Algo está muito errado

Institutos estão oferecendo o autoengano a Jair Bolsonaro

Achar que Datafolha e afins estão “acertando” por mostrar popularidade estável do presidente é de uma inocência grotesca. Não me peçam para acreditar em pesquisas agora porque são positivas, eu não vou!

Nos últimos dias vários institutos de pesquisa, esses que sempre, SEMPRE, erram suas previsões dão como satisfatória e estável a popularidade do presidente Jair Bolsonaro. Pois bem, a experiência obriga a discordar do Datafolha sempre.

Essa popularidade “estável” de Bolsonaro pode ser a maior arapuca política da história que um presidente já sofreu. Cria-se um ambiente em que ele se mantenha morno, para que embarque no clima de “já estou reeleito” com o intuito de forçar diminuição de ritmo e autoengano.

O fato, meus caros e caríssimas, é que Jair Bolsonaro finda seu segundo ano de mandato apenas com uma promessa cumprida à contento: o governo federal deixou de ser uma fábrica de ladrões como era nos tempos do PT. O resto, tanto as pautas econômicas quantos as sociais, ainda aparecem distantes no horizonte.

O tão sonhado ministro conservador, ou terrivelmente evangélico, no STF não veio. O tão desejado programa de privatizações não aconteceu. Petistas, comunistas, pesolistas e esquerdistas ainda ocupam centenas de cargos de confiança no Governo Federal. A única reforma verdadeiramente importante aprovada, a da Previdência, foi deixada na “cara do gol” por Michel Temer. Paulo Guedes vive sob ataque. A articulação política do Palácio do Planalto deu a Rodrigo Maia um tamanho que ele nunca poderia ter.

Os otimistas imediatamente irão tentar elevar a moral tentando comparar o governo de Bolsonaro com o do PT. Uma comparação que apenas denota desespero. Todas as vezes que alguém compara um incômodo com uma tragédia está abrindo mão de debater.

Apenas dois tipos defendem a tese de que Bolsonaro “continue do jeito que está”. Os ufanistas aliados ~inocentes e os estrategistas inimigos matreiros. E algo me diz que os números destas pesquisas não estão saindo dos aliados…

Bolsonaro ainda tem mais dois anos de governo. Precisa se apegar aos que realmente estão no rumo certo: Paulo Guedes, Teresa Cristina, Ricardo Salles, Damares Alves e Tarcísio Gomes de Freitas. Com eles podem traçar um plano que realmente coloque seu governo em um rumo aceitável.

Já os militares… Bem, esses falharam miseravelmente na administração do país após a bem-sucedida Revolução de 1964 e estão falhando agora. É preciso um governo puramente conservador e com resultados! Os rumos de Bolsonaro apenas lembram um governo que quer ser conservador e pouco se lixa para resultados.

E o fato é que ele foi eleito na esperança do primeiro, que é muito diferente do segundo.

Dizer que está tudo bem é autossabotagem.

Vídeo

Entenda como Flávio Dino explicou porque deve ser cassado e trancafiado em Pedrinhas

Ao comentar episódio envolvendo suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), governador maranhense acabou explicando porque deve ser cassado e preso.
Excelente artigo!

A ciência perderá

Em tempos de ignorância generalizada e de um governador picareta que se porta como uma meretriz de likes em redes sociais, o debate promovido pelo ex-presidente José Sarney neste artigo é um refúgio para quem ainda preza por uma política feita por sábios.

Este título é apenas provocativo e me foi inspirado pela atitude do famoso Laboratório Pfizer de colocar no frontispício das suas instalações, na sua sede em Nova York, a frase Science Will Win (A ciência vencerá), numa resposta àqueles que estão envolvidos no mundo inteiro numa discussão sobre a eficácia dos medicamentos, a obrigatoriedade da vacina, sua eficiência e a confiança nelas, temas que servem de debate político, como também ameaçam seu negócio, que vive de descobrir remédios e vendê-los.

Evidentemente que vacinas e medicamentos, sendo problemas sérios de saúde pública, têm que estar sob constante vigilância, para evitar falsidades, charlatanismo e falsificações. Essas agências têm essas altas responsabilidades. Como exemplo basta citar a FDA dos Estados Unidos, tão temida e selo de qualidade.

Essa hipótese de confrontação entre política e ciência dá margem a uma meditação mais profunda, que é se existe antagonismo entre elas, e a uma indagação mais instigante: a política é uma ciência? Esta felizmente já é uma questão superada.

