Blog do Linhares

Eleições 2022

Juran Carvalho será candidato pelo Partido Progressista (PP)

Ex-prefeito de Presidente Dutra por dois mandatos e gestor da AGED será candidato a deputado federal em 2022 pelo Partido Progressista (PP)

O ex-prefeito de Presidente Dutra, Juran Carvalho, declarou que busca vaga na Câmara Federal em 2022 pelo Partido Progressita (PP).

O ex-prefeito da cidade da área central do Estado com dois mandatos e gestor da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (AGED) busca suprir uma lacuna existente na região maranhense que elegeu cinco representantes na Assembleia Legislativa em 2018, inclusive seu filho Ciro Neto, mas que, há muito tempo, não tem um deputado federal.

“Tenho a honra de ser convidado pelo senador Weverton e pelo presidente do partido André Fufuca, para disputar uma vaga na Câmara Federal e estou preparado para mais este desafio”, declarou Juran Carvalho, que participou da caranava do parlamentar pedetista no sul do Estado.

Imunização

Secretario de Flávio Dino pede vacinação a bancários e lotéricos

Secretário de Indústria, Comércio e Energia (SEINC) solicitou ao comitê científico e ao gabinete do governador que bancários e lotéricos sejam vacinados

O pré-candidato ao Governo do Estado e secretário de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão (SEINC), Simplício Araújo, solicitou vacinação a bancários e lotéricos.

O pedido foi encaminhado ao comitê científico e ao gabinete do governador Flávio Dino, pois, de acordo com o titular da pasta, a categoria não parou um só momento, mesmo em períodos mais críticos da pandemia, tal como a decretação do lockdown em 2020.

“Sabemos que todos são prioridades quando o assunto é salvar vidas. Mas, hoje faço um pedido para que estes profissionais que não pararam um só momento, também possam ser imunizados . Eles foram e são essenciais”, declarou Simplício Araújo.

Eleições presidenciais

Candidata da direita é favorita em disputa presidencial no Peru

Fujimori defende a manutenção do livre comércio, promete empréstimos a pequenas empresas e recuperação econômica com manutenção de empregos

Com mais de 86% das urnas apuradas, a candidata da direita, Keiko Fujimori, lidera parcialmente a disputa presidencial no Peru, segundo publicação nesta segunda-feira (7).

A informação foi divulgada pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais divulgados hoje, cujo resultado parcial indica que Keiko Fujimori lidera com 50,8%, contra Pedro Castillo, candidato da esquerda, que possui 49,2%. O vencedor terá que cuidar da situação complicada econômica que o país atravessa marcada com a queda do presidente Pedro Pablo Kuczynski, alvo da Lava Jato em 2018.

De acordo com a Justiça Eleitoral do Peru, o resultado oficial deve ser publicado até a quarta-feira desta semana.

Pandemia no Brasil

Renan Calheiros e CPI pressionam por boicote à Copa América

Comissão técnica e jogadores da Seleção Brasileira receberam nota do relator da CPI solicitando boicote à Copa América de 2021 em território brasileiro

O relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL), encaminhou nota à Seleção Brasileira, neste domingo (6), exigindo boicote à Copa América de 2021 em território brasileiro.

“Estamos vivendo um dos momentos mais críticos da doença, sob o risco concreto de uma terceira onda mais severa e, como constatado, com a população ainda não imunizada em percentuais seguros […] “para muito além da política, há uma discussão entre ciência em oposição ao negacionismo […] “Morrem em média cerca de 2 mil brasileiros todos os dias vitimados pela doença e o colapso do atendimento hospitalar se avizinha. Isso significa que a cada partida de futebol da Copa América, de 90 minutos, mais de 120 brasileiros estariam morrendo ao mesmo tempo.”

No texto, Calheiros argumenta que é necessário trazer argumentos técnicos diante do interesse de setores em realizar a Copa América, por isso “técnicos da comissão” alertaram a comissão técnica e os atletas da Seleção para a situação pandêmica no Brasil.

Eleições 2022

Secretário de Educação do Maranhão deve se filiar ao PT hoje

Camarão confirmou hoje (7), durante entrevista com Clóvis Cabalau, no quadro Bastidores da TV Mirante, que destino deve ser o Partido dos Trabalhadores

O secretário de Estado da Educação do Governo do Estado do Maranhão (SEDUC), Felipe Camarão, deve se protocolar pedido de filiação junto ao Partido dos Trabalhadores (PT) hoje (7).

