Blog do Linhares

Artigos
Deu ruim

Lava Jato foi golpe da esquerda (PSDB) contra a esquerda (PT) que deu certo para o Brasil ao dar errado para ambos

Sergio Moro e Deltan Dallagnol minimizam decisão de Fachin que pode implodir operação capitaneada pelos dois. Postura dos dois mostra que resultado da operação (queda do PT e ascensão da direita conservadora) não era o esperado. Sendo assim, melhor que tudo seja desfeito.

As declarações de Sérgio Moro e Dental Dallagnol minimizando os efeitos devastadores da decisão do ministro Edson Fachin na Lava Jato são apenas um capítulo da série de ações que levanta uma grave suspeita contra a Lava Jato. A operação pode ter sido orquestrada desde o início para levar tucanos à Presidência da República. Ao longo do caminho deu errado ao dar certo e acabou fazendo a direita chegar ao poder.

NEGAÇÃO DO PRÓPRIO TRABALHO

Tanto Moro quanto Deltan fingem não enxergar o óbvio: a Operação Lava Jato foi alvejada de morte por Fachin. Deltan, sempre tão agressivo em suas declarações, portou-se com uma passividade incomum ao comentar a decisão. Disse que a forma como Fachin trata a operação, caso seguida pelos demais ministros, levaria a Lava Jato “mais longe”.

A soltura de Lula pode desencadear uma série de anulações que irá acabar com a Operação. O que deveria ser recebido, no mínimo, com temor está sendo tratado com naturalidade. Por que?

Sergio Moro também saiu em defesa do ministro que anulou seis anos do seu trabalho na operação. Disse que aos insatisfeitos não cabe qualquer protesto, apenas “recursos”. Recorrer ao STF após ele destruir a operação para que ele salve a operação? É sério?

As mensagens vazadas no Operação Spoofing revelam o empenho do Ministério Público em colocar a quadrilha de ladrões chefiadas por Lula na cadeia. A situação foi usada por petistas para chancelar a tese de que a força tarefa estaria à serviço de Jair Bolsonaro.

No entanto, o desprezo de Dallagnol e de seus comandados por Jair Bolsonaro também é evidente nas mensagens. O procurador refere-se a Bolsonaro como “Bozo” em diversas ocasiões.

O mesmo peso das palavras usadas contra o Lula, PT e Bolsonaro não era visto contra o PSDB. Pelo menos até agora. Dessa forma, não é errado imaginar que desde o começo a Lava Jato foi uma operação tutelada por esquerdistas contra esquerdistas que acabou implodindo ambos os lados e ajudando Bolsonaro a chegar ao poder. Agora os mesmos esquerdistas que se digladiavam estão unidos para exterminar a operação e transformar no seu maior alvo, o ex-presidente Lula, no salvador da esquerda nacional.

Artigo

A idiotia epidêmica transformou ignorância em virtude

As escolas ficarão fechadas até que apareça uma vacina contra vadiagem

No segundo semestre de 2001, Silvio Santos teve uma ideia que certamente engordaria a pontuação do SBT no Ibope: apresentar um Show do Milhão com a participação exclusiva de políticos conhecidos nacionalmente. Reuniu a equipe responsável pela produção do programa e ordenou que fossem convidadas apenas figuras com fama de sabido, pose de primeiro da classe ou memória de elefante-africano. O senador piauiense Hugo Napoleão, por exemplo, sabia identificar de bate-pronto as bandeiras de todos os Estados brasileiros. Não podia ficar fora. O governador fluminense Anthony Garotinho sabia cantorias religiosas ignoradas por 99 em cada 100 devotos da igreja que frequentava. Outra presença obrigatória. E o internacional Paulo Maluf sabia o nome completo de todos os ibns e sauds da família real saudita. Com gente desse calibre, estava assegurado o sucesso do especial exibido na noite de 30 de dezembro.

“Espero que os telespectadores compreendam que eles são célebres, famosos, mas não são obrigados a saber tudo”, preveniu Silvio Santos antes de apresentar, uma a uma, as 12 sumidades em conhecimentos gerais que sorriam para o Brasil. Mas excluiu Maluf da advertência com a ressalva superlativa: “O doutor Paulo tem uma cabeça brilhante”. Desconfiou que havia exagerado quando o craque fugiu da primeira pergunta. “Na linguagem tupi, abaçaí é o mesmo que a) amigo do peito, b) abraço apertado, c) espírito maléfico ou d) fruta saborosa?” A opção certa era a C. Maluf caprichou no sorriso superior enquanto contornava a pedra no caminho.