Mas sempre me levou a refletir sobre os benefícios da política e da ciência para a Humanidade. A base da ciência é a experimentação e a observação; a da política, a busca de meios, métodos e caminhos de se fazer a felicidade do povo, resolver seus problemas e, sobretudo, assegurar a paz mundial. Harmonizar conflitos e encontrar soluções que sejam regras e formar objetivos de convivência humana e entre os povos. O abandono da força e a busca de decisões em que o povo tenha participação cada vez maior.

Daí o papel de base da política é o de ser a guardiã da liberdade. Através dela assegurar os direitos humanos. A síntese desse conceito está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita sob o choque da 2ª Guerra pela ONU, redação admirável, cujos fundamentos vêm da Revolução Gloriosa inglesa, da Revolução Francesa e da Revolução Americana:“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.”

Ela fixa liberdade de pensamento, direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais e de autodeterminação, inclusão digital.

Os políticos ao longo dos milênios civilizaram a humanidade e deram condições a que a ciência se desenvolvesse. Mas é com a maior franqueza que temos que reconhecer que a ciência prestou muito mais serviço à qualidade de vida e à sobrevivência da Humanidade do que todos os sistemas políticos inventados e desenvolvidos pelos políticos.

Hajam vista as vacinas, que evitaram que as doenças desconhecidas acabassem com a vida na face da Terra.

Qual político ou sistema político fez para a Humanidade tanto quanto fizeram Fleming descobrindo a penicilina; Sabin, a vacina contra a paralisia infantil; Pasteur, descobrindo bactérias e microrganismos.

Assim, se o lema da Pfizer não fosse verdadeiro e ali fosse escrito “A ciência perderá”, o mundo não poderia ler aquela afirmação. Todos estaríamos mortos.

Famem realiza 3º encontro de novos prefeitos do MA

O 3º Encontro de Novos Gestores do Estado do Maranhão foi promovido neste ano pela Famem na modalidade virtual. Mais de 150 prefeitos maranhenses, entre eleitos e reeleitos, participaram do encontro que se prolongou por mais de 3 horas.

O encontro contou com a participação do presidente da Famem, prefeito Eric Costa (Barra do Corda), o governador Flávio Dino (PCdoB) e do senador Weverton Rocha (PDT).

Ao saudar os participantes da terceira edição do encontro de novos gestores, Eric Costa afirmou que a Famem segue fortalecendo as causas municipalistas. “Quero agradecer aos órgãos de controle que participam deste encontro. Temos buscado fortalecer essa parceria, podendo assim compartilhar as dificuldades e buscarmos meios mais adequados de evitarmos atropelos”, disse o presidente da Famem da entidade municipalista no estado.

O senador Weverton destacou o apoio que tem dado aos prefeitos por meio do seu mandato, dispondo o primeiro gabinete para os prefeitos na estrutura do Senado Federal. “Agora os prefeitos contam com um braço de apoio forte em Brasília. O gabinete prestou apoio político e técnico para os prefeitos, adiantando no cumprimento de suas pautas”, afirmou. Junto com a Casa Famem, equipamento de apoio aos prefeitos do Maranhão em Brasília, o gabinete do prefeito montado pelo senado tem contribuído para melhor aproveitamento da agenda dos gestores.

O senador destacou ainda a profícua parceria que vem mantendo com a Famem e Confederação Nacional de Município, CNM, desde seu mandato de deputado federal. Weverton citou a necessidade da continuidade de assistência aos municípios com a extensão do Decreto de Calamidade que assegurou compensações do FPM geradas pela perda de arrecadação e o auxílio emergencial.

“A partir de janeiro temos um grande desafio”, disse o senador que orientou os gestores a não economizarem nos investimentos na área técnica e medidas de controle como forma de manter os municípios em dias com a sociedade e em condições de buscar convênios e parcerias.

Para o Procurador Geral de Justiça, Eduardo Nicolau, a parceria do Ministério Público do Estado do Maranhão e Famem tem sido salutar. “Fiscalizar é uma tarefa complexa. Costuma ser difícil e mais complexa ainda nesse contexto de pandemia”, afirmou, assinalando a resistência à cultura da transparência no ambiente da administração pública.