Um dos nomes mais respeitados do governo Flávio Dino (PCdoB), reconhecido até mesmo pela oposição, o titular da SEDUC tem a intenção de disputar uma vaga na Câmara Federal. No entanto, segundo rumores, há possibilidade, também, de compor chapa com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Felipe Camarão, que agora busca nova sigla, já havia oficializado sua saída do DEM no início do mês.

Covid-19

Apenas estados do Nordeste poderão aplicar vacina Sputnik

O acesso à vacina russa é limitado aos estados Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí, pois entraram com pedido de importação na ANVISA

Após a Anvisa aprovar a importação e distribuição da SputnikV, os governadores do Nordeste que realizaram a aquisiçao de mais de 37 milhões de doses do imunizante russo se reuniram neste sábado (5) para definir as próximas ações.

O acesso à vacina russa é limitado aos estados como Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí, pois entraram com pedido de importação na Agência Nacional de Vigilãncia Sanitária (ANVISA). Através de nota divulgada após a reunião, o governador do Maranhão e presidente do Consórcio da Amazônia Legal declarou:

“Nessa reunião, os governadores conversaram sobre a execução desses contratos, pela erradicação do coronavírus. E isso só é possível com vacinas”, afirmou Flávio Dino (PCdoB).

Covid-19

Todos os adultos de São Luís serão vacinados até 10 de agosto

De acordo com o secretário Joel Nunes, a estimativa real é que população adulta receba primeira dose contra o novo coronavírus até o dia 10 de agosto

O secretário municipal de Saúde de São Luís, Joel Nunes Júnior, anunciou que 100% da população adulta da capital receberá a primeira dose contra a Covid-19 até o dia 10 de agosto.

A Prefeitura de São Luís já visa aplicar as primeiras doses de imunização ao público de 35 anos até o fim dessa semana, sendo que, até o último sábado (5), 447,7 mil doses de vacinação já foram aplicadas na capital do Maranhão. Em suas redes sociais, o secretário municipal de Saúde destacou:

“O nosso trabalho segue firme para que a vacinação seja cada vez mais rápida em São Luís. E a nossa estimativa real é que até o dia 10 DE AGOSTO toda a população adulta da capital receba a primeira dose contra a Covid”, afirmou Joel Nunes Júnior.

Senadora maranhense participou da sessão de tortura contra Nise Yamaguchi

Luto

Othelino Neto decreta luto oficial de três dias pela morte do ex-deputado Luiz Pedro

Luiz Pedro discursa na tribuna da Assembleia Legislativa como parlamentar em seu último mandato

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), decretou luto oficial de três dias pelo falecimento do ex-deputado estadual e jornalista Luiz Pedro de Oliveira, aos 68 anos, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (2), no Hospital UDI, em São Luís, onde estava internado desde o último domingo (30), após sofrer infarto em sua residência.

Natural de Juazeiro do Norte (CE), Luiz Pedro chegou ao Maranhão em meados da década de 1970, graduando-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão. Com militância política e já atuando no jornalismo, foi eleito duas vezes deputado estadual, exercendo mandatos em 1983/1987 e 2003/2007. Atualmente, ocupava o cargo de diretor de Comunicação da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT/MA).

Ocupou vários cargos públicos, dentre eles, o de secretário municipal de Comunicação de São Luís, na segunda administração de Jackson Lago, e secretário-chefe do gabinete no governo Jackson Lago (2007 a 2009).  Também exerceu o cargo de diretor-adjunto de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão.

No jornalismo, Luiz Pedro atuou na redação do jornal O Imparcial e na TV Difusora. Ultimamente, era um dos apresentadores do programa “Os Analistas”, na TV Guará, e editor do blog Assim que É. 

O presidente Othelino Neto emitiu Nota de Pesar pelo falecimento do ex-parlamentar:

 
 NOTA DE PESAR

A Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão lamenta, com profundo pesar, o falecimento do jornalista e ex-deputado estadual Luiz Pedro Oliveira, 68 anos, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (2), em São Luís. Em razão da significativa perda, o Parlamento maranhense decreta luto oficial de três dias.

Natural de Juazeiro do Norte (CE), Luiz Pedro chegou ao Maranhão em meados da década de 1970. Exerceu dois mandatos de deputado estadual (1983/1987 e 2003/2007). Atualmente, era diretor de Comunicação da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT/MA).

