Iniciativa do Grupo Mirante foi o grande momento das eleições no Maranhão até agora. Confira o desempenho dos candidatos.

O debate realizado pelo portal Imirante na noite desta quinta (1º de setembro) entrou para a história não só das eleições de 2022, mas da transmissão de debates em todo o Maranhão. Com mais de 11 mil telespectadores simultâneos na hora do debate e próximo de bater 100 mil visualizações antes das primeiras 24 horas, a transmissão é a maior dessa natureza em todos os tempos.

O debate foi mediado pelo jornalista Clóvis Cabalau, diretor do Núcleo de Política do Grupo Mirante. Com regras que garantiram fluidez no debate e qualidade técnica impecável, os candidatos tiveram cerca de 3 horas para debater ideias e apresentar propostas.

Ficaram de fora do debate Edivaldo Holanda Jr (PSD), Frankle Lima (PCB) e Hertz Dias (PSTU). Edivaldo cumpria agenda no interior e os outros dois não participaram por regras do debate.

O DEBATE

Participaram do debate o governador Carlos Brandão (PSB), Lahesio Bonfim (PSC), Weverton Rocha (PDT), Simplício Araújo (Solidariedade), Joas Moraes (DC) e Enilton Rodrigues.

No primeiro bloco, os candidatos respondiam a perguntas dos jornalistas do Grupo Mirante. Nos blocos posteriores, eles perguntavam a si mesmos com temas definidos e tema livre sobre plano de governo. No último bloco vieram as considerações finais.

Durante todo o evento não foram registrados quaisquer problemas técnicos. Além disso, a condução do debate pelo mediador garantiu o profissionalismo necessário para que o eleitor pudesse ter mais facilidade para o eleitor pudesse ver as propostas.

O DESEMPENHO DOS CANDIDATOS

Carlos Brandão – Teve o pior desempenho no debate. Foi criticado e confrontado por todos os demais debatedores em menor ou maior medida. Não conseguiu defender a gestão de Flávio Dino e nem mostrar identidade própria. Saiu-se muito mal nos embates contra o ex-secretário Simplício Araújo. Carlos Brandão trocou palavras, confundiu-se em perguntas e demonstrou confusão em vários momentos. NOTA: 3

Lahesio Bonfim – Foi o primeiro dos três colocados nas pesquisas a participar ativamente do debate junto com Joas Moraes. Questionado sobre a previdência do estado, desperdiçou a chance de falar sobre os mais de R$ 1 bilhão sacados do Fundo Especial Pensão e Aposentadoria dos Servidores do Estado (FEPA) pelo ex-governador Flávio Dino, seu adversário. Exagerou nas ironias e galhofas. Não soube defender-se do senador Weverton Rocha. NOTA: 4

Weverton Rocha – Desde o começo deixou claro que iria optar pela iniciativa de buscar os embates com os demais candidatos. Escolheu o candidato Lahesio Bonfim, com quem disputa o segundo lugar nas pesquisas, para iniciar sua estratégia. A estratégia prejudicou a apresentação de propostas. Conseguiu constranger o ex-prefeito várias vezes. Quando instado sobre escândalos de corrupção, foi pouco convincente. Na última parte do debate escolher Carlos Brandão como alvo e conseguiu desestabilizar ainda mais o governador. NOTA: 7

Simplício Araújo – Surpreendeu pela assertividade contra Carlos Brandão, ex-colega de governo. Foi o único que conseguiu mesclar investidas contra adversários e apresentação de propostas. Foi pouco acionado em relação a ataques, o que facilitou seu desempenho em relação aos demais. NOTA: 9

Joas Moraes – O melhor com as palavras e na apresentação de propostas. Contudo, a falta de confrontos diretos com os demais e sua baixa popularidade o prejudicaram. NOTA: 8

Enilton Rodrigues – Refém de chavões da extrema esquerda, completamente desligado das questões locais e incapaz de incomodar os outros cinco candidatos, o representante do PSOL fez apenas figuração. NOTA: 0.