A decisão acontece em meio à proliferação da nova variante da Covid-19 e da gripe. Poucos meses atrás o governador havia tornado opcional o uso de máscaras no estado.

ENTIDADE MUNICIPALISTA

Famem instala centro de doações para vítimas das chuvas

Cerca de 200 famílias tiveram de deixar suas casas devidos às enchentes, cuja situação mais grave aconteceu no município de Mirador.

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão instalou um centro de recolhimento de doações para atendimento as pessoas desabrigadas vítimas das fortes chuvas que castigam o estado.

A Famem lançou a campanha “União pelo Maranhão” e tem contatado a classe empresarial do estado no sentido de despertar a solidariedade do setor no atendimento das vítimas das enchentes e mobilizar todos que possam ajudar com cestas básicas, água mineral e kits de higiene para as famílias desalojadas.

O presidente Erlanio Xavier tem acompanhado de perto os estragos causados pelas fortes chuvas desde o fim do ano passado e é o responsável pela ideia da instalação da central de recolhimento na entidade municipalista. Por conta disso, a Famem visa se tornar um elo entre quem quer ajudar e as pessoas que mais precisam, tendo em vista que muitos querem e podem ajudar, mas não sabem como fazer sua doação chegar aos necessitados.

“Neste momento em que estamos atormentados pela pandemia da Covid-19 que ensaia uma nova onda com essa nova variante que alarma o mundo, e pelos casos de pessoas acometidas com a gripe Influenza H3N2, necessitamos da solidariedade de todos”, comentou o presidente Erlanio Xavier, que vem mantendo contato permanente com os gestores municipais no levantamento das necessidades mais urgentes.

O centro de doações para vítimas das chuvas fica em São Luís, localizada na avenida dos Holandeses, no bairro do Calhau.

Recurso público

Secretário especial de cultura defende mudanças na Lei Rouanet

Mario Frias afirmou que a intenção é fazer com que os recursos possam chegar aos artistas e pequenos produtores que precisam : ‘É o foco do presidente’.

O secretário especial de Cultura, Mario Frias, defendeu o discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre a necessidade de alterações da Lei Rouanet.

Em coletiva de imprensa após internação, o presidente da República alegou que alguns artistas estariam chateados com ele pela limitação dos pagamentos. Em entrevista na manhã desta sexta (7), Frias falou sobre as declarações do mandatário.

“Vamos deixar claro que o presidente foi atacado. Ele foi atacado pelo José de Abreu, pela senhora Ivete Sangalo puxando coro em um show. Então, não é de repente que surgem as manifestações. A gente já vem conversando sobre mudanças na lei para que possa cumprir os objetivos para fomentar a cultura”, afirmou o secretário.

“Nós queremos a Lei Rouanet para atender aquele artista que está começando a carreira e não para figurões ou figuronas, como a querida Ivete Sangalo. Ela está chateada, José de Abreu está chateado porque acabou aquela teta deles, gorda, de pegar até R$ 10 milhões da Lei Rouanet”, disse Mario Frias.

Na oportunidade, o secretário especial de cultura citou que, nas últimas décadas, R$ 13 bilhões foram destinados pela lei, mas explicou que a secretaria não sabe se os recursos públicos foram, de fato, investidos em cultura.

“Tudo a serviço dos amigos do rei. Ao longo dos anos, vi muita gente dizer ‘não consegui recursos, apoio do governo para fazer meu disco, meu livro, meu filme’, porque era justamente o que acontecia. A lei serviu nas últimas décadas como recurso para fomentar o palanque político e ideológico. ‘Eu te dou dinheiro e você fala bem do meu governo’”, ressaltou Frias.

“A gente tirou o recurso de alguém que não ficou satisfeito com o que a gente está fazendo. O que estamos fazendo é colocando a população de volta no jogo”, explicou.

De acordo com o secretário, a proposta é que os valores da Lei Rouanet cheguem ao pequeno produtor.

“Nessa nova instrução, uma grande empresa que pegar um projeto acima de R$ 1 milhão vai ter a contrapartida de investir até 10% em um projeto iniciante, esse é o foco do que o presidente”, concluiu.