Consternada, a Assembleia Legislativa manifesta condolências e presta solidariedade aos familiares e amigos abalados pela perda. 
 
Deputado Othelino Neto
Presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão

Live

Simplício Araújo faz balanço sobre criação de empregos

Secretário exaltou empregos formais e citou necessidade de ampliar produção de arroz, pois não supre as necessidades do Maranhão, que importa 90%

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão (SEINC), Simplício Araújo, realizou uma transmissão ao vivo sobre criação de empregos no Maranhão através do canal GovernoMA, na plataforma YouTube, nesta quarta-feira (2).

O titular da SEINC sinalizou que o Maranhão gera empregos formais há cinco anos consecutivos, e destacou o ano de 2020 que, mesmo com a pandemia da Covid-19, o Maranhão foi o estado do Nordeste que mais criou empregos através de 23 mil postos de trabalho, enquanto que o Ceará proporcionou 16 mil empregos e Piauí garantiu 9 mil postos. Simplício Araújo destaca que este resultado foi efeito do aumento de recursos à frente da saúde e na questão econômica, garantindo um equilíbrio entre a preservação de vidas e o pagamento de salários em dia.

Cenário para novos negócios

Simplício Araújo reforça a importância da união entre setor público e privado através da transparência das informação. Isto posto, menciona ações que geram confiança, tais como a coletiva de imprensa do governador Flávio Dino realizada toda sexta-feira e que a SEINC sempre retorna as ligações do setor empresarial. Além do fomento à economia, Simplício Araújo destaca a criação de Escolas Dignas, estradas, ampliação da Avenida Litorânea, praças, parques ambientais, entre outros, como ações que geral cenário positivo para novos negócios e confiança do interesse social.

Novos empreendimentos

Dentre as ações do Governo do Estado, Simplício Araújo cita o acesso ao crédito para empreendedores do agronegócio, que o Centro de Produção de Gesso no Complexo de Grajaú já é o maior do Brasil, agilidade no licenciamento e outras importantes decisões como o Macro Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) que visa permitir ampliação significativa de investimentos no Governo do Estado. Na oportunidade, o titular da pasta cita que o Porto do Itaqui constrói um novo berço e incentiva a vinda do Porto São Luís e o Porto Licenciado de Alcântara que está na expectativa de investidores.

Áreas de atuação da SEINC para geração de empregos

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão (SEINC), Simplício Araújo, destaca o Complexo Portuário, visto que o Porto do Itaqui é responsável por 5 indústrias na grande São Luís que produzem fertilizantes. Além disso, menciona o Complexo Logístico com três ferrovias que cortam o Estado e movimentação importantes de grãos na região de Balsas e Chapadinha. Simplício Araújo destaca a determinação para que todas as secretarias, não somente a SEINC, contribuam para capacitar as pessoas e inseri-las ao mercado de trabalho.

Grande vocação do Maranhão

Dentre os vários aspectos como o turismo, exportação de soja, milho, etc, o secretário destacou o grande potencial do Complexo Portuário que envolve o Porto da Alumar, Porto do Itaqui e Porto da Vale, ressaltando que todo ano o Itaqui supera recordes, o Porto da Vale movimenta milhões com toneladas de cargas. Simplício Araújo ainda cita produção de gesso para atacado e varejo e que antes o Maranhão não produzia papel, agora produz através da verticalização da celulose. O titular da SEINC salientou a importância de ampliar a produção de arroz, porque o que se faz em São Mateus não supre as necessidades do estado e 90% tem que ser importado.

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão (SEINC), Simplício Araújo, destacou a geração de empregos formais no Maranhão considerando o recente levantamento do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no Brasil. O titular da SEINC é pré-candidato a governo do Estado e tenta surgir como um nome de consenso do grupo de Flávio Dino, cuja eleições vão ocorrer em 2022.

Cerimônia

Erlanio apossa-se como Tesoureiro do Conselho Diretor da CNM

Presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão assume função na nova diretoria da Confederação Nacional de Municípios (CNM)

Nessa segunda-feira (31), o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, Erlanio Xavier, tomou posse na nova diretoria da Confederação Nacional de Municípios (CNM) como 2º Tesoureiro do Conselho Diretor.