“Olha, eu confesso que a língua tupi não é bem o meu forte”, desconversou a estrela de um dos quatro grupos formados pelos candidatos. “E eu não posso prejudicar meus companheiros.” Foi socorrido pelo lembrete do apresentador — “Você pode pular” —, que o livrou da enrascada. “Vou pular, não quero prejudicar”, escapuliu Maluf. “Vai pular?”, estranhou Silvio Santos. “Vou pular”, confirmou o gênio de araque. “Próxima pergunta, valendo 20 mil reais”, foi em frente o apresentador. “Quem escreve a respeito da vida dos santos é conhecido como a) sacrário, b) hierônimo, c) santório ou d) hagiólogo?”. Maluf devolveu a bola de primeira: “Três: santório!”, animou-se. “Está certo disso, posso perguntar?”, conferiu o apresentador. “Pode”, autorizou o falso brilhante. “Valendo 20 mil: qual é a resposta?”, perguntou Silvio olhando um painel onde reluzia a opção acertada. “Não, Maluf. É hagiólogo.” O sorriso amarelo do candidato contrastou com a gargalhada do apresentador.

“Você derrubou a equipe!”, repreendeu Silvio. “Agora você vai pra lá, vai pra lá”, repetiu, apontando o fundo do palco. “Você derrubou seu time!” Além dos R$ 20 mil já obtidos pelos parceiros de Maluf, a equipe perdeu a chance de ganhar R$ 1 milhão (em barras de ouro). Ninguém reclamou. Fora o deputado paraibano Marcondes Gadelha, que preferiu parar em R$ 500 mil, todos naufragaram. Maluf dividiu com Anthony Garotinho os risos debochados que a plateia reservou ao pior da classe. “Em casa ele acerta todas, a gente não perde o Show do Milhão”, balbuciou Rosinha Matheus ao ver o marido afundar, com apenas R$ 15 mil, na oitava das 16 perguntas previstas. O governador do Rio começou a tenebrosa travessia pulando as duas primeiras. Não sabia em que década surgiu a pílula anticoncepcional, nem o que significava o W. de George W. Bush. Desvendou sozinho os dois mistérios seguintes. Pediu ajuda para livrar-se de outros três. Um deles: qual é a fórmula da água? Três jornalistas sopraram-lhe a resposta: H2O. Foi eliminado ao colidir com o oitavo obstáculo.

A profecia de Nelson Rodrigues se cumpriu: os idiotas estavam por toda parte

Os telespectadores ficaram espantados: se aquele bando de marmanjos não precisava saber tudo, também não precisava saber tão pouco. Os convidados ficaram inquietos: se o naufrágio numa prova de conhecimentos elementares influenciasse a decisão do eleitorado, nenhum deles arranjaria emprego nas urnas de 2002. Fiquei impressionado com as cenas de imbecilidade explícita, mas consolei-me com a ostensiva decepção do público. Pelo visto, ainda aparecia mal no retrato gente que não soubesse o que sabe um aluno do jardim de infância com mais de dez neurônios. Não demoraria a descobrir que naquele Brasil redesenhado pela ascensão das cavalgaduras a ignorância deixara de ser defeito. Já começara a virar virtude, anunciou a chegada à Presidência da República de um analfabeto funcional que não aprendeu a escrever direito e nunca leu um livro da primeira linha ao ponto-final. Não por falta de chances, mas pela preguiça que sempre sobrou. Passados 13 anos, a profecia de Nelson Rodrigues se cumpriu: os idiotas estavam por toda parte.

Estudar e aprender tornaram-se verbos conjugados pela elite golpista, gente de olhos azuis irremediavelmente racista, misógina e homofóbica. Falar a linguagem culta é coisa de reacionário pedante. Para quem efetivamente ama os desvalidos, é pura música ouvi-los dizer “Nós pega os peixe”. Os democratas de abaixo-assinado controlam o orgasmo quando um favelado murmura “menas”. Num país desgovernado por cinco anos e meio pela nulidade que nunca disse coisa com coisa, nada tem de surpreendente a quarentena criminosa das escolas e universidades. Estudantes e mestres fariam um papelão num Show do Milhão, o Retorno. Isso se incontáveis professores se livrassem de uma doença rara: a exaustão provocada por excesso de descanso. Mas certos defeitos de fabricação não têm conserto. E não existe vacina para o vírus da vadiagem.

Estratégia

Direita precisa destruir o PSDB nas eleições de 2022

Farsa tucana de disputar eleições com discurso de direita para defender pautas de esquerda na política. O PSDB tem que ser empurrado para a disputa pelo eleitor que ele verdadeiramente representa: o eleitor de esquerda.

