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CHUPA!

Yglésio desmascara promotor Cláudio Guimarães

Parlamentar usou trator para restituir acesso trecho da praia do Olho D’Água que havia sido interditado criminosamente por promotor de justiça

O deputado estadual Yglésio Moyses lavou a alma de milhares de ludovicenses ao fazer o promotor de justiça, Cláudio Guimarães, ser colocado em seu devido lugar. Guimarães é conhecido pela forma autoritária com que trata empresários, trabalhadores e cidadãos. Entre outras ações truculentas, anos atrás o promotor despertou a ira da população de São Luís ao humilhar donas de bancas de resvista que foram expulsas de seus locais de trabalho após ação do promotor. Até a semana passada Guimarães era considerado “intocável”…

Após receber denúncias de que o promotor havia limitado o acesso a um trecho da praia do Olho D’Água por moradores da área, Yglésio foi até o local e protagonizou um resgate cinematográfico da área pública usurpado por Cláudio Guimarães.

Dono de uma escola de kite surf, Cláudio Guimarães simplesmente decidiu fazer valas no entorno da praia localizado na frente de seu imóvel. A ação tinha como meta “isolar a área” dos pedestres e criar um “espaço público particular”. Como resultado, Guimarães condenou moradores da área a darem grandes voltas para poder transitar pelo local.

Após discutir com o promotor, o deputado acionou um trator que fechou a vala aberta por Cláudio Guimarães e restituiu o acesso ao trecho da praia à população.

Cláudio Guimarães, sempre tão valente contra velhinhas donas de bancas de revista, não esboçou nenhuma reação enquanto o trator demolia sua “obra”.

Vale lembrar que a ação de Yglésio Deveria ter sido protagonizada pelo prefeito Eduardo Braide, a quem compete a fiscalização das áreas públicas. Mas, Braide está muito ocupado, assim como Guimarães fez com o techo da praia, em tomar o mérito da vacinação em São Luís do Governo Federal.

Soberba de Eduardo Braide pode garantir derrota inédita na Câmara

Manifestação na porta da prefeitura logo no 1º ano de governo mostra que alguma coisa não está certa no modo de gestão aplicado por Braide.

Popularidade alcançada por vacinação promovida pelo governo federal alimenta vaidade do prefeito que flerta perigosamente com isolamento político.

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), pode entrar para a história como o primeiro prefeito da história derrotado nas eleições da Presidência da Câmara de Vereadores da capital desde a redemocratização. Três nomes manifestaram o desejo de disputar a eleição até agora: Raimundo Penha (PDT), Dr Gutemberg (PSC) e Paulo Victor (PCdoB). A campanha de Paulo Victor, que faz oposição ao prefeito, tem crescido ultimamente na esteira da omissão de Braide.

ISOLAMENTO

Encastelado na Prefeitura de São Luís, Braide tem desprezado aliados e facilitado o crescimento de adversários. O descontentamento é crescente ao ponto do prefeito ter que enfrentar o primeiro protesto contra sua gestão poucos meses após ter assumido.

Na última quarta (11) centenas de pessoas foram até a Prefeitura de São Luís em protesto contra a omissão do prefeito na área da saúde. O ato foi chamado pelo vereador Marquinhos Silva (DEM) e, para alguns, foi o primeiro de uma série que devem acontecer futuramente.

As reclamações em relação à condução política da gestão municipal têm empurrado aliados que ajudaram na eleição do ano passado para a neutralidade. Em alguns casos, a insatisfação tem transformado aliados em adversários. Caso do próprio Marquinhos Silva.

A atuação desastrosa de alguns secretários, como Cláidio Ribeiro na Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), também minam a autoridade do prefeito e facilitam o avanço da oposição.

O avanço da campanha de Paulo Victor (PCdoB) ao cargo de presidente da Câmara já é perceptível por todos. Os apoios ao oposicionista, que em outros tempos seriam velados, ganharam tom público e facilitam o trabalho do comunista.

A vitória de Paulo Victor representaria uma tragédia política de proporções incalculáveis à gestão. Aliado de Flávio Dino (PSB) e Duarte Jr (PSB), Paulo Victor iria ter em suas mãos o poder de prejudicar e engessar a administração Braide de forma decisiva.

