Linhares Jr.

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Imprudente

Carlos Brandão vence a si mesmo no duelo com Weverton

Ao invés de ter prudência e esperar pelo dia em que será governador do estado, vice entra em concorrências infundadas, disputas perdidas e desgasta a própria imagem quando atos de desespero deveriam partir do adversário.

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) trava uma batalha aberta contra o senador Weverton Rocha (PDT) pelo governo do estado em 2022. Até agora, graças ao próprio Brandão, Weverton acumula três vitórias significativas contra o adversário. Acontece que uma análise simples revela que todos os triunfos do senador foram originados de ações atabalhoadas do próprio vice-governador.

DERROTA EM SÃO LUÍS

Enquanto Weverton Rocha tem na capital maranhense o maior reduto eleitoral do seu partido, o PDT, Carlos Brandão é um anônimo na política local. As eleições de 2020 eram fundamentais para Weverton, que perdeu as eleições ao apostar em Neto Evangelista. Já Carlos Brandão embarcou, quase que de corpo e alma, na campanha do correligionário Duarte Jr.

Era sabido que muito dificilmente Eduardo Braide sairia derrotado. E isso principalmente quando o consórcio de candidatos formado pelo governador Flávio Dino não conseguia decolar poucas semanas antes da eleição. Todas as esperanças posteriores eram baseadas em ilusões.

Acontece que a simples ida de Duarte Jr ao segundo deveria ter sido festejada por Brandão como uma vitória sobre Weverton. Ali o vice-governador deveria ter anunciado a vitória sobre Weverton e deixado o pleito. No entanto, ao invés disso, o vice governador jogou Weverton Rocha no coloco do favorito Eduardo Braide e ao trouxe para si a derrota de Duarte Jr.

CÂMARA MUNCIPAL

Poucos dias após a derrota que trouxe para si nas eleições de São Luís, Brandão ensaiou um levante contra a reeleição de Osmar Filho, membro do PDT de Weverton, na Câmara Municipal. Além de disputar a reeleição sentado na cadeira, Osmar contava com o apoio da franca maioria dos vereadores e do prefeito recém-eleito, Eduardo Braide. E mais uma vez Brandão foi derrotado em uma disputa que não tinha a mínima condição de vencer e, muito pior, que em nada iria ajuda-lo.

FAMEM

Na eleição da mesa diretora da Federação dos Municípios Brandão plantou a mais humilhante de suas derrotas até agora. Uma entidade que não tem peso político, completamente dominada por seus adversários, enfrentando um presidente excelentemente bem avaliado e apoiado por políticos de peso como o presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB).

Em termos comparativos: Erlânio Xavier, candidato a reeleição na FAMEM, era infinitamente mais favorito do que Eduardo Braide era no ano passado. E, assim como em São Luís, a entidade não tem qualquer ligação com Brandão.

O vice-governador faz a opção por conflitos em campos alheios ao seu território político. Enquanto o governador Flávio Dino tirava férias, Brandão aproveitou a estadia no cargo de mandatário do governo para disputar, e perder, a eleição na FAMEM.

Infinitas eram as possibilidades nestes dias. Brandão, inclusive, viu Eduardo Braide nadar sozinho no mar de oportunidades que o início da vacinação proporcionou.

ATRAVESSA A RUA PARA PISAR EM CASCA DE BANANA

Carlos Brandão possui o maior trunfo objetivo que um ser humano pode ter nas eleições de 2022. Irá disputar a eleição sentado na cadeira de governador. A ele cabe apenas esperar. O desespero, que logicamente deveria ser externado por Weverton, foi assumido por Brandão. E a simples observação atesta essa tese.

O vice-governador não precisa mover nenhuma peça em terreno inseguro. O tempo é seu aliado e a certeza lhe é assegurada. Quem tem que fortificar-se até o pleito é o senador Weverton Rocha, quem tem que arriscar-se é ele. As provocações deveriam partir de Weverton. A imprudência, necessária por conta do momento, também.

Só que, por uma insegurança inexplicável, quem assumiu esse papel foi Carlos Brandão. A impressão que se tem é que Brandão acredita que quem irá assumir o governo em 2022 após a vacância Flávio Dino de Weverton. E assim ele vai perdendo, perdendo, perdendo e enfraquecendo a sua maior arma. Brandão conseguiu desgastar seu governo um ano antes dele acontecer.

