Linhares Jr.

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Braide inexplicável

Encontro um cidadão que não sei bem direito a sua profissão, mas foi meu aluno, no velho Colégio Maristas, e veio arrotando sapiência histórica, francamente incomodado com a minha matéria, quando aventei a hipótese do deputado Braide se juntar, no mesmo patamar da maior tríade de liderança política da ilha: Cafeteira, Castelo e Jackson.

Tentou depreciar o deputado Braide, trazendo o ex-deputado Neiva Moreira para uma injustificável e mentirosa comparação. Sem querer discutir a memória do Neiva que foi um grande político e teve atuação decisiva em muitos momentos, não dei trela ao falastrão, mas comparar um Neiva Moreira, como liderança popular, a um Cafeteira, é demais, entretanto, em favor da verdade, esse citado falastrão ventrilocava a voz de outrens e o inconformismo não era comigo, era com o sucesso do deputado Braide.
O diabo é que esse apelo popular ao deputado é inexplicável, pelo menos para mim e explico o porquê. Uma maneira fácil e rápida de ter apoio é comprando corações e mentes, com dinheiro, normalmente dinheiro bandido. Pelo que me conste, o deputado Braide ainda não meteu a mão no bolso e não a meterá. Nenhum eleitor do deputado Braide necessitara ser convencido com dinheiro. Ninguém será corrompido com o vil metal.
Outra maneira boa de se eleger é ser o queridinho de algum palácio e, no caso dessa eleição, há três palácios relevantes: Planalto, Leões e La Ravadière.

Em Brasília, o deputado Braide não pode ser alcunhado de bolsonarista, tampouco esquerdista, pelo contrário, tem tido uma postura consciente, não radical, como é o seu estilo, pelo bem do Brasil. Certamente não é e nunca será um pau mandado do Palácio do Planalto.

No Maranhão e, especificamente, São Luís, ninguém olha o deputado Braide como inimigo, nem do governador Dino e nem do prefeito Holanda, mas, para o bem dessa cidade, nunca será um serviçal político, quer do governador, quer do prefeito.

Quem ganha com isso, creio, é o cidadão de São Luís, pela perspectiva de ter um prefeito descompromissado com acordos rasteiros e compromissado, exclusivamente, como progresso dessa maltratada ilha. Ademais, poderá, pelo bem do povo dessa cidade, ser parceiro tanto do governo estadual, como do governo federal. De novo, o povo de São Luís será premiado.
Continuo com a minha perplexidade. A família Braide tem outros nomes na política, mas não constituem um clã hegemônico, o deputado, no máximo, é um brigador por emendas parlamentares, principalmente em ações meritórias para saúde (que o diga o Hospital Aldenora Belo e Santa Casa do Maranhão), mas isso é muito pouco para enfrentar a força política de qualquer palácio.

O debate é outro ponto interessante. Ninguém espere do candidato Braide, em um debate, frases fortes, de efeito, agressivas, impactantes para pôr em dificuldade os adversários. Ninguém espere críticas agressivas e, principalmente, mentiras contra qualquer outro candidato, coisas absolutamente comuns em quem almeja cargos políticos.
É impossível um achincalhe da boca do deputado Braide e, pelo que vejo, o deputado Braide não aceitará nenhuma provocação de qualquer concorrente e, mais ainda, provocação de parte de algum trânsfuga político, desses que alugam a sua pena, sua boca e seus neurônios para agressões e sacanagens.

A propósito, mesmo sem saber se o deputado Braide lerá esse escrito, o aconselho a não aceitar nenhuma provocação de qualquer um dos costumeiros desqualificados, useiros e vezeiros dos momentos eleitorais. Não os responda, deixe isso para as pessoas conscientes fazerem e a melhor resposta, inclusive, é o voto.

O estilo deputado Braide, futuro Prefeito Braide é da paz e da concórdia, da proposição em vez de guerra, da educação em vez de atrito. Tudo isso poderia, em outro, significar perda de votos, de liderança, em Braide, não é.
E caso dependesse dos chamados políticos de nome, o deputado estaria perdido, do mesmo modo o deputado Braide não tem influência em nenhum sistema de rádio, jornal e TV, então, como não sei explicar, pergunto, agora, para você, caro leitor: qual o segredo desse deputado Braide, para estar tão vivo no coração do povo?

Como tudo isso foge da simples lógica, busco resposta na palavra fé, que explica o inexplicável. Como a fé tem uma absoluta afinidade com oração, creio que tem muitos e muitas orando por ele, pensando assim, a explicação tem aspecto de um milagre, eu creio em milagres e acho que o deputado Braide crê também.

Tenho dito.