ILUSÃO

A justificativa da soberba do prefeito tem sido apontada na classe política por uma ilusão. Braide tem acreditado que a popularidade atual é dele, e não foi produzida pela atuação do Governo Federal na vacinação na capital.

Políticos ouvidos pelo blog afirmam que, além de desfrutar de um mérito que não é dele, o prefeito esquece que atingir o teto de popularidade ainda no primeiro ano de mandato é perigosíssimo.

Em janeiro de 2016 a então candidata Eliziane Gama ultrapassava 50% das intenções para a Prefeitura. Como não tinha mais como crescer, derreteu e acabou sendo humilhada naquelas eleições. Em muito por ter desprezado o apoio da classe política e optado pela soberba ao invés da política.

Caso saia derrotado nas eleições da Câmara Municipal, não estanque a fuga de aliados e mantenha incompetentes em sua gestão, Braide irá se tornar um fenômeno meteórico no fracasso tão retumbante quanto foi no sucesso.

A soberba é a pior conselheira que um político pode ter.

Voto impresso já havia sido sancionado nos governos Lula e FHC

Hoje contrários ao voto impresso, ex-presidentes sancionaram leis semelhantes aprovadas em seus governos.

Antes de ser derrubado após ataques do TSE em 2021, voto impresso já havia sido editado, aprovado e sancionado em governos anteriores. Situação eleva desconfiança sobre motivação do Judiciário na campanha anti-transparência.

Em janeiro de 2002 foi aprovada e sancionada a lei 10.408, de autoria do senador Roberto Requião, que estabelecia mecanismo para “impressão do voto, sua conferência visual e depósito automático, sem contato manual, em local previamente lacrado”. Na época o Brasil era governado por Fernando Henrique Cardoso.

A lei foi revogada em outubro de 2003 por Lula e sancionou a lei 10.740, de autoria do ex-senador José Sarney. A lei do parlamentar maranhense determinava “o registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, resguardado o anonimato do eleitor.” A proposta de José Sarney nunca foi cumprida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Hoje em dia todos os votos são computados nos mesmos arquivos e o sistema não permite auditoria.

Seis anos após revogar a lei e substituí-la pelo dispositivo do senador maranhense, o ex-presidente petista sancionou lei apresentada em conjunto por PT, PP, PSDB, DEM, PDT, PSB e PCdoB. O projeto (lei 12.034) resgatava a ideia do voto impresso a partir de 2014. A proposta foi aprovada no plenário e sancionada por Lula em setembro daquele ano (lei 12.034).

Pela segunda vez o voto impresso foi suspenso. Nesta ocasião foi a primeira vez que o STF, em 2011, entrou em cena e acabou com a determinação parlamentar.

Quatro anos após a decisão do STF, o Congresso voltou a aprovar o voto impresso. Dessa vez em setembro de 2015, no governo de Dilma Rousseff. Dilma vetou o projeto que foi reestabelecido pelos parlamentares.

Em 2018 o STF voltou a ação e, mais uma vez, derrubou o projeto aprovado pelos representantes da população.

Herança maldita

Governo Flávio Dino abandonou interior do Maranhão para o tráfico de drogas

Bandidos instituíram “ditadura do tráfico” em povoado de Barreirinhas. Situação tem se tornado comum nos últimos seis anos em dezenas de cidades do interior.

Moradores de Barreirinhas denunciam “ditadura do tráfico” que instituiu toque de recolher em povoado da cidade. Traficantes fazem “patrulha” das ruas armados com fuzis. Situação em dezenas de cidades do interior do estado se tornou comum nos últimos anos.  

Até 2015 os municípios do interior do Maranhão eram considerados, apesar dos pesares, lugares pacíficos. Contudo, uma ofensiva do tráfico de drogas mudou completamente este cenário. Execuções, sequestros, tortura, estupros e até toque de recolher passaram a ser comuns nos municípios do interior. Não por coincidência, o avanço e domínio do estado do Maranhão a quadrilhas de tráfico de drogas.

Em conversa com fontes da polícia civil e militar, empresários e advogados a constatação é sempre a mesma: as facções criminosas e o tráfico de drogas são responsáveis, direta ou indiretamente, pela maioria absoluta dos crimes nas cidades do interior do Maranhão.