Política

Por que a direita não conseguiu eleger vereador em São Luís?

Mesmo com votações acima da média e eleitorado propenso a eleger vereador conservador, nenhum candidato conseguiu eleger-se em São Luís. Entenda as razões do fracasso.

Em 2018, mesmo sem nenhum apoio político de peso ou estrutura de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) obteve 224.108 votos no 2º turno das eleições. Em 2020 algumas dezenas de candidatos foram lançados com a bandeira do bolsonarismo/direita. Apesar de nenhum ter sido eleito, a média de votos foi maior do que a de muitos partidos que conseguiram eleger vereadores. Então, por que ninguém foi eleito?

TIVERAM VOTOS

Os 10 principais nomes que disputaram as eleições levantando bandeiras mais alinhadas à direita conseguiram, juntos, mais de 10 mil votos. Ou seja: a média de votos foi de 1 mil por candidato.

As eleições tiveram 943 candidatos que receberam 493 mil votos. A média foi de, aproximadamente, 520 votos por candidato.

Ou seja: os candidatos de direita, pelo menos os 10 mais votados, tiveram o dobro da média dos demais candidatos. O que deixa clara a chance de que o projeto eleitoral era viável.

POR QUE NÃO ELEGERAM NENHUM?

Ao invés da união, os candidatos foram iludidos pelo sonho de serem “fenômenos”. Todos pensaram que iriam surfar na popularidade de Bolsonaro e ter 5, 6, 7 mil votos. Os resultados mostraram o quanto essa expectativa era tola.

Por conta dessa ilusão, que muitas vezes era disfarsada em puritanismo partidário chinfrim, os candidatos saíram divididos em vários partidos diferentes e em várias candidaturas. Resultado? Apenas ajudaram a engordar votações de legendas que acabaram fracassando ou elegendo esquerdistas. Não elegeram ninguém porque foram burros/inocentes/ inexperientes/egocêntricos/ oportunistas/gananciosos. Cada um foi algo desse leque em menor ou maior escala.

POSSIBILIDADES

Uma das possibilidades, a mais difícil, era a de que todos optassem por um nome e fizessem campanha para ele. Dessa forma, é bem provável que este nome, mesmo isolado em qualquer partido, pudesse ter a maior votação e acabasse eleito.

Hipoteticamente, Juvencio Jr (PRTB) tivesse tido apoio em massa de todos os que saíram candidatos, hoje seria vereador de São Luís. Para isso, bastava que tivesse metade dos votos obtidos por candidatos de direita. O candidato iria superar o primeiro colocado na legenda, Umbelino Jr. E o caso poderia ser repetido em outras situações.

Outra possibilidade seria que todos optassem pelo mesmo partido. Devido ao coeficiente eleitoral (número mínimo que cada partido deveria alcançar para eleger um vereador), cada legenda tinha como meta 15 mil votos para que tivesse, pelo menos, um representante na Câmara Municipal.

O único partido assumidamente alinhado a pautas de direita que lançou candidatos em São Luís foi o partido NOVO. Mesmo tendo direito a lançar 45 candidatos, a legenda teve apenas 9 pessoas disputando as eleições. Juntas elas alcançaram 4.004 votos. Os mais votados foram José Anderson Abreu Rocha (984 votos) e Markus Trinta (818 votos).

Caso os outros 7 candidatos de direita melhor votados, que se dividiram em outros partidos, tivessem optado por candidaturas pelo NOVO, a legenda hoje teria um vereador na Câmara Municipal.

Juntos eles alcançaram 7.532 votos. Somados aos 4.004 votos do NOVO, chegariam a 11.536 votos. Dez votos mais do que o PSD, que elegeu a advogada Karla Sarney na última vaga.

Outra coisa: o PSD lançou 25 candidatos. Com o “aporte” dos demais candidatos de direita, o NOVO teria lançado apenas 16. Se “completasse” a lista com mais 9 nomes, muito provavelmente iria aumentar a vantagem.