Por muito tempo o brasileiro foi enganado pela falsa oposição entre PSDB e PT. Tucanos e petistas encarnaram a mentira de que ambas as correntes eram antagônicas ideologicamente. Passados alguns anos após a decadência do petismo, o PSDB não se fez de rogado e assumiu o papel de uma das forças que sustentam o que restou da esquerda.

O PSDB foi o maior responsável pelo represamento das forças conservadoras/liberais do Brasil nas últimas décadas. Tucanos usurparam bandeiras da direita durante as eleições para bani-las da política após eleitas.

No atual cenário de redemocratização do país em que o absolutismo ideológico da esquerda que comandou o país nos últimos 40 anos começa a dar lugar a um ambiente plural, é imperativo aos movimentos conservadores/liberais o combate ao PSDB.

É preciso colocar no peito dos tucanos o crachá de abortistas, esquerdistas, isolacionistas, ateus, intervencionistas, petistas e de todo o ideário que o PSDB escondeu da população ao longo das décadas para poder fingir ser de esquerda.

A escolha do eleitor é soberana. A democracia é soberana. E se tucanos mantiverem suas posições após serem desmascarados, deve-se aceitar. Contudo, não deve sobrar a mínima dúvida no eleitor sobre a natureza do PSDB. Tudo o que puder ser dito deve ser dito pelo menos 100 vezes. O povo que decida após estar ciente.

Esse círculo vicioso de ser eleito por direitista para defender pautas esquerdistas deve ser quebrado. O PSDB tem que ser empurrado para a disputa pelo eleitor que ele verdadeiramente representa: o eleitor de esquerda.

Muito mais do a reeleição de Jair Bolsonaro, o aumento da bancada conservadora/liberal é indispensável. Sem uma bancada liberal/conservadora definida na Câmara de Deputados e assembleias legislativas, o levante da direita é quebradiço e pode retroceder rapidamente.

E essas vagas não serão tiradas da esquerda ou do centrão. Pelo menos não ainda. O aumento da bancada verdadeiramente de direita deve ter como alvo principal as vagas dos tucanos!

Todo deputado federal ou estadual do PSDB deve ser exposto como aquilo que é: um esquerdista. “Ah, mas existem filiados do PSDB que não concordam com o partido”. Que deixem a legenda! Que limpem suas fichas políticas!

Com uma bancada de quase 40 deputados federais, o PSDB goza de tempo na televisão e recursos partidários que são utilizados contra os movimentos liberais/conservadores deste país com todo o empenho possível. Esses recursos são oriundos dos votos dos eleitos. Como aceitar que liberais/conservadores ajudem a manter mais uma estrutura esquerdista elegendo-se pelo PSDB?

A direita não pode permitir que tucanos, mais uma vez, enganem o eleitor e coloquem-se como opositores da esquerda. Não podem permitir que parlamentares de esquerda sejam eleitos roubando o discurso que irão abandoar assim que assumirem seus mandatos.

No parlamento, estrategicamente, o grande inimigo a ser abatido nas eleições de 2022 são os falsários do PSDB. É preciso desmascará-los. É preciso deixar claro com a maior campanha conservadora que se puder produzir: eleitor de direita que quer eleger político de direita não vota em tucano.

A marcha dos conquistadores?

Foto dos senador Weverton Rocha ao lado do guru político do governador Flávio Dino é registro político mais emblemático da história recente do Maranhão. Aliança Jerry/Weverton torna eleição de Carlos Brandão mais improvável ainda.

A foto do senador Weverton Rocha (PDT) ao lado do deputado Márcio Jerry (PCdoB) é o presságio de um massacre. A pose dos dois, como se marchassem na frente de um exército viking rumo aos muros de uma cidade desprotegida, deve ter causado calafrios no já combalido vice-governador Carlos Brandão.

A aliança entre Weverton e Jerry (maior conselheiro político do governador Flávio Dino) tem significados que vão muito além do que se pode observar. A foto, e isso é minha opinião, é o maior registro político da história recente do estado. Nem mesmo a forçada de barra naquele famigerado encontro amoroso/político no banco da Praça Pedro II em 2020 carregou tanto simbolismo. Vamos deixar os namoricos para lá e voltar a falar de coisa séria.

Essa foto mostra que, muito provavelmente, enquanto Carlos Brandão brincava de acusar os outros de traidores no fim do ano passado, Weverton Rocha já pensava vários lances na frente. E quando Brandão chegava, sempre chegava atrasado para assistir a derrota que já acontecera.

Tudo o que Flávio Dino mais precisa neste momento é de conciliação. Qualquer centímetro de beligerância que desemboque nos acontecimentos que o levaram a ser derrotado nas eleições de 2020 deve ser evitado.