“Por um lado, o consumo de drogas impulsiona a criminalidade com os usuários que cometem crimes para manter o vício. Por outro, as facções criminosas impõem um reinado do terror que vai desde o toque de recolher até a estupros de meninas que se recusam a manter relações com traficantes”, disse um empresário ouvido pelo blog.

Agentes da polícia também consideram a situação grave. Segundo eles, as ações de combate ao crime são tímidas e a sensação de alguns policiais é que a política de segurança pública está mais direcionada aos períodos políticos do que com o tráfico de drogas. A informação é confirmada por ofícios internos da Polícia Militar que mobilizavam todo o contingente no monitoramento de adversários políticos do governador. Situação que nunca foi observada no combate ao tráfico.

Advogados também viram explodir as demandas jurídicas por crimes relacionados ao tráfico de drogas. “Está demais, Linhares. Em todo lugar mais da metade das ocorrências tem ligação com tráfico. Tem juiz que está há anos só julgando causa relacionada a crime dessa natureza. O interior do Maranhão está se tornando uma terra sei lei. Ou melhor, uma terra em que os fora-da-lei fazem as leis”, disse.

Nesta semana moradores de um povoado de Barreirinhas denunciaram um caso que ilustra bem o domínio do interior pelo crime. Uma quadrilha de traficantes alugou uma casa e instituíram um governo paralelo em Carnaubeiras. Os bandidos impuseram toque de recolher ordenando a todos que fechem as portas de suas casas a partir de 21h. Quem não obedecer as regras, será penalizado com assalto. Os bandidos, segundo as denúncias, andam livremente pelas ruas portando revolveres, pistolas e até fuzis. Em 2014 Flávio Dino foi eleito com a promessa de que iria tirar o Maranhão da miséria. Passados 6 anos de sua passagem pelo governo, ele entrará para a história como o responsável pelo estabelecimento da maior praga que o já atingiu o miserável interior maranhense: o domínio pelo tráfico e uma legião de viciados zumbis.  

O RESULTADO

Perseguição da CPI afastou vendedores de vacina contra Covid-19 do Brasil

Vendedores de vacinas ficaram com receio de serem perseguidos por membros da CPI da Covid caso oferecessem ajuda ao Governo Brasileiro. Declaração foi dada pelo deputado federal Ricardo Barros e despertou a fúria de membros da comissão.

Com medo de serem perseguidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, vendedores de vacina evitaram fazer negócios com governos brasileiros. A revelação bombástica foi dada pelo deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) durante depoimento na CPI de hoje.

“O mundo inteiro quer comprar vacina, e espero que essa CPI traga bons resultados ao Brasil. Porque o negativo já produziu muito: afastou empresas interessadas em vender vacina ao Brasil”, disse o deputado.

Nas últimas semanas a CPI ganhou notabilidade por perseguir funcionários públicos, políticos, empresas, jornalistas, médicos e qualquer um que fosse identificado como aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Foram quebras de sigilo bancário, vazamentos de dados, acusações sem provas e mais uma série de atitudes que pode, segundo Barros, ter sido decisivas para o afastamento de empresas que pretendessem fazer negócio com o Brasil.

“Esse tipo de situação já era comentada aqui na Câmara. Alguns representantes ficaram com medo de tentar vender vacinas para o Brasil em uma semana e na outra ter seu sigilo quebrado e começar a ser investigado pela CPI por perseguição”, disse um deputado da bancada maranhense ao Blog do Linhares.

A fala do parlamentar e o depoimento de Ricardo Barros são corroborados por uma série de ataques de membros da CPI contra empresários e pessoas ligadas a empresas durante depoimentos da comissão.

Após a fala de Barros, senadores que usam a comissão para tentar desestabilizar o governo entraram em surto e interromperam o depoimento do parlamentar aos gritos. Uma das mais exaltadas era a senadora esquerdista Eliziane Gama (Cid).