A nova diretoria eleita em março deste ano vai administrar a entidade durante o período de 2021 à 2024. O presidente Paulo Ziulkoski voltou a conduzir a Confederação Nacional de Municípios e substituirá o presidente Glademir Aroldi, que no término de sua gestão apresentou um balanço de seu mandato de 2018 à 2021.

Eleito com 1.961 votos favoráveis (98,6%), Paulo Ziulkoski foi eleito na chapa “Movimento CNM Independente”. Após a posse, os membros da nova diretoria da CNM participaram da primeira reunião do Conselho Político realizada neste ano.

Em Brasília, participaram da solenidade os membros do Conselho Diretor, Conselho de Representantes Regionais e Conselho Fiscal.

Artigo

A pandemia, a ignorância e a desinformação que censuram

A humanidade se deparou com um vírus que provocou o desandar em tudo.

O vírus é misterioso, invisível a olho nu, insípido, inodoro, incolor, mas terrivelmente poderoso na capacidade de transmissão.

Como ele afeta cada pessoa é uma incógnita. Somente depois do encontro com ele é que cada um sentirá ou não os seus efeitos.

Com uns é imperceptível. Em outros, leva à morte.

O vírus é antitético de tudo o que é estar juntos: confraternizar, beijar, abraçar, cumprimentar etc.

É um vírus que, na sua intransparência, fez exsurgir para muitos, transparentemente, um mundo tão desigual, materialmente, como jamais de imaginava.

E é certo que ele estava por aí a nos empreitar, não se sabe, com certeza, onde (na natureza ou num laboratório?).

Especificamente, os coronavírus são velhos conhecidos da ciência e, são tantos e por toda terra, que não se tem como enumerar os já identificados ou, quiçá, criados ou recriados.

Os vírus são nossos parentes, pois fomos iguais a eles ou somos derivados deles. No princípio era o …

O vírus da vez tira o direito fundamental de liberdade de ir e vir, a nos mandar para a “prisão domiciliar” e só nos julga depois de passar por nós, com a decisão/sentença de morte ou liberdade, mas sem que deixe as suas impressões digitais marcadas em nosso corpo com os rastros da imunidade representada pelos anticorpos. Na verdade quem nos salva somos nós mesmos, com a sentença de vida dada pelo vírus ou com ajuda da vacina, que é um vírus fake ou um vírus do bem.

E impressiona muito o fato de que nós, o homo sapiens, ser a única forma de vida que é atingida de maneira que tenha alguma importância. A vida continua lá fora de nós como se não houvesse o vírus.

Andar pelas ruas se tornou uma experiência quase cientifica, como se estivéssemos em laboratórios de pesquisa, ou na guerra, armados com álcool em gel, luvas e máscaras.

Não há como negar: é a maior pandemia vivida/sentida pela humanidade. Veloz como nenhuma outra, chegou a todos.

Ao (s) Estado (s) incumbe primeiro salvar as pessoas; depois mantê-las vivas; em seguida procurar saídas para a crise financeira. Sem isso o Estado deixa de fazer sentido. Seria necessário começar do zero que, é quase certo, não existe mais, pois já andamos muito e perdemos o DNA do primeiro momento.

É verdade também que o corona que ora nos atormenta é apenas uma das zoonoses que temos presentes e identificadas (HIV, Ebola, gripe aviária, gripe suína, MERS, SARS, febre do Rift Valley, vírus do Nilo Ocidental, vírus do Zika etc.).

No Brasil, o nosso SUS, tão menosprezado, tem sido a nossa salvação. É o nosso “gigante pela própria natureza”, cujas células são os trabalhadores da saúde que, tal como o SUS, são belos, fortes, impávidos colossos. Que o futuro do SUS espelhe essa grandeza.

O presidente do Brasil quer o povo todo armado, mas quase nada fez pelas armas fundamentais contra o coronavírus. E os 450 mil ou mais que morreram/morrerão pelo covid-19, não deveriam estar armados de mais SUS? É como o presidente disse e continua a dizer: “E daí?”. Bem, o nosso presidente é o que sempre foi e será – um relativamente incapaz – (ninguém foi enganado nesse ponto), e a nossa Constituição só permite a cassação, a perda ou a suspensão dos direitos políticos nos casos de incapacidade civil absoluta (art. 15, II). Resta ao Congresso, à PGR e ao Poder Judiciário corrigir rumos, pois não mais será a história e lhes cobrar, mas o passado recente e presente de todo dia. Ao povo, resta esperar a sorte do julgamento das urnas.