João Bentivi é médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

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Uma experiência que falhou: Os lockdowns têm que acabar

Embora os custos econômicos e sociais tenham sido enormes, não está claro se os bloqueios trouxeram benefícios de saúde significativos

Os lockdowns normalmente são retratados como precauções prudentes contra a Covid-19, mas certamente são o experimento mais arriscado já conduzido com o público. Desde o início, os pesquisadores alertaram que os lockdowns podem ser muito mais mortíferos do que o coronavírus. Pessoas que perdem seus empregos ou negócios são mais propensas a ter overdoses fatais e suicídio, e já há evidências de que muitos mais morrerão de câncer, doenças cardíacas, pneumonia e tuberculose e outras doenças porque o bloqueio impediu que suas doenças fossem diagnosticadas precocemente e tratadas da forma correta.

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A quase morte mais para morte do que para quase*

“O gosto da morte na minha boca deu-me perspectiva e coragem”. Nietzsche

No dia 14 de julho fui submetido às pressas a uma cirurgia cardíaca. Tive uma espécie de ruptura da principal via cardíaca. Risco de morte absurdo e aumentando a cada hora sem a intervenção cirúrgica. Sentia medo de morrer, tinha orgulho da vida breve que vivi e lamentava muito pelo meu filho que iria crescer sem mim. Chorei, sorri, refleti.

No último dia 14 de setembro voltei ao trabalho. Nesse fim de semana, mais especificamente no dia 19 de setembro, é datado o Dia Mundial de Conscientização da Dissecção de Aorta (o problema que tive). Acredito que passados dois meses de muita dor e angústia e em meio ao simbolismo do calendário, este é o momento mais pertinente para escrever sobre o assunto.

Pois bem, desde o nascimento do meu filho eu costumava me gabar de uma sensação que, literalmente, fazia sentir o sangue dentro do meu coração quando ao lado dele em algumas ocasiões. “Eu sinto o sangue no meu coração quando estou com o meu filho”, escrevia nos stories completamente ignorante da situação.

Não se tratava apenas de amor de pai para filho, mas de uma mistura de um problema genético chamado Síndrome de Marfam e proteção divina. E, por favor, não me peçam para conter ou limitar as palavras. O fato é que eu quase morri. E não foi aquela quase morte mais para quase do que para morte. Definitivamente foi mais para morte do que para quase.

Bem, entre meus momentos de reflexão tive mais certezas do que dúvidas. Arrogância? Não, não creio. A valorização de valores como amor, integridade, honestidade e gratidão deveriam ser certezas absolutas no mundo em que vivemos. Sabemos que não são. Da mesma forma de que tenho, faz tempo, a certeza de que não sou um santo e que, caso me fosse dada uma outra chance (sim, já tive outras), deveria pegar essas certezas e fazê-las mais presentes no meu comportamento.

Então, agora é hora de exercitar minha gratidão. A Deus eu agradeço todos os dias. Aqui eu gostaria mesmo de agradecer aos homens, mulheres e as coisas que me ajudaram a superar a morte.

Primeiramente ao Hospital UDI, rebatizado para Rede D’or São Luís, e ao Plano de Saúde Bradesco. A velocidade do plano em autorizar o procedimento foi fundamental, bem como o empenho da diretoria da Rede D’or. Eles possibilitaram as ferramentas que outros usaram para salvar minha vida. Na pessoa do diretor Augusto César Passanezi, obrigado.

Agradeço aos médicos que me atenderam nas pessoas dos cirurgiões Vinicius Nina e Marco Aurélio. Aos enfermeiros, técnicas, zeladoras, fisioterapeutas, camareiras, copeiras e todos os que trabalham naquela UTI eu gostaria de agradecer nas pessoas dos enfermeiros Fábio e Marcos Fortes. Depois de Deus, eu devo a vocês a minha vida. Muito obrigado, pessoal.

Também sou muitíssimo grato aos que mandaram mensagens de apoio, visitaram, ligavam todos os dias, faziam videochamadas e colocaram-se à disposição e agiram de forma direta ou indireta pela minha recuperação. Todos os que sem saber, e os que sabendo, acabaram garantindo um pouco mais de vontade de viver ao meu corpo combalido e meu espírito arredio. Fernando, valeu muito mesmo!

Não morri, estou vivo. Estou vivo, filho. Te amo muito. Mais que tudo. Estou aqui por você. 