O DILEMA DE 2022/2024

Em 2022 a “chamada direita” maranhense irá ter mais uma chance de eleger o primeiro parlamentar orgânico. As estratégias são simples: todos na mesma legenda (PRTB ou NOVO) ou todos pelos mesmos nomes (deputado estadual e deputado federal). Caso contrário, continuarão engordando legenda para outros.

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Há uma “cultura do feminicídio” no Brasil?

Caso da juíza Viviane do Amaral Arronenzi está sendo mostrado como evento máximo do feminicídio no Brasil. Números comprovam que mulheres são vítimas de um país violento que não respeita a vida de ninguém.
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Excelente artigo!

A ciência perderá

Em tempos de ignorância generalizada e de um governador picareta que se porta como uma meretriz de likes em redes sociais, o debate promovido pelo ex-presidente José Sarney neste artigo é um refúgio para quem ainda preza por uma política feita por sábios.

Este título é apenas provocativo e me foi inspirado pela atitude do famoso Laboratório Pfizer de colocar no frontispício das suas instalações, na sua sede em Nova York, a frase Science Will Win (A ciência vencerá), numa resposta àqueles que estão envolvidos no mundo inteiro numa discussão sobre a eficácia dos medicamentos, a obrigatoriedade da vacina, sua eficiência e a confiança nelas, temas que servem de debate político, como também ameaçam seu negócio, que vive de descobrir remédios e vendê-los.

Evidentemente que vacinas e medicamentos, sendo problemas sérios de saúde pública, têm que estar sob constante vigilância, para evitar falsidades, charlatanismo e falsificações. Essas agências têm essas altas responsabilidades. Como exemplo basta citar a FDA dos Estados Unidos, tão temida e selo de qualidade.

Essa hipótese de confrontação entre política e ciência dá margem a uma meditação mais profunda, que é se existe antagonismo entre elas, e a uma indagação mais instigante: a política é uma ciência? Esta felizmente já é uma questão superada.

Mas sempre me levou a refletir sobre os benefícios da política e da ciência para a Humanidade. A base da ciência é a experimentação e a observação; a da política, a busca de meios, métodos e caminhos de se fazer a felicidade do povo, resolver seus problemas e, sobretudo, assegurar a paz mundial. Harmonizar conflitos e encontrar soluções que sejam regras e formar objetivos de convivência humana e entre os povos. O abandono da força e a busca de decisões em que o povo tenha participação cada vez maior.

Daí o papel de base da política é o de ser a guardiã da liberdade. Através dela assegurar os direitos humanos. A síntese desse conceito está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita sob o choque da 2ª Guerra pela ONU, redação admirável, cujos fundamentos vêm da Revolução Gloriosa inglesa, da Revolução Francesa e da Revolução Americana:“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.”

Ela fixa liberdade de pensamento, direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais e de autodeterminação, inclusão digital.

Os políticos ao longo dos milênios civilizaram a humanidade e deram condições a que a ciência se desenvolvesse. Mas é com a maior franqueza que temos que reconhecer que a ciência prestou muito mais serviço à qualidade de vida e à sobrevivência da Humanidade do que todos os sistemas políticos inventados e desenvolvidos pelos políticos.

Hajam vista as vacinas, que evitaram que as doenças desconhecidas acabassem com a vida na face da Terra.

Qual político ou sistema político fez para a Humanidade tanto quanto fizeram Fleming descobrindo a penicilina; Sabin, a vacina contra a paralisia infantil; Pasteur, descobrindo bactérias e microrganismos.

Assim, se o lema da Pfizer não fosse verdadeiro e ali fosse escrito “A ciência perderá”, o mundo não poderia ler aquela afirmação. Todos estaríamos mortos.

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O consórcio falido

Filho de Jackson Lago divulga artigo com críticas brutais contra Flávio Dino. Entre outras acusações, Igor Lago diz que Flávio Dino entrou na política com voto de cabresto em 2006.

