Barbara Gancia usou suas redes sociais para atingir presidente Jair Bolsonaro por meio de sua filha, Laura Bolsonaro

A jornalista petista Barbara Gancia publicou postagem em seu Twitter em que chama a filha do presidente da República, Laura Bolsonaro, de puta. A menina tem apenas 12 anos de idade. O ataque aconteceu no domingo (16 de outubro)

Bárbara Gancia, de 65 anos, escreveu: “Pra bolsonarista imbrochável feito o nosso presidente, quando a filha do Bolsonaro se arruma, ela parece uma puta.”

Laura Bolsonaro, chamada por familiares de Laurinha, é filha do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), e de Michelle Bolsonaro.

A petista é conhecida por xingar e atacar adversários do ex-presidente Lula de forma impune nas redes sociais.

A atitude de Gancia faz parte da campanha de difamação criada pelo deputado federal André Janones em o presidente é acusado de pedofilia em envolvendo meninas venezuelanas. A declaração do presidente foi tirada de contexto, recortada e reproduzida de forma grosseira e mal intencionada pela rede de fake news lulista.

Em agosto de 2022, a Barbara Gancia se envolveu em outra polêmica envolvendo pessoas próximas a Jair Bolsonaro. A jornalista foi condenada a indenizar em R$ 10 mil o assessor internacional do Presidente da República, Filipe Garcia Martins, por chamá-lo de “supremacista” no Twitter. A decisão é do juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara do Foro Central Cível de São Paulo.

Gancia ofendeu o assessor do presidente, através de um tuíte, o chamando de engomadinho supremacista.

“Nenhuma sociedade minimamente civilizada permitiria a um supremacista metido a engomadinho, discípulo de astrólogo charlatão fazer parte do círculo íntimo do presidente da República e interferir em políticas de Estado. Em qualquer lugar minimamente respeitável estariam todos presos”.

Na época, a defesa de Barbara tentou argumentar, alegando que o gesto praticado por Martins se tratava de um sinal de “orgulho da supremacia branca”, tendo seu uso se iniciado por volta de 2017, no fórum de compartilhamento de imagens 4chan.

O juiz Danilo Fadel de Castro não concordou com a argumentação da jornalista. Para ele, a manifestação de Gancia extrapolou os limites da livre manifestação do pensamento ao definir Martins como “supremacista”, o que violou direitos de personalidade violados. Os fatos relatados no processo, entendeu o juiz, macularam a imagem de Martins “para uma gama indiscriminada de pessoas, prejudicando sua imagem por ter a requerida [Barbara Gancia] o associado a ideais de caráter racista, atingindo, ademais, sua honradez e reputação”.