O senador hoje tem o apoio do presidente estadual do PCdoB, presidente da Assembleia, do prefeito de São Luís, da maioria dos prefeitos do interior, da maioria dos deputados federais e estaduais… Brandão tem Duarte Jr e Josimar de Maranhãozinho.  

Weverton aparece marchando ao lado de aliados, Carlos Brandão segurando microfone e tendo surtos de justiçamento político. Precisa de algo mais?

A elegância da brutalidade com que Weverton Rocha trucida o adversário também chama a atenção. Sempre com voz baixa, humilde, mandado indiretas por meios de camisas, pregando união enquanto esquarteja de forma voraz os planos políticos do vice-governador. OU alguém tem coragem de discordar da violência política que foi essa foto?  

Um ano antes da eleição o inimaginável aconteceu: Weverton não só colocou Brandão na defensiva, enfiou em um espeto e colocou em cima do balcão enquanto coloca o carvão na churrasqueira e espera Márcio Jerry levar o isqueiro.

Eleições 2022

Abstrações e falatório não irão fazer de Carlos Brandão um vencedor

Conversa fiada tenta transformar derrotas de Carlos Brandão em vitórias… Vice-governador corre o risco de comparecer na posse em 2023 caso termine derrotado em 2022.

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) ainda é, pelo menos até agora, o favorito na sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB). Após sofrer pequenos revezes motivados por sua ansiedade, parece que ele não aprendeu a lição. Pior que isso, parece que alguns entusiastas do homem querem fazê-lo acreditar que perder é ganhar e ganhar é perder.

O mais esperado lance na sucessão de 2022 será a posse do vice-governador Carlos Brandão em meados do ano.  Nada será de grandeza superior a isso. Nada! Retiradas desta possibilidade, obviamente, a capacidade do próprio Brandão e do senador Weverton Rocha (PDT) de implodirem suas candidaturas de sabotar a si mesmos. E parece que hoje em dia essa perspectiva acomete apenas um dos dois.

Após ver seu clamor por Duarte Jr resultar em derrota nas eleições de São Luís, depois de perder a eleição da Câmara Municipal sem disputar e após um encontrar o massacre que procurou nas eleições da FAMEM, parece que Brandão recorreu a argumentações obtusas para fazer de seus fracassos vitórias.

Dizem que ao perder a eleição da FAMEN, Carlos Brandão saiu de 0 prefeitos 96. Como se todos estes prefeitos não tivesse, nenhum deles, escolhido Fábio gentil pelo próprio Fábio Gentil, ou por influência do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, ou pelo fato de que Brandão ocupava o cargo de governador.

Contudo, a maior sandice dita até agora foi a de que, nas eleições de São Luís, Brandão venceu com a derrota do seu pupilo e Weverton perdeu com a vitória de Eduardo Braide (Podemos). Weverton selou o apoio do prefeito da capital maranhense e cidade mais populosa do estado nas próximas eleições. É preciso dizer algo mais, meu Senhor Jesus Cristo?

Carlos Brandão deve ter cuidado. Se der ouvidos a esse tipo de análise canastrona, talvez apareça na posse em janeiro de 2023 após ser derrotado em 2022. Será uma cena humilhante. A mais humilhante de todos os tempos.

Quem ganha, ganha! Quem perde, perde! Como diria o outro lá: simples assim!

Imprudente

Carlos Brandão vence a si mesmo no duelo com Weverton

Ao invés de ter prudência e esperar pelo dia em que será governador do estado, vice entra em concorrências infundadas, disputas perdidas e desgasta a própria imagem quando atos de desespero deveriam partir do adversário.

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) trava uma batalha aberta contra o senador Weverton Rocha (PDT) pelo governo do estado em 2022. Até agora, graças ao próprio Brandão, Weverton acumula três vitórias significativas contra o adversário. Acontece que uma análise simples revela que todos os triunfos do senador foram originados de ações atabalhoadas do próprio vice-governador.

DERROTA EM SÃO LUÍS

Enquanto Weverton Rocha tem na capital maranhense o maior reduto eleitoral do seu partido, o PDT, Carlos Brandão é um anônimo na política local. As eleições de 2020 eram fundamentais para Weverton, que perdeu as eleições ao apostar em Neto Evangelista. Já Carlos Brandão embarcou, quase que de corpo e alma, na campanha do correligionário Duarte Jr.

Era sabido que muito dificilmente Eduardo Braide sairia derrotado. E isso principalmente quando o consórcio de candidatos formado pelo governador Flávio Dino não conseguia decolar poucas semanas antes da eleição. Todas as esperanças posteriores eram baseadas em ilusões.