Retrocesso

Reforma eleitoral piora eleições de 2022

Criação das figuras do “eleitor inferior” e “candidato inferior” e financiamento de partidos sem representação são alguns dos pontos negativos de reforma marcada pelo retrocesso.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição 125/11 que trata de (mais uma) reforma eleitoral. O texto retrocede em uma série de decisões que visavam melhorar o sistema eleitoral e, como ponto positivo, trouxe apenas a negação do chamado “distritão”. A reforma eleitoral marca o “vai e vem” das mudanças no sistema eleitoral brasileiro.

MUDANÇAS

O sistema de eleição majoritário chamado “distritão” foi banido. O sistema poderia banir o voto proporcional (quando um partido, ou coligação, atinge um número determinado de eleitores e ganha o direito de ter uma vaga) e impunha apenas aos mais votados o direto de assumir vagas. O “distritão” poderia a representatividade de grupos e concrentrá-los apenas nas mãos de caciques e celebridades. Foi corretamente recusado pelos deputados.

A coligação entre partidos para cargos no Legislativo, que fone proibida nas eleições de 2020, voltará em 2022. Com isso a união de forças entre legendas para tingir o quoeficiente eleitoral (número mínimo para eleger um deputado ou vereador) voltará em 2022. O fim das coligações exigia de partidos mais esforço na composição das chapas e, em pouco tempo, iria resultar na extinção de várias legendas nanicas. A mudança, além de facilitar a composição das chapas, também deve dar fôlego aos partidos pequenos.

Ontem também foi oficialmente iniciado o estabelecimento da inferioridade política de candidatos homens brancos e seus eleitores na política brasileira. Para fins de distribuição entre os partidos políticos dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, o eleitor de mulheres e negros irá valer o dobro de do eleitor de “homens brancos”. Hoje a distribuição dos recursos públicos entre os partidos é feita de forma igualitária contando, indistintamente, os votos recebidos por todos. A nova lei cria a figura do eleitor e do candidato de primeira linha e do candidato e eleitor de segunda linha.

RISCOS

Nesta quinta (12) os deputados pretendem analisar proposta que ACABA com o segundo turno para eleições de presidente da República. A proposta pretende criar uma nova eleição com os cinco mais votados após o primeiro turno.

Outra tentativa de “salvar” pequenos partidos de esquerda que não contem com o apoio popular foi a mudança na cláusula de desempenho, acesso aos recursos do Fundo Partidário e à propaganda no rádio e na televisão. Hoje em dia apenas legendas que tenham obtido um número mínimo de deputados federais ou uma percentagem mínima de votos válidos distribuídos em 1/3 dos estados têm este acesso. A nova proposta possibilita o acesso a partidos que tenham, pelo menos, cinco senadores.

POPULISMO CHINFRIM

Um surto populista na votação de ontem também pretende promover o caos e uma enxurrada de propostas esdrúxulas de inciativa popular. Atualmente este tipo de medida pode ser apresentada por, pelo menos, 1% do eleitorado nacional distribuído pelo menos por cinco estados. Em cada um deles deve haver um mínimo de 0,3% de eleitores que subscrevem o projeto.

A nova proposta exige o apoio de apenas 100 mil eleitores, sem distinção por estados e podendo ser apresentada de forma eletrônica.

Não é preciso ser muito inteligente para prever que esta flexibilização irá levar ao Plenário da Câmara Federal uma enxurrada de absurdos.

Democracia em crise

Manobra do STF impediu aprovação do voto impresso por maioria

Entenda como proposta do voto impresso foi sabotada pela ação de membros do STF mesmo obtendo apoio popular e maioria entre deputados e partidos na votação de ontem (10)

Além de obter maioria de votos entre os deputados, proposta do voto impresso também foi aprovada pela maioria das bancadas dos partidos. Imposição do Supremo Tribunal Federal (STF) por Emenda Constitucional foi decisiva para que desejo da maioria não seja cumprida. Essa foi a segunda vez, em três anos.

A exigência de aprovação por Emenda Constitucional manobrada pelo TSE impediu que a maioria aprovasse na noite de ontem (10) o voto impresso. Ao todo, bancadas de 13 partidos tiveram maioria pela aprovação do voto impresso. Dessas, apenas 3 foram orientadas a votar pela aprovação do texto. Outras seis foram liberadas e optaram pelo voto impresso e quatro dessas maiorias foram obtidas em contrariedade à orientação da liderança. Lideranças de 14 partidos orientaram pela negação da proposta, mas o pedido foi atendido apenas pela bancada de 10 legendas. Votação terminou com 229 votos favoráveis e 218 contrários. A mesma proposta já havia sido aprovada em 2015 e rejeitada pelo STF, três anos depois, em 2018.