Após ter sido eleito no voto de cabresto para deputado federal em 2006, Costa Dino estreou na política maranhense como afilhado do então governador Zé Reinaldo, que tentara fazer dele o mais votado. Contudo, teve que conformar-se com o quarto lugar. Seu mandato? Ficou mais a serviço dos interesses corporativos jurídicos do país que a serviço do povo que o elegeu. Em 2008 foi candidato à prefeitura de São Luís com o apoio de quase todos no segundo turno (família Sarney e seu Império de comunicação, prefeito Tadeu Palácio e a “presidenta” Dilma), mas perdeu para o ex-governador João Castelo, que tinha além de sua força político-eleitoral própria, a simpatia do então governador Jackson Lago.

Em 2010 foi candidato ao governo após ter sido atendido em uma de suas exigências, a cooptação de uma sigla partidária para aumentar e equiparar seu tempo de televisão e rádio ao do candidato Jackson Lago, que recebeu daquele um dos piores ataques em sua trajetória política, o de ser chamado de Ficha Suja, o que não era verdade. O imbróglio jurídico prejudicou o ex-governador em sua última e memorável campanha eleitoral. Não houve segundo turno, como todos sabemos.

Em 2012, tinha tudo para concorrer à prefeitura da capital, mas a essa altura já achava o Palácio La Ravardière muito pequeno e inventou um estória que ficou conhecida como “O Consórcio“, que reunira quatro nomes, dos quais três foram enganados porque a escolha já havia sido feita em Brasília em reunião cujos participantes foram o pai do candidato EHJ, o próprio, o dono do PDT nacional e seu pupilo (que precisava de um mandato para obter o Foro Privilegiado) e o venturoso do qual tratamos neste texto. Deu tudo certo, pois ganharam as eleições prometendo mundos e fundos para a pobre cidade rebelde.

Em 2014, com o desgaste político e administrativo da família Sarney, que após desconcerto interno do próprio grupo, apresentou um candidato frágil e sem potencial de concorrência, Costa Dino parecia sentir falta de alguém mais forte para brigar e vencer no debate, foi eleito sem emoção e brilho! Na posse prometeu uma revolução, mas o que se viu e se vê é uma volta ao atraso nos costumes políticos e administrativos no estado que lembram os tempos do vitorinismo. Governando o primeiro mandato com mão de ferro e asfixiando todo tipo de oposição reelegeu-se, esquecendo da revolução prometida, como até de seu programa Mais IDH.

Em 2016, com o uso e abuso da máquina estadual, tratorando o adversário municipal de então, interferiu favoravelmente na reeleição do atual prefeito ludovicense. Agora, mais uma vez, de forma soberba, o que parece fazer parte de sua própria natureza, impôs a ideia do Consórcio de candidatos à prefeitura de São Luís. A campanha e os interesses envolvidos, especialmente aqueles que tratam de 2022, dividiu e expôs o grupo. O Rei está nu!

Aos olhos de hoje, o seu candidato está contando os dias para a derrota que será menos dele e mais do Palácio dos Leões. E, como a política está mais efêmera e volátil com os novos protagonistas, o governador está amargando o sentimento de traição às suas determinações, principalmente dos que tiraram e tiram proveito de seu governo até aqui, inclusive daquele que elegeu senador em detrimento de seu próprio padrinho político. Nada como um dia após o outro!

Igor Lago Médico ludovicense radicado no interior de São Paulo.

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Por que tantas pessoas incompetentes disputam eleições?

Entenda como a “democracia” e um sistema que beneficia a representatividade de grupos abriu as portas para um exército de incapazes nas eleições.

O fotógrafo Ribeiro Jr, leitor assíduo do blog, me fez uma indagação interessante sobre as eleições 2020. “Linhares, por que tantas pessoas incapazes e desconhecedoras da lei são candidatas?”. Pergunta extremamente pertinente.    

Pois bem, cabe primeiramente uma ressalva. O sistema de eleição proporcional no Brasil que dita a escolha de nossos parlamentares (deputados e vereadores) foi feito de forma a garantir a representação de minorias. Não são pessoas que concorrem, mas grupos. Todos os votos da coligação/partido são computados na obtenção dos resultados. Não é o mais votado o eleito, mas o grupo que consegue atingir o coeficiente eleitoral (total de votos válidos dividido pelo número de vagas na Câmara Municipal).