Acontece que a simples ida de Duarte Jr ao segundo deveria ter sido festejada por Brandão como uma vitória sobre Weverton. Ali o vice-governador deveria ter anunciado a vitória sobre Weverton e deixado o pleito. No entanto, ao invés disso, o vice governador jogou Weverton Rocha no coloco do favorito Eduardo Braide e ao trouxe para si a derrota de Duarte Jr.

CÂMARA MUNCIPAL

Poucos dias após a derrota que trouxe para si nas eleições de São Luís, Brandão ensaiou um levante contra a reeleição de Osmar Filho, membro do PDT de Weverton, na Câmara Municipal. Além de disputar a reeleição sentado na cadeira, Osmar contava com o apoio da franca maioria dos vereadores e do prefeito recém-eleito, Eduardo Braide. E mais uma vez Brandão foi derrotado em uma disputa que não tinha a mínima condição de vencer e, muito pior, que em nada iria ajuda-lo.

FAMEM

Na eleição da mesa diretora da Federação dos Municípios Brandão plantou a mais humilhante de suas derrotas até agora. Uma entidade que não tem peso político, completamente dominada por seus adversários, enfrentando um presidente excelentemente bem avaliado e apoiado por políticos de peso como o presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB).

Em termos comparativos: Erlânio Xavier, candidato a reeleição na FAMEM, era infinitamente mais favorito do que Eduardo Braide era no ano passado. E, assim como em São Luís, a entidade não tem qualquer ligação com Brandão.

O vice-governador faz a opção por conflitos em campos alheios ao seu território político. Enquanto o governador Flávio Dino tirava férias, Brandão aproveitou a estadia no cargo de mandatário do governo para disputar, e perder, a eleição na FAMEM.

Infinitas eram as possibilidades nestes dias. Brandão, inclusive, viu Eduardo Braide nadar sozinho no mar de oportunidades que o início da vacinação proporcionou.

ATRAVESSA A RUA PARA PISAR EM CASCA DE BANANA

Carlos Brandão possui o maior trunfo objetivo que um ser humano pode ter nas eleições de 2022. Irá disputar a eleição sentado na cadeira de governador. A ele cabe apenas esperar. O desespero, que logicamente deveria ser externado por Weverton, foi assumido por Brandão. E a simples observação atesta essa tese.

O vice-governador não precisa mover nenhuma peça em terreno inseguro. O tempo é seu aliado e a certeza lhe é assegurada. Quem tem que fortificar-se até o pleito é o senador Weverton Rocha, quem tem que arriscar-se é ele. As provocações deveriam partir de Weverton. A imprudência, necessária por conta do momento, também.

Só que, por uma insegurança inexplicável, quem assumiu esse papel foi Carlos Brandão. A impressão que se tem é que Brandão acredita que quem irá assumir o governo em 2022 após a vacância Flávio Dino de Weverton. E assim ele vai perdendo, perdendo, perdendo e enfraquecendo a sua maior arma. Brandão conseguiu desgastar seu governo um ano antes dele acontecer.

Política

Por que a direita não conseguiu eleger vereador em São Luís?

Mesmo com votações acima da média e eleitorado propenso a eleger vereador conservador, nenhum candidato conseguiu eleger-se em São Luís. Entenda as razões do fracasso.

Em 2018, mesmo sem nenhum apoio político de peso ou estrutura de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) obteve 224.108 votos no 2º turno das eleições. Em 2020 algumas dezenas de candidatos foram lançados com a bandeira do bolsonarismo/direita. Apesar de nenhum ter sido eleito, a média de votos foi maior do que a de muitos partidos que conseguiram eleger vereadores. Então, por que ninguém foi eleito?

TIVERAM VOTOS

Os 10 principais nomes que disputaram as eleições levantando bandeiras mais alinhadas à direita conseguiram, juntos, mais de 10 mil votos. Ou seja: a média de votos foi de 1 mil por candidato.

As eleições tiveram 943 candidatos que receberam 493 mil votos. A média foi de, aproximadamente, 520 votos por candidato.

Ou seja: os candidatos de direita, pelo menos os 10 mais votados, tiveram o dobro da média dos demais candidatos. O que deixa clara a chance de que o projeto eleitoral era viável.

POR QUE NÃO ELEGERAM NENHUM?

Ao invés da união, os candidatos foram iludidos pelo sonho de serem “fenômenos”. Todos pensaram que iriam surfar na popularidade de Bolsonaro e ter 5, 6, 7 mil votos. Os resultados mostraram o quanto essa expectativa era tola.