RAIO-X

Todos os seis partidos que liberaram suas bancadas viram os deputados votarem pelo voto impresso. Novo (5 sim 3 não), Patriota   (4 sim 2 não), Progressistas (16 sim 13 não), Pros (8 sim 1 não), PSC (11 sim 0 não) e PTB (6 sim 2 não).

Apesar da orientação pela recusa da proposta por líderes de 14 partidos, parlamentares de quatro legendas contrariam a ordem e garantiram a maioria na bancada pela aprovação do voto impresso. Foram eles: DEM (13 sim 8 não), MDB (15 sim 10 não), PSD (20 sim 11 não), PSDB (14 sim 12 não).

Apenas três legendas orientaram pela aprovação do voto impresso, todas tiveram o pedido seguido pela maioria da bancada. Podemos (6 sim 2 não), PSL (45 sim 6 não) e Republicanos (26 sim 3 não).

POR QUE NÃO?

Essa não foi a primeira vez que o voto impresso foi aprovado em plenário. Nas vezes anteriores, o Supremo Tribunal Federal derrubou a decisão dos parlamentares alegando tratar-se de projeto inconstitucional.

Dessa forma, para não ser mais extinguido pelo STF, o projeto deveria ser aprovado por meio de Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Esse tipo de proposta, como o próprio nome diz, trata-se de uma mudança na Constituição. Esse tipo de matéria precisa de 308 votos a favor entre os 513 deputados.

Isso significa que caso a proposta do voto impresso da deputada Bia Kicis (PSL-DF) tivesse alcançado 307 votos a favor, 206 abstenções e nenhum voto contrário, ela não seria aprovada.

Além da manobra jurídica, a influência de membros do Supremo Tribunal Federal (STF) pressionando parlamentares e exigindo a mudança de membros na comissão também foi capital na derrota da vontade da maioria na votação.

O voto impresso não foi aprovado por não ter obtido maioria ou apoio popular. Ele não foi aprovado pela atuação política do STF. E, enquanto tal, uma atuação criminosa que extrapola o ofício da corte e a deixa às margens da lei.

Avanço

Aluísio propõe monitoramento de agressores de mulheres

Deputado da bancada maranhense apresentou projeto que emprega uso de tecnologia no cumprimento de medidas protetivas da Lei Maria da Penha

O deputado federal Aluísio Mendes (PSC-MA) apresentou projeto de lei que institui o monitoramento eletrônico como medida protetiva na Lei Maria da Penha. Caso aprovado, o projeto irá garantir que a segurança das mulheres vítimas de agressão também seja realizada por meio de equipamentos eletrônicos.

“Hoje a sociedade não dispõe de nenhum instrumento efetivo para garantir a segurança individual das mulheres ameaçadas ou em situação de risco. Esse projeto pretende criar essa ferramenta na Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha”, justificou Aluísio.

O deputado preferiu usar o termo “monitoramento eletrônico” ao invés de tornozeleira eletrônica porque acredita que a lei deve estar de acordo com a evolução tecnológica.

“Hoje a única ferramenta disponível dessa natureza é a tornozeleira eletrônica. Contudo, acredito que em breve essa ferramenta estará obsoleta. Então, nada mais natural do que deixar essa possibilidade em aberto para o futuro”, disse.

Entre as possibilidades de monitoramento, o deputado acredita ser possível criar um alerta de aproximação. “Assim que o suspeito, ou o agressor, se aproximar da vítima e descumprir a determinação judicial, um equipamento avisa a Polícia e a própria vítima do descumprimento da medida protetiva. Com certeza isso irá proteger muitas mulheres do pior”, concluiu.    

Diga-me com quem andas...

