Linhares Jr.

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Artigo

Coronavírus – Pura ignorância ou arma de propaganda?

A imaginação [fantasiar a realidade] é a metade da doença;
a tranqüilidade é a metade do remédio; e a paciência é o começo da cura.”

Avicena (980-1037)

Não! O coronavírus não é um vírus novo; não é um vírus criado ou modificado em laboratório americano, nem um vírus criado ou modificado em laboratório chinês, e nem em qualquer outro laboratório, simplesmente porque este vírus existe desde que as aves e os mamíferos, incluindo os seres humanos coexistem na face da Terra, pois tanto nós, humanos, como as aves temos sido desde sempre os reservatórios naturais desta classe de vírus (a Influenza A), assim como de várias outras classes virais.

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Considerações sobre o pronunciamento de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro pode não ser um ladrãozinho como os membros do PT e da esquerda, mas tinha a obrigação de ser mais do que isso e assumir a postura de líder e estadista
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Reflexão

Qual é a classe social da ignorância?

Acho que todos devem saber do caso da grã-fina no Rio de Janeiro que não comunicou a uma funcionária que tinha coronavírus. A senhora estava no grupo de risco, contraiu a doença e morreu pela ignorância da madame.

Hoje pela manhã eu ouvi uma história tão asquerosa e triste quanto. Um rapaz da limpeza de um condomínio desmaiou de fome.

Acostumado a receber alimentação pelos condominos, o rapaz passou a segunda espirrando. Nada de febre, nada de dores no corpo. Apenas espirros. Tem rinite alérgica.

Imediatamente foi desprezado por todos os moradores. Mesmo sabedores da situação de pobreza do rapaz, que não tem família e tem na faxina que faz no condomínio a única ocupação em vida.

Desmaiou por FOME E SEDE. passou horas estirado no chão quente.

O caso aconteceu em um condomínio Minha Casa Minha Vida na periferia de São Luís. Não há madames, playboys e nem ricaços como aquela do Rio.

Se você acha que a ignorância tem classe social, saiba que está muito enganado.

Artigo

Um plano de contingência ao COVID-19 em São Luís

Procurei no site da Prefeitura de São Luís alguma notícia sobre o Plano de Contingência do Coronavírus na cidade: NADA!

Pesquisei nas redes sociais da Prefeitura de São Luís: encontrei apenas um retweet do prefeito Edvaldo Holanda Júnior anunciando, após decreto do Governo do Estado, a suspensão das aulas nas escolas municipais… Difícil!
Mas o momento exige grandeza. Com a colaboração do professor de Medicina da UFMA Antonio Gonçalves, apresentamos um conjunto de propostas para um plano contra a COVID-19 em São Luís. É tempo de colaboração.

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O caminho é a união

Em janeiro deste ano enviei um ofício para o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, solicitando a instalação de uma comissão especial para impedir a chegada do coronavírus no Maranhão, principalmente em São Luís, nossa cidade portuária. Sugeri que a comissão fosse composta por membros da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, Anvisa, da Organização Pan-Americana da Saúde, do Instituto Evandro Chagas e FIOCRUZ, e que adotasse medidas de preparação, orientação e controle para um possível atendimento de casos suspeitos do Convid-19.

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Os “porcos capitalistas” vencerão a pandemia

Um século atrás (quando no mundo havia apenas 1 bilhão de habitantes), 50 milhões de pessoas morreram devido à conhecida gripe espanhola.

Tal calamidade ocorreu porque não havia tecnologia para sequer saber o que estava acontecendo, muito menos para combatê-la. Não se sabia disso porque a medicina ainda era arcaica, baseada em instrumentos rudes e crendices. Não havia vacinas, porque não havia laboratórios de pesquisa financiados pelo lucro de grandes empresas.

O capitalismo estava apenas engatinhando. Era normal as pessoas morrerem por doenças que hoje nem constam mais nas estatísticas.

Ao longo da história, populações inteiras foram devastadas por moléstias que foram erradicadas no último século. A cidade de Nápoles chegou a perder metade de seus cidadão para o cólera. A peste matou incontáveis milhões de pessoas na Europa. A malária só pode ser controlada na América Latina graças aos esforços dos Estados Unidos em construir o Canal do Panamá.

Todos os medicamentos e vacinas que tornam nossa vida tão mais longa e tão menos sofrida que a de nossos antepassados devem-se a incontáveis grandes capitalistas que, visando ao lucro, criaram grandes empresas, investiram em pesquisas, laboratórios e fábricas. O mesmo método de produção em série de automóveis e televisores é utilizado para produzir medicamentos e instrumentos médicos.

Não há boa-vontade que funcione sem um imenso suporte tecnológico sustentado pelo lucro dos capitalistas.