*Publicado originalmente na edição impressa de O Estado do Maranhão do dia 19 de setembro de 2020

Eleições 2020

Voto consciente: não reeleja nenhum vereador em SLZ

Por 35 anos Câmara de Vereadores foi esquecida pela sociedade civil, classe política e imprensa tornando-se um adereço em São Luís. Em 2020 está na hora do eleitor começar a mudar essa realidade não reelegendo ninguém.
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Censura nas redes e ativismo judicial: a democracia agoniza

Uma pergunta recorrente nos meios acadêmicos é como a Alemanha e o próprio Ocidente permitiram a ascensão do nazismo e de Hitler?

Invariavelmente, democracias morrem por uma série de fatores que antecedem o seu fim. É ingenuidade acreditar que Hitler conseguiu convencer uma nação inteira a aderir ao nazismo sem que antes não existisse todo um ambiente propício a isso.

Na verdade, a ascensão do nazismo contou com a decadência cultural e institucional alemã, inclusive com a omissão de intelectuais.

De acordo com o economista prêmio Nobel e filósofo Friedrich Hayek, “a ascensão do nazismo e do fascismo não foi uma reação contra as tendências socialistas do período precedente, mas o resultado dessas mesmas tendências. Esta é uma verdade que a maioria das pessoas reluta em aceitar, mesmo quando as semelhanças entre muitos aspectos detestáveis dos regimes internos da Rússia comunista e da Alemanha nacional-socialista são amplamente reconhecidas”.

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Luto

Morre o jornalista Roberto Fernandes

A morte cerebral do jornalista Roberto Fernandes, do Grupo Mirante, foi confirmada nesta terça (21). O jornalista estava internado no UDI Hospital desde o final do mês de março, quando deu entrada infectado pelo novo coronavírus (Covid-19).
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Razão ao invés de histeria

Eu estava errado em relação ao pronunciamento de Bolsonaro

Algumas das “considerações sobre o pronunciamento” estavam erradas.
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Artigo

A verdade incômoda do coronavírus: o Ocidente deixou de ser protagonista

A Europa perdeu o controle do Paraíso, como os chineses dizem, e ela sabe disso.
A Europa perdeu o controle do Paraíso, como os chineses dizem, e ela sabe disso.
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Coronavírus – Pura ignorância ou arma de propaganda?

A imaginação [fantasiar a realidade] é a metade da doença;
a tranqüilidade é a metade do remédio; e a paciência é o começo da cura.”

Avicena (980-1037)

Não! O coronavírus não é um vírus novo; não é um vírus criado ou modificado em laboratório americano, nem um vírus criado ou modificado em laboratório chinês, e nem em qualquer outro laboratório, simplesmente porque este vírus existe desde que as aves e os mamíferos, incluindo os seres humanos coexistem na face da Terra, pois tanto nós, humanos, como as aves temos sido desde sempre os reservatórios naturais desta classe de vírus (a Influenza A), assim como de várias outras classes virais.

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Considerações sobre o pronunciamento de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro pode não ser um ladrãozinho como os membros do PT e da esquerda, mas tinha a obrigação de ser mais do que isso e assumir a postura de líder e estadista
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Reflexão

Qual é a classe social da ignorância?

Acho que todos devem saber do caso da grã-fina no Rio de Janeiro que não comunicou a uma funcionária que tinha coronavírus. A senhora estava no grupo de risco, contraiu a doença e morreu pela ignorância da madame.

Hoje pela manhã eu ouvi uma história tão asquerosa e triste quanto. Um rapaz da limpeza de um condomínio desmaiou de fome.

Acostumado a receber alimentação pelos condominos, o rapaz passou a segunda espirrando. Nada de febre, nada de dores no corpo. Apenas espirros. Tem rinite alérgica.

Imediatamente foi desprezado por todos os moradores. Mesmo sabedores da situação de pobreza do rapaz, que não tem família e tem na faxina que faz no condomínio a única ocupação em vida.

Desmaiou por FOME E SEDE. passou horas estirado no chão quente.

O caso aconteceu em um condomínio Minha Casa Minha Vida na periferia de São Luís. Não há madames, playboys e nem ricaços como aquela do Rio.

Se você acha que a ignorância tem classe social, saiba que está muito enganado.

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Um plano de contingência ao COVID-19 em São Luís

Procurei no site da Prefeitura de São Luís alguma notícia sobre o Plano de Contingência do Coronavírus na cidade: NADA!

Pesquisei nas redes sociais da Prefeitura de São Luís: encontrei apenas um retweet do prefeito Edvaldo Holanda Júnior anunciando, após decreto do Governo do Estado, a suspensão das aulas nas escolas municipais… Difícil!
Mas o momento exige grandeza. Com a colaboração do professor de Medicina da UFMA Antonio Gonçalves, apresentamos um conjunto de propostas para um plano contra a COVID-19 em São Luís. É tempo de colaboração.

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