Na palestra de abertura, o advogado Ilan Kelson, coordenador do Departamento Jurídico da Famem, esclareceu aspectos da Lei Complementar 173/2020 que proíbe o aumento de despesas e reajuste de salários de servidores até dezembro de 2021.

Ilan Kelson citou duas consultas dirigidas aos órgãos de controle por gestores maranhenses referentes à realização ou dispensa de audiências públicas obrigatórias e à utilização dos recursos oriundos dos precatórios do antigo Fundef.

Participaram ainda do encontro o secretário do Tribunal de Contas da União, Alexandre José Caminha Walraven; o auditor fiscal de Finanças e Controle da Controladoria Geral da União, José Costa Miranda Júnior; o secretário de Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado, Fábio Alex; a promotora de Justiça e diretora da Escola Superior do Ministério Público, Karla Adriana Holanda Farias Vieira; a promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público, Nahyma Ribeiro Abas e outras participações relevantes.

José Reinaldo aposta na gestão de Eduardo Braide e diz que ele pode ser contraponto de Flávio Dino

“A eleição de Eduardo Braide foi muito boa para a política do Maranhão”. “Braide pode fazer o contraponto e ser o grande opositor de Flávio Dino”. Feitas em momentos distintos, mas no mesmo contexto, as duas avaliações partiram do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), ontem, durante entrevista ao programa “Os Analistas”, da TV Guará.  Apoiador de proa do prefeito eleito de São Luís, e apontado como um dos seus principais conselheiros – posição reforçada com a escolha de dois ex-auxiliares, Simão Cirineu para a Secretaria de Planejamento e de Jesus Azzolini para a Secretaria da Fazenda -, José Reinaldo também fez uma avaliação do quadro político estadual para o grande embate de 2022. Para ele, se o governador firmar seu apoio à candidatura do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e se lançar para o Senado, dificilmente o senador Weverton Rocha (PDT) entrará na disputa pelo Palácio dos Leões, “mas se ele for para presidente, corre o risco de perder tudo”.

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Silêncio

Irã enforca jornalista que divulgou protestos contra governo

Apesar da ditadura iraniana seguir assassinando opositores, Bolsonaro ainda ocupa lugar de “genocida” para imprensa mundial mesmo sem ter derramado uma única gota de sangue após dois anos de mandato.

O jornalista Ruhollah Zam foi enforcado na manhã deste sábado (12) sob a acusação de “corrupção na Terra”. A ação aconteceu após Zam ajudar a inspirar protestos no país em 2017. A notícia foi dada pela televisão estatal iraniana e as agências de notícias IRNA e Nour afirmaram.

O jornalista também foi acusado de “participar da destruição de propriedade, interferir no sistema econômico do país, trabalhar com o governo dos Estados Unidos, espionar para a inteligência francesa e espionar para o serviço de inteligência de um país da região”.

Zam ficou famosos em 2017 ao divulgar os horários dos protestos e dados sobre autoridades. Seu feed de notícias Amad News tinha mais de 1 milhão de seguidores.

Está bom para você?

Flávio Dino é o governador que mais gastou com propaganda na história do MA

Gastos da Secretaria de Comunicação subiram de R$ 49 milhões em 2015 para R$ 90 milhões em 2021 por ordem do comunista. Gestão de Flávio Dino entrará para a história no ano que vem como o que mais gastou com propaganda em toda a história de um estado miserável.

Eleito com discurso de “mudança” e de priorizar “o povo”, o governador Flávio Dino (PCdoB) quase que dobrou os recursos públicos gastos com propaganda desde 2015. Vale ressaltar que o orçamento de 2015 foi aprovado no último ano do governo de Roseana Sarney (MDB).

No último ano de Roseana Sarney, frequentemente acusada de usar as verbas de propaganda para benefício próprio, foram destinados à Secretaria de Estado da Comunicação Social em 2015 pouco mais de R$ 49 milhões de reais para a propaganda.

Em 2021, por influência direta de Flávio Dino, a Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos terá o maior orçamento da história para a pasta, cerca de R$ 90 milhões de reais. Um aumento de quase 85% em relação ao gasto.

Vale ressaltar que semanas atrás o governador foi apontado como mentor de um suposto esquema de corrupção que comprou milhares de assinaturas de uma revista que estampou Dino várias vezes na capa.

Vão acabar com a briosa

Polícia do Maranhão de Flávio Dino usa viatura roubada para combater crime

Documentos revelam que policiais estão utilizando viatura com identidade roubada em cidade do interior do estado. Processo de desmoralização da Polícia Militar no governo comunista atingiu níveis trágicos.