O vírus gerou uma crise sanitária que, necessariamente, provocou uma grave crise financeira.

E o estado mínimo? O covid-19 destruiu/desmoralizou essa tese. Um retorno a Keynes?

Os governos tiveram de se “endividar”. Não adiantou querer tributar, pois não se tinha como pagar. Não havia renda, o patrimônio evaporou. As reservas tiveram de ser usadas, afinal, reservas, devem servir para isso. Ao invés das leis do livre comércio, das suas reservas, presente estava somente o Estado para conceder créditos para as empresas, subsídios para manutenção de empregos, dinheiro distribuído para o povo sobreviver, subsídios para a pesquisa e produção de vacinas etc. Vejam só, tudo isso para poder salvar a economia que, segundo os teóricos do estado mínimo, deveria ser entregue ao livre mercado. Como diz Roger Scruton, “as verdades mais evidentes também são as mais difíceis de explicar.”, pois como explicar que o mercado dá conta de tudo se, novamente, foi ele absolutamente incapaz e o Estado é que foi o senhor da resolução dos problemas, inclusive os do mercado/iniciativa privada.

É o surgimento de uma nova economia?

Nos dias da pandemia cada dia que passa é um Ano Novo, um desejo de abraçar um Ano Novo amanhã, sem o cononavírus.

E onde deu errado, onde erramos, nesses tempos de revolução da inteligência artificial, da biotecnologia e da engenharia genética, afinal os coronavírus não eram desconhecidos e, em outros momentos, já estivam por aí. Por que não se fez as vacinas para estes outros coronas que apareceram? Faltou dinheiro para “pesquisas de virologia e zoonose”? O Estado mínimo não poderia/deveria custear e, como não havia demanda, o livre mercado não o faria.

Veja-se que em 2018 Bill Gates fez apelos para que o governo “acumule fármacos antivirais e terapias com anticorpos que possam ter condições de conter rapidamente e parar a propagação de doenças pandêmicas ou curar as pessoas que foram expostas; o mundo inteiro precisa se preparar para as pandemias da mesma forma que os militares se preparam para a guerra”.

Scott Z. Burns disse que “Mas todos os especialistas com quem falei me disseram que não se tratava de saber se isso poderia acontecer, mas de quando.”.

Todavia, a humanidade não fracassou apenas nas ciências, pois hoje ainda temos o racismo, ainda se fala e temos ditaduras e “espíritos” fascistas.

Impossível pensar em evolução civilizatória enquanto ainda houver um joelho de um Derek Chauvin a sufocar, pelo pescoço, um George Floyd, até a morte. “I can’t breathe” (“Não consigo respirar”). Não dar para esquecer Eric Garner quando disse “eu não consigo respirar”.

E quantos “não consigo respirar” foram pronunciados no “pulmão da terra” por falta de oxigênio para os contagiados pela covid-19?

No Brasil, como dito pelo Ministro do STJ Rogerio Schietti Cruz (HC 580653 – PE (2020/0111168-5)), “O recado transmitido é, todavia, de confronto, de desprezo à ciência e às instituições e pessoas que se dedicam à pesquisa, de silêncio ou até de pilhéria diante de tragédias diárias. É a reprodução de uma espécie de necropolítica, de uma violência sistêmica, que se associa à já vergonhosa violência física, direta (que nos situa em patamares ignominiosos no cenário mundial) e à violência ideológica, mais silenciosa, porém igualmente perversa, e que se expressa nas manifestações de racismo, de misoginia, de discriminação sexual e intolerâncias a grupos minoritários.”.

Diante da crise sanitária global não já seria o momento de uma governança global?

Eu sou e sempre fui um cético, é verdade.

O coronavirus e/ou as suas consequências não são um mal em si. Aliás, não são um mal em qualquer circunstância, pois são apenas um dado da vida. Uma consequência da existência de vida.

Eu não quero o contato com o vírus. É um ato de proteção, covardia ou egoísmo? Prefiro acreditar que é apenas um instinto de sobrevivência, um hiperbólico apego à vida, um vício pela vida (um dia, nos idos de 1990, fiz a seguinte anotação numa agenda que ainda hoje guardo: “A vida mais é que a eternidade de morte”).