Delúbio Soares diz que PT sonha em ter Flávio Dino como vice de Lula

Desejo do tesoureiro da maior quadrilha de corruptos do país foi manifestado em entrevista a Rádio Folha FM 96,7, de Pernambuco

Apontado como um dos líderes da maior quadrilha de corruptos da história da política nacional, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, diz que o grande sonho do seu partido é ter um vice do PSB na chapa encabeçada por Lula no ano que vem. Atualmente o governador maranhense, Flávio Dino (PSB), é o maior nome da legenda no país. Sendo, inclusive, filiado ao partido com a possibilidade de ser o presidenciável do partido.

A declaração foi dada em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda (9).

“Um grande sonho chamar uma pessoa do PSB para ser vice, aí o PSB tem que resolver quem pode indicar. Já temos três pessoas do PSB que se colocaram à disposição de ser vice como o companheiro Flávio Dino, o governador do Espírito Santo, o ex-governador de São Paulo, Márcio França, mas o vice de Lula não vai ser uma escolha do PT, vai depender dos partidos que o querem como presidente”, disse. 

Força

Forças Armadas vão marchar em Brasília no dia da votação do Voto Impresso

Forças Armadas deverão percorrer Esplanada dos Ministérios para levar convite para participação em exercício militar.

As Forças Armadas deverão realizar amanhã um desfile com blindados pela Esplanada dos Ministérios antes de uma operação de treinamento militar em Formosa, que está prevista para o dia 16 de agosto. O pedido do presidente foi feito ao ministro da Defesa, Braga Netto, foi na última quinta (5).

Braga neto deve levar ao presidente o convite para a participação dele na operação do dia 16. O desfile, que traz os blindados usados na operação de pacificação no Rio de Janeiro, representa uma oportunidade para as forças armadas mostrarem-se atentas ao cenário político do país.

A operação com os blindados será realizada no mesmo dia que os deputados devem votar em plenário a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso. A proposta, reprovada na comissão especial que tratava do tema na última quinta (5), vai ser pautada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), para votação no plenário da Casa nesta terça (10). 

A operação Formosa acontece desde 1988 e, pela primeira vez, além da Marinha, o Exército e a Aeronáutica vão participar do treinamento. Serão mais de 2500 militares envolvidos na operação.

Melhoria

Bolsonaro pretende aumentar Bolsa Família em 100%

Com o fim da roubalheira bilionária do PT e ajuste das contas públicas, Governo Federal poderá aumentar benefício de R$ 192 para R$ 400

O presidente Jair Bolsonaro foi ao Congresso Nacional na manhã desta segunda (9) para entregar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a medida provisória (MP) que estabelece o novo Bolsa Família. O programa deverá se chamar Auxílio Brasil.

Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Ciro Nogueira (Casa Civil), João Roma (Cidadania) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência). O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) também esteve presente.

Na chegada ao Congresso, Bolsonaro afirmou que o valor deve ser no mínimo 50% maior do que hoje é o Bolsa Família. Atualmente, o benefício médio do Bolsa Família é de R$ 192. A estimativa é de que a turbinada no auxílio custe entre R$ 25 e R$ 30 bilhões ao governo. A intenção inicial de Bolsonaro era de aumentar o valor do auxílio para até R$ 400.

Dois anos e meio após o novo governo, e mesmo com a pandemia, os ajustes nas contas públicas e lucro das empresas estatais possibilitam ao Governo Federal o aumento do benefício.

Economia

Embarques de minério da Vale no Maranhão são os mais baixos em 4 anos

Os embarques de minério de ferro da Vale do porto de Ponta da Madeira, em São Luís, foram 21% menores do que o esperado em julho, segundo o Tráfego Marítimo.

O terminal tem uma capacidade nominal de carga de cerca de 230 milhões de toneladas por ano e também é um dos únicos portos do país adequado para os navios ultra-grandes Da Valemax.

A Vale anunciou no mês passado o reinício de suas atividades de carregamento na central de navios 6 (CN6) na Ponta da Madeira após 5 meses de manutenção por causa de um incêndio.

De acordo com dados da Marine Traffic, no entanto, a empresa só enviou 14,974 milhões de toneladas das 18,9 milhões de toneladas programadas no mês passado.

Fonte: Tráfego Marítimo

A empresa tem um atraso acumulado de 14 milhões de toneladas em relação à meta estabelecida para 2021 de 206 milhões de toneladas. Os embarques acumulados no final de julho foram os menores em 4 anos.