Por conta dessa ilusão, que muitas vezes era disfarsada em puritanismo partidário chinfrim, os candidatos saíram divididos em vários partidos diferentes e em várias candidaturas. Resultado? Apenas ajudaram a engordar votações de legendas que acabaram fracassando ou elegendo esquerdistas. Não elegeram ninguém porque foram burros/inocentes/ inexperientes/egocêntricos/ oportunistas/gananciosos. Cada um foi algo desse leque em menor ou maior escala.

POSSIBILIDADES

Uma das possibilidades, a mais difícil, era a de que todos optassem por um nome e fizessem campanha para ele. Dessa forma, é bem provável que este nome, mesmo isolado em qualquer partido, pudesse ter a maior votação e acabasse eleito.

Hipoteticamente, Juvencio Jr (PRTB) tivesse tido apoio em massa de todos os que saíram candidatos, hoje seria vereador de São Luís. Para isso, bastava que tivesse metade dos votos obtidos por candidatos de direita. O candidato iria superar o primeiro colocado na legenda, Umbelino Jr. E o caso poderia ser repetido em outras situações.

Outra possibilidade seria que todos optassem pelo mesmo partido. Devido ao coeficiente eleitoral (número mínimo que cada partido deveria alcançar para eleger um vereador), cada legenda tinha como meta 15 mil votos para que tivesse, pelo menos, um representante na Câmara Municipal.

O único partido assumidamente alinhado a pautas de direita que lançou candidatos em São Luís foi o partido NOVO. Mesmo tendo direito a lançar 45 candidatos, a legenda teve apenas 9 pessoas disputando as eleições. Juntas elas alcançaram 4.004 votos. Os mais votados foram José Anderson Abreu Rocha (984 votos) e Markus Trinta (818 votos).

Caso os outros 7 candidatos de direita melhor votados, que se dividiram em outros partidos, tivessem optado por candidaturas pelo NOVO, a legenda hoje teria um vereador na Câmara Municipal.

Juntos eles alcançaram 7.532 votos. Somados aos 4.004 votos do NOVO, chegariam a 11.536 votos. Dez votos mais do que o PSD, que elegeu a advogada Karla Sarney na última vaga.

Outra coisa: o PSD lançou 25 candidatos. Com o “aporte” dos demais candidatos de direita, o NOVO teria lançado apenas 16. Se “completasse” a lista com mais 9 nomes, muito provavelmente iria aumentar a vantagem.

O DILEMA DE 2022/2024

Em 2022 a “chamada direita” maranhense irá ter mais uma chance de eleger o primeiro parlamentar orgânico. As estratégias são simples: todos na mesma legenda (PRTB ou NOVO) ou todos pelos mesmos nomes (deputado estadual e deputado federal). Caso contrário, continuarão engordando legenda para outros.

Artigo

Há uma “cultura do feminicídio” no Brasil?

Caso da juíza Viviane do Amaral Arronenzi está sendo mostrado como evento máximo do feminicídio no Brasil. Números comprovam que mulheres são vítimas de um país violento que não respeita a vida de ninguém.
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Excelente artigo!

A ciência perderá

Em tempos de ignorância generalizada e de um governador picareta que se porta como uma meretriz de likes em redes sociais, o debate promovido pelo ex-presidente José Sarney neste artigo é um refúgio para quem ainda preza por uma política feita por sábios.

Este título é apenas provocativo e me foi inspirado pela atitude do famoso Laboratório Pfizer de colocar no frontispício das suas instalações, na sua sede em Nova York, a frase Science Will Win (A ciência vencerá), numa resposta àqueles que estão envolvidos no mundo inteiro numa discussão sobre a eficácia dos medicamentos, a obrigatoriedade da vacina, sua eficiência e a confiança nelas, temas que servem de debate político, como também ameaçam seu negócio, que vive de descobrir remédios e vendê-los.

Evidentemente que vacinas e medicamentos, sendo problemas sérios de saúde pública, têm que estar sob constante vigilância, para evitar falsidades, charlatanismo e falsificações. Essas agências têm essas altas responsabilidades. Como exemplo basta citar a FDA dos Estados Unidos, tão temida e selo de qualidade.

Essa hipótese de confrontação entre política e ciência dá margem a uma meditação mais profunda, que é se existe antagonismo entre elas, e a uma indagação mais instigante: a política é uma ciência? Esta felizmente já é uma questão superada.