EMPREGO E RENDA

Simplício comemora investimentos de R$ 900 milhões da Alumar

O secretário irá convidar a Alumar, SEBRAE e o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores do Maranhão (PDF-Maranhão) para Rodada de Negócios.

Após reunião com o secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, o Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar/Alcoa) anunciou, nessa quarta (5), a retomada de mais uma linha de produção de alumínio com investimento de R$ 910 milhões de reais.

“Esta é a primeira grande notícia de 2022 para o nosso Estado. Por meio das ações estratégicas do governo, temos conseguido garantir desenvolvimento econômico, estímulo às cadeias produtivas e geração de emprego e renda […] a retomada por completo da produção da Alumar sugere um excelente recado para o mercado brasileiro sobre o novo ambiente de negócios do Maranhão. Quem sabe agora também consigamos a tão sonhada verticalização da cadeia produtiva de alumínio no Maranhão”, pontuou o titular da SEINC.

De acordo com o diretor da multinacional, Helder Teixeira, no total, serão mais de 2.300 empregos diretos gerados. Para assumir os cargos, serão priorizados os funcionários demitidos a partir de 2013. Nessa época, a Alumar havia encerrado as atividades da terceira linha de produção de alumínio, com mais de 600 vagas desativadas.

“Nosso objetivo é continuar estimulando novos fluxos de negócio dentro do Estado e, também, promover o desenvolvimento social para os maranhenses”, afirmou secretário.

EDUCAÇÃO

Renegociação do Fies pode atender mais de 1 milhão de estudantes

Medida do presidente Jair Bolsonaro deve diminuir batalhão de jovens endividados que acabou de sair das universidades

A medida provisória (MP) que estabelece regras para a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pode atender pouco mais de 1 milhão de estudantes, que representam contratos no valor de R$ 35 bilhões. Os números são do Ministério da Educação (MEC) e levam em conta o total de 2,6 milhões de contratos ativos do Fies, abertos até 2017, com saldo devedor de R$ 82,6 bilhões. Desse total, 48,8% (1,07 milhão) estão inadimplentes há mais de 360 dias. O texto que facilita o pagamento dos atrasados foi editado no último dia de 2021 e ainda precisa de um decreto regulamentador. 

Dentre as principais propostas estão o parcelamento das dívidas em até 150 meses (12 anos e meio), com redução de 100% dos encargos moratórios e a concessão de 12% de desconto sobre o saldo devedor para o estudante que realizar a quitação integral da dívida. O desconto será 92% da dívida consolidada no caso dos estudantes que estão no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) ou foram beneficiários do auxílio emergencial. Para os demais estudantes, o desconto será de 86,5%. Durante a live desta quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro abordou o tema.  

“Resolvemos acertar com a Economia, com o Ministério da Educação, abater completamente os juros e, quando vai para o principal [da dívida], abater 92% de desconto. Isso vai atingir em torno de 550 mil estudantes que estão no Cadastro Único ou Auxílio Emergencial. Então, eles terão que pagar, tirando o juros, 8% do principal apenas e ainda pode ser parcelado isso daí. Grande oportunidade de pessoas se verem livres do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Livre no tocante a dívidas. E outros 520 mil atende os demais casos que têm dívidas também, mas o desconto vai ser um pouco menor, em vez de 92%, [será] de 86,5%”, detalhou.   

Pelos números do MEC, os estudantes com contratos do Fies que estão no CadÚnico ou que receberam Auxílio Emergencial somam 548 mil contratos. Os demais estudantes inadimplentes somam outros 524,7 mil contratos de financiamento.  

O Fies é um programa do governo federal destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação (MEC). As inscrições para o Fies ocorrem duas vezes por ano, antes do início das aulas em cada semestre. 

A renegociação de dívidas do programa deverá ser realizada por meio dos canais de atendimento que serão disponibilizados pelos agentes financeiros do programa. Apesar de estar em vigor desde a semana passada, a MP ainda precisará ser aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional em até 120 dias após o fim do recesso legislativo, que termina em fevereiro.