A desmoralização da Polícia Militar do Maranhão, noticiada neste blog, atingiu níveis indiscutíveis. Nesta quarta (9) foi denunciado o suposto uso de viatura clonada (quando a identidade do veículo é roubada) estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão no município de Timon. O episódio marca o momento mais baixo da corporação em sua história.

Documentos expostos por um morador de Teresina identificado como Luciano do Vale Oliveira revelam que uma S10, de placas OUD3158, foi clonada e estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão.

No último dia 06 de setembro Luciano registrou o Boletim de Ocorrência nº 100208.03908/2020-45 na Delegacia de Polícia Interestadual (POLINTER) de Teresina (PI). Ele alegou que estava recebendo injustamente multa aplicada na cidade de Balsas (MA).

No Auto de Vistoria/Clonagem, realizado na S10 em 08 de outubro, a Polinter declarou que não foram encontrados vestígios de adulteração na numeração do chassi e do motor da camionete, ou seja, o veículo de propriedade de Luciano Oliveira se encontra dentro da lei.

Contudo, para surpresa de todos as imagens das multas recebidas trazem fotos de uma das viaturas da Polícia Militar do 4º BPM de Balsas, no Sul do Maranhão.

É o processo de desmoralização da Polícia Militar sendo tocado à todo vapor pelo governo.

O blog entrou em contato com a Secretaria de Segurança por meio de sua assessoria com a esperança de que o caso se trate de um mal-entendido. Até a edição da notícia não obteve resposta.

PF deflagra operação contra deputado maranhense

Alvo da operação, Josimar de Maranhãozinho colocou-se à disposição da justiça.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 9, a Operação Descalabro, que apura suposto esquema criminoso no Maranhão voltado ao desvio de recursos públicos, da área da saúde, por meio do direcionamento de licitações. Extraoficialmente a informação é a de que o alvo dos mandados é o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Estima-se que a fraude pode ter gerado prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos.

Segundo apurado pela Polícia Federal, o deputado destinou emendas parlamentares, no montante R$ 15 milhões, para os municípios do interior do Estado do Maranhão, seu reduto eleitoral. Os Fundos Municipais de Saúde, ao receberam os recursos, firmaram contratos fictícios com empresas “de fachada”, pertencentes ao deputado, que estão em nome de interpostas pessoas, desviando, assim, o dinheiro público. Posteriormente essas empresas efetuaram saques em espécie e o dinheiro era entregue ao Deputado, no seu escritório regional parlamentar em São Luís.

Em uma investigação iniciada pela Polícia Federal, quatro meses atrás, conseguiu-se não apenas constatar os desvios, como também acompanhar os saques e realizar o registro de áudio e vídeo da distribuição dos valores no escritório regional do parlamentar.

O deputado acusado divulgou noyta:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Acerca de matérias jornalísticas publicadas na imprensa maranhense, tratando de operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (09), cujo alvo foi o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), em respeito à sociedade maranhense, a assessoria de comunicação do parlamentar faz este comunicado com base nos esclarecimentos abaixo narrados, para que se restabeleça a verdade dos fatos, equivocadamente divulgados em blogs, portais e emissoras de rádio e tv:

1 – O deputado federal Josimar Maranhãozinho foi tomado de surpresa em relação à operação realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (09). O parlamentar está tranquilo e se coloca inteiramente à disposição da Justiça para elucidar qualquer fato que seja necessário;

2 – Como não tem nada a temer, Maranhãozinho reafirma, como sempre, seu total apoio à apuração dos fatos, desde que respeitados o devido processo legal e o amplo direito de defesa;

3 – Lembra ainda que, como deputado federal destinou mais de R$ 15 milhões aos municípios maranhenses, mas os recursos foram distribuídos e aplicados de forma legal prova disso, por exemplo, que o relator do inquérito na Justiça Federal não teria encontrado nenhum indício que pudesse autorizar prisão de algum dos investigados;

4 – O deputado estranha que a operação tenha surgido justamente, pouco tempo depois de reafirmar sua candidatura ao governo em 2022 e, coincidentemente, a uma semana após ser alvo de uma série de ataques dos adversários onde alguns, inclusive, chegaram a usar as redes sociais para comemorar ação de hoje, enquanto outros usaram seus assessores para anunciar em blogs, antecipadamente, que ele seria alvo da PF;