Governos tentam impor a narrativa de que estão lutando contra o corona vírus, etc. Não! Eles, na melhor das hipóteses, apenas possibilitam que as descobertas dos grandes laboratórios cheguem às massas.

Cada instrumento utilizado na pesquisa e no combate a qualquer doença começa numa jazida mineral explorada por uma grande multinacional visando ao lucro.

Portanto, para proteger suas grandes fortunas, os grandes capitalistas do mundo darão um jeito de conter a atual pandemia, que certamente não levará à morte nem uma fração do que a gripe espanhola levou. Aos “porcos capitalistas”, muito obrigado!

Editorial

O caso Suzy…

Imagine que o seu filho de 9 anos, um garoto querido pela comunidade, é violentado e asfixiado até à morte por um vizinho. Vizinho esse que depois de conviver com o cadáver durante dois dias o larga na soleira de sua casa, já quase em estado de decomposição.

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Esse crescimento do PIB

Se juros (nominais) representavam 10% do PIB e agora representam somente 4% , o PIB dos rentistas não caiu nesse período 6% do PIB?

É portanto óbvio que o crescimento do PIB deveria ser menor com Paulo Guedes do que o crescimento do PIB de Lula e Dilma, se uma parte da população está ganhando substancialmente menos, a metade.

Colocado de outra forma, em vez de calcular o PIB público de -1 versus o PIB Privado de +2,2% , como muitos da equipe Bolsonaro estão fazendo , deveriam calcular a enorme queda de 50% dos rentistas , muitos hoje em pânico.

Eu não tenho os dados para calcular o crescimento correspondente dos Não Renteiros mas o Ibge, ipea, bc, FGV tem.

Que publiquem então .

Se o PIB dos rentistas caiu em 50% , isso não significa que estão ganhando menos, e que a boa distribuição da renda no Brasil está aumentado?

Então economistas da oposição ao governo bolsonaro não deveriam estar aplaudindo esse PIB menor, por que mostra que capitalistas e rentistas estão ganhando menos?

O PIB ficou mais justo, e ninguém comentou.

Tenho uma outra discordância com a cultura econômica desse país que inclui juro nominal como renda de 4 a 5%, quando não é.

O que deveria ser considerado renda dos capitalistas e rentistas deveria ser o juro real, por isso nós administradores usamos o termo real, por que é o verdadeiro juro.

Não entendemos por que economistas incluem o juro irreal no PIB, mas é essa a cultura que reinará esse pais por muito mais tempo.

Rentistas sempre receberam muito menos do que esse juro nominal que incluem nos cálculos de “renda” distorcendo assim os indices de “má distribuição da renda”.

(Minha questão do Capital Giro é outra, a que nos permitiria crescer 6% ao ano)

Artigo

BRASIL PRECISA DAS REFORMAS QUE NÃO QUER FAZER

Vamos combinar, desde logo, uma coisa simples, para não perder tempo com conversa difícil e sem recheio: o crescimento da economia do Brasil em 2019 foi uma droga. Deu 1% (fica bobo dizer que foi 1,1%) e com um número desses não adianta discutir, nem dizer “veja bem”. É ruim. Para um país que precisa crescer como o Brasil, é muito ruim. É verdade que o PIB da Itália não cresceu nem esse miserável 1% em 2019, e o da Alemanha menos ainda.

Mas o brasileiro não vive na Itália, nem na Alemanha, nem no resto do mundo desenvolvido que não cresceu. Vive aqui mesmo – e é aqui que a sua vida tem de melhorar, porque ela não pode ficar parada onde está. É o contrário do que acontece nos países ricos, onde ficar no mesmo lugar não é nenhuma vergonha. Ficar parado, no Brasil, só não é pior do que andar para trás.

Há muita pouca dúvida sobre o que o 1% de crescimento em 2019 ensina: é indispensável melhorar isso, mas não adianta nada sair correndo feito um louco por aí para querer provar, na base de conversa de mesa redonda em televisão, que a “política econômica” do governo está errada. Pior: que é preciso, para resolver a estagnação, fazer tudo ao contrário do que está sendo feito. É justamente o oposto. A única esperança está na possibilidade de continuar, acelerar e aprofundar ao máximo tudo aquilo que a política econômica está lutando para fazer.

O Brasil não cresce porque é um carro que está com o motor fundido há muitos anos. Ou entra na oficina, como entrou há um ano, e começa a ser consertado direito, com tempo, as ferramentas certas e mecânicos que sabem o que estão fazendo, ou vai continuar essa lástima que é – onde milhões de pessoas trabalham, dão na chave de partida todo santo dia e o carro não pega. Como se diz em economês e em mercadês, esse 1% já estava “contratado”: com o Brasil na situação que havia em janeiro de 2019, o resultado em dezembro não poderia mesmo ser outro.