Em 2020 estima-se que esse número fique entre 14 e 17 mil votos. Dessa forma, pelo sistema brasileiro, um grupo de 20 pessoas que junto obtenha 15 mil votos irá ter uma vaga. E essa vaga será ocupada por aquele que, entre eles, for o mais votado. Se o sistema consistisse na eleição dos mais votados, teoricamente as minorias nunca teriam a oportunidade de eleger seus representantes. Logo, a legislação garante representatividade dos mais diversos grupos representatividade e não de indivíduos.

Essa situação criou a figura conhecida como “bucha” no sistema eleitoral brasileiro. Candidatos que integram as coligações para fazer número e garantir aos seus grupos. Com isso, ao longo dos anos foi sendo incentivada a candidatura de pessoas que, mesmo sem nenhuma condição objetiva de exercerem o cargo de vereador, pudessem engordar o resultado final das eleições.

É claro que a própria democracia em si permite a abertura de oportunidade a todos e, em consequência, aos incapazes. Ora, se a maioria da população não tem a mínima noção do trabalho de um vereador e a democracia permite que esses também disputem em nome da “igualdade”, candidaturas de pessoas incapazes são uma consequência mais do que esperada.

Dessa forma, a natureza genérica da democracia e a necessidade de números para as coligações acabaram criando o ambiente propício ao show de horrores que observamos hoje nas eleições. Uma turva de ignorantes que não sabem explicar de forma conceitual a diferença entre Legislativo e Executivo disputando vaga na Câmara de Vereadores.

Acha que isso deveria mudar? Então você é “antidemocrático”.

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O eleitor evangélico é o mais manipulável do Maranhão?

Postura de ALGUNS pastores durante período eleitoral, que param de fazer religião para mergulhar de cabeça em campanhas, reacende discussões sobre tentativa de manipulação de evangélicos.

As eleições de São Luís reativaram uma discussão que vem ganhando força no Maranhão nos últimos anos: o eleitorado evangélico é manipulável? Igrejas transformaram-se em currais eleitorais?

Antes de continuar, é preciso dizer algumas coisas. Defender a palavra de Deus e aceitar tudo o que um pastor diz não é a mesma coisa. A figura do pastor é mundana, ele não é uma divindade. E, dessa forma, é tão suscetível às tentações que todos estamos. E, alguns deles, caem em tentações como nós também caímos. Pastores não são perfeitos e nem infalíveis.

Já o fiel, o evangélico que acorda cedo, cumpre suas obrigações sociais e com Deus é digno e o mais próximo que alguém pode chegar de Deus. Só que nem mesmo o mais fiel à palavra de Deus é imune a mentira e enganação. A fé garante o Reino dos Céus e o amor de Deus, mas não nos torna imunes às enganações da vida mundana. Então, você evangélico que lê esse texto agora, faça uma reflexão sobre as coisas que irá ler. Não sobre os sentimentos que sentiu ao ver o título. Os alvos dessas críticas são aqueles que se aproveitam da sua fé, não você! Você pode ser uma vítima.

Voltando…   

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A América não é uma democracia (e isso é ótimo)

Leia o artigo e descubra porque o sistema político nos EUA é infinitamente mais justo e seguro do que aquilo que se convencionou chamar de “democracia”
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Braide inexplicável

Encontro um cidadão que não sei bem direito a sua profissão, mas foi meu aluno, no velho Colégio Maristas, e veio arrotando sapiência histórica, francamente incomodado com a minha matéria, quando aventei a hipótese do deputado Braide se juntar, no mesmo patamar da maior tríade de liderança política da ilha: Cafeteira, Castelo e Jackson.

Tentou depreciar o deputado Braide, trazendo o ex-deputado Neiva Moreira para uma injustificável e mentirosa comparação. Sem querer discutir a memória do Neiva que foi um grande político e teve atuação decisiva em muitos momentos, não dei trela ao falastrão, mas comparar um Neiva Moreira, como liderança popular, a um Cafeteira, é demais, entretanto, em favor da verdade, esse citado falastrão ventrilocava a voz de outrens e o inconformismo não era comigo, era com o sucesso do deputado Braide.
O diabo é que esse apelo popular ao deputado é inexplicável, pelo menos para mim e explico o porquê. Uma maneira fácil e rápida de ter apoio é comprando corações e mentes, com dinheiro, normalmente dinheiro bandido. Pelo que me conste, o deputado Braide ainda não meteu a mão no bolso e não a meterá. Nenhum eleitor do deputado Braide necessitara ser convencido com dinheiro. Ninguém será corrompido com o vil metal.
Outra maneira boa de se eleger é ser o queridinho de algum palácio e, no caso dessa eleição, há três palácios relevantes: Planalto, Leões e La Ravadière.