5 – Sobre o dinheiro encontrado em sua casa e escritório, esclarece que não existe nenhuma irregularidade já que o montante sequer ultrapassa o teto, informado à Receita, por meio da Declaração do Imposto 2020. Além disso, cabe informar ainda que o montante em especie que foi encontrado em seu poder são oriundos de sua atividade pecuária e empresarial, fatos que serão comprovados posteriormente;

6 – Por fim, para comprovar a veracidade dos fatos, anexamos cópias dos IR 2020 e do relatório de convênios assinados com recursos de emendas. Reitera que a sociedade maranhense pode continuar confiando na sua conduta, na certeza de que uma apuração isenta e justa resultará no pleno esclarecimento das denúncias.

Além disso, o deputado reafirma que não irão lhe intimidar quanto ao seu desejo de concorrer na disputa majoritária de daqui a dois anos.

Ninguém respeita mais

Militante petista enfrenta Flávio Dino e agrava decadência política do governador

Até militantes desconhecidos começam a desrespeitar autoridade de Flávio Dino. Efeito manada deve esfacelar base do comunista

O petista Paulo Romão afirmou em uma reunião de líderes sua intenção de ser candidato a senador em 2022. Romão conta com o apoio da legenda para a disputa. A candidatura reforça o processo de decadência da base de apoio e da autoridade do governador Flávio Dino.

Tida como possibilidade “reserva” e “moeda de barganha” do governador, a vaga para o Senado em 2022 pode ir para o ralo com a ação do petista por várias.

O movimento coloca o PT em rota de colisão com o governador. Próximo do PDT de Weverton Rocha, o partido pode acabar sendo prestigiado pelo senador para estancar o processo de enfraquecimento no governo de Flávio Dino.

A ousadia de uma figura diminuta como Paulo Romão pode despertar o desejo de políticos de verdade. Se um simples militante do PT pode desafiar Flávio Dino pela vaga no Senado, por que um deputado estadual ou federal não poderia?

E caso o governador, na tentativa de frear a rebelião petista, contemple o partido com mais espaços no governo? Isso poderia passar a impressão de fraqueza e desencadear um efeito manada de enfretamento em busca de mais espaços. Em todos os cenários a atitude do PT em “lançar Paulo Romão” ao Senado reforça a decadência política de Flávio Dino. Poucos anos atrás seria impensável que o todo poderoso governador fosse desafiado até por um simples militante de partido.

Perderam

Pressão popular barra mudança da Constituição pelo STF

Ministros decidiram pela proibição após repercussão negativa pela mudança da regra constitucional que permitira a reeleição de Rodrigo Maia e David Alcolumbre

BRASÍLIA – Após um fim de semana de péssima repercussão com a possibilidade de aprovação da reeleição de integrantes das mesas diretoras da Câmara e do Senado, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a possibilidade de mudança na Constituição. Dessa forma, os presidentes Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) não poderão disputar os cargos novamente.

O placar foi revertido ainda no fim de semana, com os últimos votos do julgamento do plenário virtual, que havia começado na sexta-feira (4). O resultado final do julgamento ficou em 6 a 5 contra a reeleição de Alcolumbre e de 7 a 4 no caso da reeleição de Maia.

Na noite do domingo (6), votaram contra a reeleição os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e o presidente do STF, Luiz Fux. No sábado (5), a ministra Rosa Weber havia votado do mesmo modo.

Na sexta, dois ministros tinham contra a reeleição: Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia. Mas, até então, o resultado era favorável à reeleição.

Os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes haviam acompanhado o voto do ministro Gilmar Mendes, que foi a favor de liberar a reeleição tanto de Maia quanto de Alcolumbre.

Já o ministro Kassio Nunes Marques, primeiro indicado do presidente Jair Bolsonaro ao STF, tinha votado pela legalidade da reeleição nas mesas diretoras, mas limitou o benefício a Davi Alcolumbre. Para o ministro, como Maia já foi reeleito uma vez, ele não teria direito a uma nova recondução ao cargo.

O caso em julgamento é a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pelo PTB que tentava vetar a recondução de Maia ao cargo – que acabou por abranger também o presidente do Senado.

Sucesso garantido

É INEVITÁVEL: Duarte será prefeito e governador no futuro

Aos poucos deputado vai ocupando espaços e esmagando adversários. O fato é que ser corajoso em um estado de políticos frouxos que não reagem é garantia de sucesso até para o mais desqualificados dos seres.