Mas sempre me levou a refletir sobre os benefícios da política e da ciência para a Humanidade. A base da ciência é a experimentação e a observação; a da política, a busca de meios, métodos e caminhos de se fazer a felicidade do povo, resolver seus problemas e, sobretudo, assegurar a paz mundial. Harmonizar conflitos e encontrar soluções que sejam regras e formar objetivos de convivência humana e entre os povos. O abandono da força e a busca de decisões em que o povo tenha participação cada vez maior.

Daí o papel de base da política é o de ser a guardiã da liberdade. Através dela assegurar os direitos humanos. A síntese desse conceito está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita sob o choque da 2ª Guerra pela ONU, redação admirável, cujos fundamentos vêm da Revolução Gloriosa inglesa, da Revolução Francesa e da Revolução Americana:“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.”

Ela fixa liberdade de pensamento, direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais e de autodeterminação, inclusão digital.

Os políticos ao longo dos milênios civilizaram a humanidade e deram condições a que a ciência se desenvolvesse. Mas é com a maior franqueza que temos que reconhecer que a ciência prestou muito mais serviço à qualidade de vida e à sobrevivência da Humanidade do que todos os sistemas políticos inventados e desenvolvidos pelos políticos.

Hajam vista as vacinas, que evitaram que as doenças desconhecidas acabassem com a vida na face da Terra.

Qual político ou sistema político fez para a Humanidade tanto quanto fizeram Fleming descobrindo a penicilina; Sabin, a vacina contra a paralisia infantil; Pasteur, descobrindo bactérias e microrganismos.

Assim, se o lema da Pfizer não fosse verdadeiro e ali fosse escrito “A ciência perderá”, o mundo não poderia ler aquela afirmação. Todos estaríamos mortos.

Artigo

O consórcio falido

Filho de Jackson Lago divulga artigo com críticas brutais contra Flávio Dino. Entre outras acusações, Igor Lago diz que Flávio Dino entrou na política com voto de cabresto em 2006.

Após ter sido eleito no voto de cabresto para deputado federal em 2006, Costa Dino estreou na política maranhense como afilhado do então governador Zé Reinaldo, que tentara fazer dele o mais votado. Contudo, teve que conformar-se com o quarto lugar. Seu mandato? Ficou mais a serviço dos interesses corporativos jurídicos do país que a serviço do povo que o elegeu. Em 2008 foi candidato à prefeitura de São Luís com o apoio de quase todos no segundo turno (família Sarney e seu Império de comunicação, prefeito Tadeu Palácio e a “presidenta” Dilma), mas perdeu para o ex-governador João Castelo, que tinha além de sua força político-eleitoral própria, a simpatia do então governador Jackson Lago.

Em 2010 foi candidato ao governo após ter sido atendido em uma de suas exigências, a cooptação de uma sigla partidária para aumentar e equiparar seu tempo de televisão e rádio ao do candidato Jackson Lago, que recebeu daquele um dos piores ataques em sua trajetória política, o de ser chamado de Ficha Suja, o que não era verdade. O imbróglio jurídico prejudicou o ex-governador em sua última e memorável campanha eleitoral. Não houve segundo turno, como todos sabemos.

Em 2012, tinha tudo para concorrer à prefeitura da capital, mas a essa altura já achava o Palácio La Ravardière muito pequeno e inventou um estória que ficou conhecida como “O Consórcio“, que reunira quatro nomes, dos quais três foram enganados porque a escolha já havia sido feita em Brasília em reunião cujos participantes foram o pai do candidato EHJ, o próprio, o dono do PDT nacional e seu pupilo (que precisava de um mandato para obter o Foro Privilegiado) e o venturoso do qual tratamos neste texto. Deu tudo certo, pois ganharam as eleições prometendo mundos e fundos para a pobre cidade rebelde.

Em 2014, com o desgaste político e administrativo da família Sarney, que após desconcerto interno do próprio grupo, apresentou um candidato frágil e sem potencial de concorrência, Costa Dino parecia sentir falta de alguém mais forte para brigar e vencer no debate, foi eleito sem emoção e brilho! Na posse prometeu uma revolução, mas o que se viu e se vê é uma volta ao atraso nos costumes políticos e administrativos no estado que lembram os tempos do vitorinismo. Governando o primeiro mandato com mão de ferro e asfixiando todo tipo de oposição reelegeu-se, esquecendo da revolução prometida, como até de seu programa Mais IDH.

Em 2016, com o uso e abuso da máquina estadual, tratorando o adversário municipal de então, interferiu favoravelmente na reeleição do atual prefeito ludovicense. Agora, mais uma vez, de forma soberba, o que parece fazer parte de sua própria natureza, impôs a ideia do Consórcio de candidatos à prefeitura de São Luís. A campanha e os interesses envolvidos, especialmente aqueles que tratam de 2022, dividiu e expôs o grupo. O Rei está nu!