Em Brasília, o deputado Braide não pode ser alcunhado de bolsonarista, tampouco esquerdista, pelo contrário, tem tido uma postura consciente, não radical, como é o seu estilo, pelo bem do Brasil. Certamente não é e nunca será um pau mandado do Palácio do Planalto.

No Maranhão e, especificamente, São Luís, ninguém olha o deputado Braide como inimigo, nem do governador Dino e nem do prefeito Holanda, mas, para o bem dessa cidade, nunca será um serviçal político, quer do governador, quer do prefeito.

Quem ganha com isso, creio, é o cidadão de São Luís, pela perspectiva de ter um prefeito descompromissado com acordos rasteiros e compromissado, exclusivamente, como progresso dessa maltratada ilha. Ademais, poderá, pelo bem do povo dessa cidade, ser parceiro tanto do governo estadual, como do governo federal. De novo, o povo de São Luís será premiado.
Continuo com a minha perplexidade. A família Braide tem outros nomes na política, mas não constituem um clã hegemônico, o deputado, no máximo, é um brigador por emendas parlamentares, principalmente em ações meritórias para saúde (que o diga o Hospital Aldenora Belo e Santa Casa do Maranhão), mas isso é muito pouco para enfrentar a força política de qualquer palácio.

O debate é outro ponto interessante. Ninguém espere do candidato Braide, em um debate, frases fortes, de efeito, agressivas, impactantes para pôr em dificuldade os adversários. Ninguém espere críticas agressivas e, principalmente, mentiras contra qualquer outro candidato, coisas absolutamente comuns em quem almeja cargos políticos.
É impossível um achincalhe da boca do deputado Braide e, pelo que vejo, o deputado Braide não aceitará nenhuma provocação de qualquer concorrente e, mais ainda, provocação de parte de algum trânsfuga político, desses que alugam a sua pena, sua boca e seus neurônios para agressões e sacanagens.

A propósito, mesmo sem saber se o deputado Braide lerá esse escrito, o aconselho a não aceitar nenhuma provocação de qualquer um dos costumeiros desqualificados, useiros e vezeiros dos momentos eleitorais. Não os responda, deixe isso para as pessoas conscientes fazerem e a melhor resposta, inclusive, é o voto.

O estilo deputado Braide, futuro Prefeito Braide é da paz e da concórdia, da proposição em vez de guerra, da educação em vez de atrito. Tudo isso poderia, em outro, significar perda de votos, de liderança, em Braide, não é.
E caso dependesse dos chamados políticos de nome, o deputado estaria perdido, do mesmo modo o deputado Braide não tem influência em nenhum sistema de rádio, jornal e TV, então, como não sei explicar, pergunto, agora, para você, caro leitor: qual o segredo desse deputado Braide, para estar tão vivo no coração do povo?

Como tudo isso foge da simples lógica, busco resposta na palavra fé, que explica o inexplicável. Como a fé tem uma absoluta afinidade com oração, creio que tem muitos e muitas orando por ele, pensando assim, a explicação tem aspecto de um milagre, eu creio em milagres e acho que o deputado Braide crê também.

Tenho dito.

João Bentivi é médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

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Uma experiência que falhou: Os lockdowns têm que acabar

Embora os custos econômicos e sociais tenham sido enormes, não está claro se os bloqueios trouxeram benefícios de saúde significativos

Os lockdowns normalmente são retratados como precauções prudentes contra a Covid-19, mas certamente são o experimento mais arriscado já conduzido com o público. Desde o início, os pesquisadores alertaram que os lockdowns podem ser muito mais mortíferos do que o coronavírus. Pessoas que perdem seus empregos ou negócios são mais propensas a ter overdoses fatais e suicídio, e já há evidências de que muitos mais morrerão de câncer, doenças cardíacas, pneumonia e tuberculose e outras doenças porque o bloqueio impediu que suas doenças fossem diagnosticadas precocemente e tratadas da forma correta.