Eu tenho medo. Medo de morrer sem poder respirar, de pronunciar “eu não consigo respirar”. De ser colocado numa câmara frigorifica antes de ser enterrado numa vala/cova comum e sem a presença e o olhar dos parentes. Sem funeral.

É a realidade. Enterros sem funerais, sem despedidas de corpo presente.

Nunca antes tivemos tão de frente com o “antes de” e o “depois de”, pelo menos para a atual geração. Não tem vacinas suficiente para todos. No Brasil, ainda não chegamos na nova era, a do “depois da Covid-19”. Ainda estamos no passado e, é quase certo, que entraremos em 2022 ainda no passado.

Impressiona que para alguns ficarem em casa, lavarem as mãos e usarem máscaras foi preciso a morte de muitos. E muitos ainda morrem porque tudo se faz a favor do vírus. Inacreditável.

É certo falar que, nalgum lugar, será possível falar: no começo era o caos. Noutro, a fala é: ainda estamos no caos.

São tempos difíceis, de tal forma que até os que promovem curas e vendem salvação desapareceram. Não seria o momento de se reinventar, acrescentar às “penitências” e orações etc. a assistência aos mais pobres, um pouco de estudo, tal como o direito penal faz nas suas penas para crimes de menor potencial ofensivo ou para diminuir a pena? Um tema bom para pensar: o direito penal e as religiões.

E quando a humanidade estava/está prestes a ruir não aparece nenhum profeta a dizer que chegou o nosso fim. Todos os profetas, assim como nós, querem mesmo é uma vacina para salvá-los dessa maldição não dita, não antecipada, por eles. Até estes querem a vacina para, vivos, no futuro, continuarem a propalar o juízo final.

Vivemos um momento distópico.

O isolamento fez deixar mais claro o quanto hoje estamos ligados as máquinas, como advertia Habermas faz mais de 60 anos.

E nos dias presentes é fácil constatar que Harari está certo quando afirma que o empreendimento da humanidade sempre foi na base da cooperação.

De outro lado, não voltaremos para onde estávamos e nem teremos como dar continuidade de onde paramos. Será tudo novo, como sempre foi, mas com as marcas do passado. Heráclito, o filósofo grego, já dizia isso faz tanto tempo (Lembram? “Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.”). Não há como apagar os anos que se passam. É ilusão imaginar que o passar do tempo muda a história. Há uma continuidade. Eles ficam gravados para sempre, servem para o presente e sobretudo para o futuro. Os anos de 2020, 2021 e, quiçá, 2022, ficaram marcados em nós como “tatuagens marcadas a chicote”. Foram e serão anos muito duros e violentos. Continuarão singularmente marcados em nós amanhã e para sempre. “Tudo flui”.

O vírus afasta, provoca a ausência de comunicação entre as pessoas.

Assim como o vírus, a ignorância e a desinformação afastam a comunicação correta/verdadeira, quando não efetivamente censura, pois a ignorância e desinformação é também uma forma de privar, censurar o conhecimento, a informação.

O vírus acelerou a infodemia (epidemia de informações falsas).

Impressiona muito perceber que na era da internet, onde o conhecimento está em alta e totalmente disponível, a internet tenha servido exatamente para o inverso, para proliferar, exponencialmente, a ignorância, a desinformação, a censura do que é necessário saber.

A desinformação e a ignorância censuram, pois não permitem que a verdade apareça. Tal como o vírus, impedem a colaboração, afastam e silenciam as pessoas.

A pandemia do covid-19 passará. A desinformação e a ignorância são uma constância que a cada dia de amplia, alimentada pela evolução do ser humano no âmbito dos meios de comunicação. Quanto mais conhecimento e possibilidade de acesso a ele, mais a desinformação e a ignorância prosperam.

O vírus associado à ignorância e desinformação, quando agem com eficiência, censuram o conhecimento do futuro. Matam o devir, eles privam a respiração.

A ignorância e a desinformação ocultam a verdade e a mentira, e tudo vira um caos. Na ignorância e na desinformação não há cooperação.

Como encerramento, um verso livre para homenagear a ignorância:

Vá prá rua

A mãe terra está superpovoada

Ela precisa de ti

A mãe terra está quase esgotada

Não seja egoísta como eu

A covid-19 é a salvação dos egoístas

A mãe terra precisa de ti.