Falam, agora, em “frustração”. Frustração para quem? Só se for para os economistas que no fim de 2018 previam crescimento de “2% ou 2,5%” para o ano passado – uma bela mixaria, aliás – erraram e agora vêm a público reclamar do “liberalismo”. O que o Brasil precisa não é de palpites. É das reformas profundas que resiste tanto em fazer. Enquanto elas não vierem e começarem a gerar efeitos, a economia continuará parada.

José Roberto Guzzo é do Conselho Editoral da Abril e colunista das revistas “Exame” e “Veja”.

Reflexão

Éramos apenas crianças…

Nesta semana que passou um colega de infância morreu. A notícia me veio em situação completamente transloucada. Morrera em circunstâncias horríveis, deploráveis, como grande parte dos meninos e meninas que brincaram comigo pelas ruas de alguns bairros morreram e hão de morrer.

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São Luís do Futuro

No início do ano fui questionado sobre o que eu pensava para a São Luís do futuro. Quero hoje compartilhar também nesta coluna minha resposta

Vejo uma cidade movida pela força da modernidade, do desenvolvimento econômico, social e sustentável.

Na São Luís do futuro existe uma revolução na mobilidade urbana, temos um trem interbairros (o Expresso São Luís), carros, motos, patinetes eletrônicos e bicicletas compartilháveis, paradas de ônibus no estilo “estação-tubo” com bilhetagem eletrônica, horário de embarque e ar-condicionado movidos por energia solar. São nessas estações que a internet é distribuída de forma gratuita para toda a população da cidade, no contexto do programa São Luís Conectada.

No Centro Histórico, os bondes voltaram e servem ao público vibrante que trabalha em empresas e startups do mercado da Economia Criativa: produtoras, desenvolvedoras de softwares e aplicativos, bares, restaurantes, teatros, cinemas, etc. Assim a cena cultural de São Luís também tem projeção nacional.

As agendas do programa Médico em Casa e do Remédio em Casa podem ser programadas pelo aplicativo e-São Luís. Uma espécie de Uber da saúde pública. Em cada bairro tem, também, uma estrutura básica de saúde 24 horas com médico, enfermeira e ambulância em caso de transferência dos casos mais graves para os novos hospitais municipais de grande porte, para as novas UPAs e para os convênios com os hospitais privados.

Conseguimos resgatar os rios e riachos da cidade. Não são mais lixões. As praias estão limpas graças ao Projeto São Luís Azul. As arvores são abundantes e ajuda a amenizar o calor do nosso sol escaldante.

Todas as crianças são atendidas por creches, algumas com funcionamento noturno para atender os pais que trabalham à noite. Nas escolas as crianças estudam cada uma com um laptop e farão esporte de verdade. Temos parcerias com o Google, Harvard, Fundação Gates, etc.

Da Ponta da Madeira até o Porto da Alumar, vejo um corredor de terminais portuários. Em terra firme, uma enorme área de retroporto repleta de empresas grandes, médias e pequenas que geram renda, direta e indiretamente, para milhares de pessoas. Exportamos produtos beneficiados aqui em nossa terra e não apenas matérias primas como minério de ferro e grãos. Muitos produtos também chegarão pelos nossos portos. São Luís é a porta de entrada de mercadorias que abastece o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste. Com tudo isso, temos muito mais receita para investirmos em saúde, educação, infraestrutura e outros.

A zona rural, com incentivo técnico de qualidade, é um cinturão verde e supre grande parte da demanda alimentícia da Ilha. A área rural não é mais sinônimo de abandono e pobreza.

Não existe crise quando se tem vontade de trabalhar com planejamento e dedicação. Acredito na São Luís do futuro e faço dessa visão uma missão de vida. Sei que conseguiremos.

Adriano Sarney é deputado estadual

Artigo

A democracia não teme as ruas

FOI nos meus primeiros anos na escola – e já se vão uns quarenta anos –, que aprendi o significado da palavra democracia. Lá estava a professorinha  dizendo: o termo democracia vem do grego dēmokratía e significa governo do povo, sendo que “demos” = povo e kratos = poder; o termo democracia tem origem no século V a. C. 

Dito isso, temos por certo que o conceito de democracia e sua significação tem mais de dois mil e quinhentos anos de “estrada”. 

Faço tais considerações básicas porque, pelo que tenho ouvido, lido e assistido de manifestações, principalmente, de autoridades, chego a conclusão que o Brasil precisa voltar ao primário. 

São dois milênios e meio de um conceito que as pessoas, ainda nos dias atuais, teimam em não saber, ou pior, em dá a interpretação que lhes é conveniente.

Digo isso a propósito de uma manifestação agendada para o dia 15 de março, em apoio ao governo federal e, às muitas interpretações e narrativas a respeito da mesma.

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