Fonte: Tráfego Marítimo

A Vale sinalizou potenciais reveses de produção no mês passado em meio a problemas temporários em várias minas de minério de ferro, mas executivos disseram que a mineradora brasileira ainda estava no caminho certo para aumentar a produção no segundo semestre do ano.

O maior produtor mundial de minério de ferro revisou seu guidance para a capacidade de produção de fim de ano para 343 milhões de toneladas por ano de 350 milhões de toneladas anteriormente, mas disse que está a caminho de atingir seu guidance anualizado de 2021 entre 315 e 335 milhões de toneladas.

ATAQUE

Flávio Dino ameaça Forças Armadas em artigo na Carta Capital

Governador acusa militares de estarem submissos a uma “facção” e exige que Forças Armadas respeitem as cores que representam.

Apontado com o maior beneficiário de um esquema que usava a Polícia Militar para espionar adversários nas eleições de 2018, o governador maranhense Flávio Dino (PSB) escreveu artigo de tom ameaçador às Forças Armadas neste fim de semana na Carta Capital.

Em 2020 a revista que abriga o artigo de Dino esteve no centro de um suposto escândalo de corrupção no governo após um contrato de assinatura R$ 1,3 milhão para escolas públicas ser tornado público.

O artigo do comunista começa com uma priva indiscutível da falta de caráter do governador maranhense. Ele afirma que “no início do século passado as forças policiais e as administrações públicas em geral eram usadas pelas oligarquias locais em benefício próprio”. O trecho é publicado três anos após o escândalo em que um ofício vazado da Polícia Militar do Maranhão ordenava a espionagem de adversários políticos do governador e poucas semanas após o ex-secretário de articulação política, Rubens Jr, conclamar secretários da pasta para a espionagem de prefeitos do interior.

Prossegue Flávio Dino no artigo em relação a servidores públicos: “Cabe a esse servidor atuar de maneira impessoal em prol do interesse público, deixando de lado seus gostos ­pessoais e as afinidades políticas”.

O governador fala de impessoalidade e desprezo por gostos “pessoais e afinidades políticas” dentro do serviço público um mês após usar as instalações do Palácio dos Leões para uma mini-convenção partidária. Na ocasião fora assinada carta compromisso com a candidatura do governador para o Senado em 2022. Impessoalidade? A impessoalidade de Flávio Dino no serviço público é parente direta da Mula Sem Cabeça e do Saci Pererê.

Após uma saraivada de bobagens, que culminam com uma defesa bisonha da corrupção contra pessoas que se levantam contra este mal, que não competem ser explicitadas aqui (leia o artigo), Flávio Dino faz uma ameaça velada às Forças Armadas.

Segundo o governador, os militares brasileiros esqueceram o significado das cores que vestem e os acusa de serem servis e submissos a partidos e “facções”.

O artigo é finalizado com a “ameaça” de que a dita submissão dos militares será enfrentada com transparência.

A tentativa de constranger as Forças Armadas em artigo publicado em uma revista comprada com verbas dos cofres públicos maranhenses é, de certo, uma prova da falta de caráter do governador.

Eleições 2022

Maranhãozinho garante que irá disputar governo do estado

Deputado federal é o sexto político do Maranhão a anunciar que pretende disputar as eleições sucessórias do governador Flávio Dino em 2022

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) confirmou que deve participar da disputa pelo Governo do Maranhão nas eleições de 2022. O anúncio foi feito pelo próprio Josimar durante encontro em Bacuri, cidade do interior maranhense.

“Venha quem vier Josimar Maranhãozinho estará na disputa para Governo do Estado em 2022”, disse o deputado.

Ao lado do secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (Solidariedade), do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PSD), do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (sem partido), do senador Weverton Rocha (PDT) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), Josimar é o sexto político a assumir publicamente que deve disputar a eleição.

No mês passado o deputado não assinou documento de compromisso com o governador Flávio Dino (PSB) feito em evento partidário dentro do Palácio dos Leões.

Josimar tem forte influência no PL, Avante e Patriota. Dessa forma, a participação das eleições depende única e exclusivamente do próprio Josimar.

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