Duarte Jr tem 33 anos de idade. Possui o maior ativo que alguém pode ter na política, o tempo. Irá disputar muitas eleições, isso é fato. Dado o desenrolar da política recente no estado, em 4, 8 ou 12 anos o advogado Duarte Jr será eleito prefeito da capital. Em 10, 14 ou 18 anos será governador do estado. E muito provavelmente irá esmagar ou subjugar todos os seus adversários ao longo desse percurso sem nenhuma reação.

Não se trata de futurologia, apenas da análise séria e da certeza de que algumas coisas na política são inevitáveis.

A ascensão meteórica no Procon, em que até mesmo os cargos de limpeza eram milimetricamente indicados com vistas a política, foi o início de uma carreira política fadada ao sucesso. Muito mais pela covardia da classe política do que pelos méritos do próprio Duarte, ele está fadado a ser a maior força política do Maranhão.

É inacreditável a passividade com que a classe política do estado assiste o avanço do ex-presidente do Procon. Duarte chamou Rubens Pereira Jr de bandido em várias ocasiões, como resposta teve o apoio do comunista.

A fila de vítimas do jovem político se acumula. Vai desde os também deputados Neto Evangelista, César Pires, Glaubert Cutrim, Wellington do Curso até o finado Zé Gentil. O PDT, maior partido de apoio da do governo Flávio Dino, é foi atacado severamente por Duarte nas eleições. O mesmo sofreu o PCdoB, tratado como “militância bovina”.

O marqueteiro de Duarte Jr, Chico Mendez, assumiu a campanha tecendo os elogios efusivos ao deputado. Logo no início da campanha abandonou o barco acusando-o de ser um psicopata.

Após a derrota na eleição, Duarte Jr nomeou-se maior força do governo. Em fatídica reunião no Palácio dos Leões teve a audácia de dizer, na cara do vice-governador Carlos Brandão, que chegou onde chegou sozinho. Sem a ajuda de Brandão, Duarte não teria sido candidato.

Duarte, que acredita ter deposto o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) como segundo homem mais poderoso no governo, tentou intimar o vereador Paulo Victor (PCDoB) em uma empreitada pela presidência da Câmara de Vereadores mesmo sabedor que a ação resultaria em fracasso. Duarte pretendia transformar a Câmara de Vereadores em uma âncora contra Eduardo Braide. O parlamentar, em uma das raras vezes em que um político não age feito um cagão quando confrontado por Duarte, respondeu ao acinte apoiando o candidato de Eduardo Braide, Osmar Filho (PDT).

Só que a ação de Paulo Victor é isolada. Em todas as vezes enfrenta, ataca, humilha e conspira contra seus adversários, ou ele vence ou é “aliviado”. De tijolo em tijolo Duarte Jr vai construindo uma carreira política fadada ao sucesso.

Duarte Jr é uma galinha dentro da jaula dos leões. Só que a galinha ruge como leão e os leões piam como galinhas.

Ele irá esmagar seus adversários e, na falta de concorrentes e de freio, será eleito prefeito e depois será governador do estado. É questão de tempo.

Segurança Pública

Violência policial no Maranhão é incentivada pelo governo

Culpar policiais todas as vezes que um erro é cometido e desprezar o sucateamento, precariedade do trabalho, debilidade da formação, abuso político e aparelhamento partidário promovidas por Flávio Dino vão tornar a polícia cada vez pior

Na madrugada do dia 29 de dezembro de 2020 policiais militares de Rosário, interior do Maranhão, foram filmados agredindo moradores durante o atendimento de uma ocorrência de aglomeração e perturbação de sossego. O vídeo é mais um, entre vários episódios, de violência policial no Maranhão. A sensação de que a polícia anda mais violenta é amparada não apenas por dezenas de vídeos, mas por números. Sob a titela de Flávio Dino, a polícia militar no Maranhão está matando mais, morrendo mais e agredindo mais.

O caso de Rosário foi uma verdadeira aula de como a polícia não deve agir. Além de agredirem os jovens com tapas na cara, chutes e xingamentos, os policiais alvejaram com um tiro de bala de borracha um jovem que estava tirando foto da ocasião.

Na mesma semana também foram divulgados vídeos de casos de suposta violência policial em bairros da capital. No mesmo fim de semana um vídeo de agredindo e atirando uma mulher em um bairro da periferia também foi divulgado.