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A quase morte mais para morte do que para quase*

“O gosto da morte na minha boca deu-me perspectiva e coragem”. Nietzsche

No dia 14 de julho fui submetido às pressas a uma cirurgia cardíaca. Tive uma espécie de ruptura da principal via cardíaca. Risco de morte absurdo e aumentando a cada hora sem a intervenção cirúrgica. Sentia medo de morrer, tinha orgulho da vida breve que vivi e lamentava muito pelo meu filho que iria crescer sem mim. Chorei, sorri, refleti.

No último dia 14 de setembro voltei ao trabalho. Nesse fim de semana, mais especificamente no dia 19 de setembro, é datado o Dia Mundial de Conscientização da Dissecção de Aorta (o problema que tive). Acredito que passados dois meses de muita dor e angústia e em meio ao simbolismo do calendário, este é o momento mais pertinente para escrever sobre o assunto.

Pois bem, desde o nascimento do meu filho eu costumava me gabar de uma sensação que, literalmente, fazia sentir o sangue dentro do meu coração quando ao lado dele em algumas ocasiões. “Eu sinto o sangue no meu coração quando estou com o meu filho”, escrevia nos stories completamente ignorante da situação.

Não se tratava apenas de amor de pai para filho, mas de uma mistura de um problema genético chamado Síndrome de Marfam e proteção divina. E, por favor, não me peçam para conter ou limitar as palavras. O fato é que eu quase morri. E não foi aquela quase morte mais para quase do que para morte. Definitivamente foi mais para morte do que para quase.

Bem, entre meus momentos de reflexão tive mais certezas do que dúvidas. Arrogância? Não, não creio. A valorização de valores como amor, integridade, honestidade e gratidão deveriam ser certezas absolutas no mundo em que vivemos. Sabemos que não são. Da mesma forma de que tenho, faz tempo, a certeza de que não sou um santo e que, caso me fosse dada uma outra chance (sim, já tive outras), deveria pegar essas certezas e fazê-las mais presentes no meu comportamento.

Então, agora é hora de exercitar minha gratidão. A Deus eu agradeço todos os dias. Aqui eu gostaria mesmo de agradecer aos homens, mulheres e as coisas que me ajudaram a superar a morte.

Primeiramente ao Hospital UDI, rebatizado para Rede D’or São Luís, e ao Plano de Saúde Bradesco. A velocidade do plano em autorizar o procedimento foi fundamental, bem como o empenho da diretoria da Rede D’or. Eles possibilitaram as ferramentas que outros usaram para salvar minha vida. Na pessoa do diretor Augusto César Passanezi, obrigado.

Agradeço aos médicos que me atenderam nas pessoas dos cirurgiões Vinicius Nina e Marco Aurélio. Aos enfermeiros, técnicas, zeladoras, fisioterapeutas, camareiras, copeiras e todos os que trabalham naquela UTI eu gostaria de agradecer nas pessoas dos enfermeiros Fábio e Marcos Fortes. Depois de Deus, eu devo a vocês a minha vida. Muito obrigado, pessoal.

Também sou muitíssimo grato aos que mandaram mensagens de apoio, visitaram, ligavam todos os dias, faziam videochamadas e colocaram-se à disposição e agiram de forma direta ou indireta pela minha recuperação. Todos os que sem saber, e os que sabendo, acabaram garantindo um pouco mais de vontade de viver ao meu corpo combalido e meu espírito arredio. Fernando, valeu muito mesmo!

Não morri, estou vivo. Estou vivo, filho. Te amo muito. Mais que tudo. Estou aqui por você. 

*Publicado originalmente na edição impressa de O Estado do Maranhão do dia 19 de setembro de 2020

Eleições 2020

Voto consciente: não reeleja nenhum vereador em SLZ

Por 35 anos Câmara de Vereadores foi esquecida pela sociedade civil, classe política e imprensa tornando-se um adereço em São Luís. Em 2020 está na hora do eleitor começar a mudar essa realidade não reelegendo ninguém.
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