Aos olhos de hoje, o seu candidato está contando os dias para a derrota que será menos dele e mais do Palácio dos Leões. E, como a política está mais efêmera e volátil com os novos protagonistas, o governador está amargando o sentimento de traição às suas determinações, principalmente dos que tiraram e tiram proveito de seu governo até aqui, inclusive daquele que elegeu senador em detrimento de seu próprio padrinho político. Nada como um dia após o outro!

Igor Lago Médico ludovicense radicado no interior de São Paulo.

Artigo

Por que tantas pessoas incompetentes disputam eleições?

Entenda como a “democracia” e um sistema que beneficia a representatividade de grupos abriu as portas para um exército de incapazes nas eleições.

O fotógrafo Ribeiro Jr, leitor assíduo do blog, me fez uma indagação interessante sobre as eleições 2020. “Linhares, por que tantas pessoas incapazes e desconhecedoras da lei são candidatas?”. Pergunta extremamente pertinente.    

Pois bem, cabe primeiramente uma ressalva. O sistema de eleição proporcional no Brasil que dita a escolha de nossos parlamentares (deputados e vereadores) foi feito de forma a garantir a representação de minorias. Não são pessoas que concorrem, mas grupos. Todos os votos da coligação/partido são computados na obtenção dos resultados. Não é o mais votado o eleito, mas o grupo que consegue atingir o coeficiente eleitoral (total de votos válidos dividido pelo número de vagas na Câmara Municipal).

Em 2020 estima-se que esse número fique entre 14 e 17 mil votos. Dessa forma, pelo sistema brasileiro, um grupo de 20 pessoas que junto obtenha 15 mil votos irá ter uma vaga. E essa vaga será ocupada por aquele que, entre eles, for o mais votado. Se o sistema consistisse na eleição dos mais votados, teoricamente as minorias nunca teriam a oportunidade de eleger seus representantes. Logo, a legislação garante representatividade dos mais diversos grupos representatividade e não de indivíduos.

Essa situação criou a figura conhecida como “bucha” no sistema eleitoral brasileiro. Candidatos que integram as coligações para fazer número e garantir aos seus grupos. Com isso, ao longo dos anos foi sendo incentivada a candidatura de pessoas que, mesmo sem nenhuma condição objetiva de exercerem o cargo de vereador, pudessem engordar o resultado final das eleições.

É claro que a própria democracia em si permite a abertura de oportunidade a todos e, em consequência, aos incapazes. Ora, se a maioria da população não tem a mínima noção do trabalho de um vereador e a democracia permite que esses também disputem em nome da “igualdade”, candidaturas de pessoas incapazes são uma consequência mais do que esperada.

Dessa forma, a natureza genérica da democracia e a necessidade de números para as coligações acabaram criando o ambiente propício ao show de horrores que observamos hoje nas eleições. Uma turva de ignorantes que não sabem explicar de forma conceitual a diferença entre Legislativo e Executivo disputando vaga na Câmara de Vereadores.

Acha que isso deveria mudar? Então você é “antidemocrático”.

Artigo

O eleitor evangélico é o mais manipulável do Maranhão?

Postura de ALGUNS pastores durante período eleitoral, que param de fazer religião para mergulhar de cabeça em campanhas, reacende discussões sobre tentativa de manipulação de evangélicos.

As eleições de São Luís reativaram uma discussão que vem ganhando força no Maranhão nos últimos anos: o eleitorado evangélico é manipulável? Igrejas transformaram-se em currais eleitorais?

Antes de continuar, é preciso dizer algumas coisas. Defender a palavra de Deus e aceitar tudo o que um pastor diz não é a mesma coisa. A figura do pastor é mundana, ele não é uma divindade. E, dessa forma, é tão suscetível às tentações que todos estamos. E, alguns deles, caem em tentações como nós também caímos. Pastores não são perfeitos e nem infalíveis.

Já o fiel, o evangélico que acorda cedo, cumpre suas obrigações sociais e com Deus é digno e o mais próximo que alguém pode chegar de Deus. Só que nem mesmo o mais fiel à palavra de Deus é imune a mentira e enganação. A fé garante o Reino dos Céus e o amor de Deus, mas não nos torna imunes às enganações da vida mundana. Então, você evangélico que lê esse texto agora, faça uma reflexão sobre as coisas que irá ler. Não sobre os sentimentos que sentiu ao ver o título. Os alvos dessas críticas são aqueles que se aproveitam da sua fé, não você! Você pode ser uma vítima.

Voltando…   

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