Números revelam que os casos do fim de semana não foram isolados. Reportagem do jornalista Alex Barbosa, da TV Mirante, mostram que quase 800 policiais respondem a processos no Maranhão.

Após a divulgação do ocorrido, como de costume, os policiais foram crucificados por entidades como OAB, órgãos de “direitos humanos”, imprensa e pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB). Sociólogos foram mostrados repetindo os mesmos clichês de sempre. “A violência policial é cultural”, “Há uma deformação na autoridade policial”, “Falta preparo” e outras generalidades que não esclarecem absolutamente nada o aumento da violência policial no estado.

ALÉM DO ACHISMO

Apesar das entidades e dos especialistas, uma análise simples revela que a máquina de violência policial no Maranhão possui raízes no fracasso das políticas do ATUAL governo na formação de policiais e harmonia entre agentes e sociedade.

Já no final de 2016 o governador teve indícios do problema da violência policial e de como a falta de preparo poderia resultar na perda de vidas. Dois anos após Dino assumir o cargo, policiais militares assassinaram uma garota de 23 anos e balearam a irmã dela, de 27 anos, em Balsas (MA).

O veículo das duas jovens foi metralhado porque não parara em uma barreira policial na BR-230. As duas eram irmãs e voltavam de um velório quando se depararam com o bloqueio. Detalhe: os policiais não usavam fardamento. A morte de Karina deveria servir como um aviso, mas foi completamente desprezada pelo governador. O caso deixa claro a falta de preparo dos policiais em questão na formação de uma simples blitz.

Até o mais esquerdista dos sociólogos não pode negar que a formação do policial pelo GOVERNO DA VEZ é o maior mecanismo de prevenção que se pode ter contra a violência. Sob a batuta de Flávio Dino, os cursos de formação policial sofreram uma diminuição radical com o comunista.

O processo de formação de policiais que anos atrás demorava cerca de 12 meses, hoje foi reduzido a míseros quatro meses. O resultado imediato foi a morte de vários policiais em operação logo após saírem do curso de “formação”. O número de policiais mortos por imperícia também aumentou com a nova política do governo.

Ou seja: por culpa única e exclusiva do governador Flávio Dino a qualidade dos policiais maranhenses piorou.

O uso político da Polícia Militar também tem transformado, para pior, a vida de policiais na corporação e pode ter influência no aumento da violência. Poucos anos atrás um ofício interno da PM deixou claro que a corporação estava sendo utilizada para espionar adversários do governo.

Dentro da Polícia Militar o clima é de terror. Muitos soldados e oficiais tidos como opositores do governo reclamam de perseguição e pressão política. O nível de stress na corporação em período eleitoral (coincidentemente quando viralizam vídeos de abuso de autoridade) sobe a níveis elevados segundo agentes ouvidos pelo blog.

O aparelhamento político da tropa e o desprezo pela eficiência da tropa também pode ser observado na figura nefasta dos tais “capelães”. Apesar de não demonstrarem publicamente, muitos policiais e soldados reclamam e desconfiam das dezenas cargos de capelães criados para, segundo denúncias, barganhar votos com pastores evangélicos. A situação também mexeu com o funcionamento da polícia.

A sensação de abandono também tem afetado os policiais. Após a chegada de Flávio Dino ao poder, foi decretado que o braço jurídico do governo não iria mais defender policiais por atos cometidos em serviço. A notícia tirou a moral de muitos policiais e criou o estigma na corporação de que o governador não gostava da polícia.

A CULPA É DO GOVERNADOR

Nunca antes na história do Maranhão a Polícia Militar e seus agentes foram tão negligenciados. Seja pela precarização da formação, aparelhamento político ou perseguição e assédio na corporação.

O governador Flávio Dino, que imediatamente decidiu pelo afastamento dos policiais envolvidos no caso de Rosário, não costuma ter a mesma postura quando oficiais são envolvidos alinhados ao seu governo são flagrados em situações piores.

O governador silenciou quando o filho de um coronel foi flagrado bêbado em uma blitz dirigindo uma viatura da polícia. Ele também silenciou quando a policial Tatiane Alves de Lima denunciou assédio sexual e moral dentro de um batalhão.

Por sua postura e por suas políticas, é impossível retirar de Flávio Dino a responsabilidade pela Polícia Militar no Maranhão. A decadência da corporação é o legado dele.