Deputado estadual Rafael (PSB) afirmou que coronel Hornnan Schnneyder, promovido a coronel por Carlos Brandão, possui processos por envolvimento com milícias. Situação que deveria impedir ação do governador.

A crise na Segurança Pública nas gestões Flávio Dino e Brandão ganhou força nas últimas semanas. As suspeitas de que o propinoduto na Secretaria de Educação que culminou com o assassinato de João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho esteja sendo acobertada pela Secretaria de Segurança e Ministério Público agora somam-se a denúncias de influência política na Polícia Militar do Maranhão. O deputado estadual, e candidato à reeleição Rafael, ex-líder do Governo Flavio Dino, acusou o governo de nomear Hornnan Schnneyder Almeida Silva ao posto de coronel mesmo contra as regras da corporação. “A gente sabe que o coronel responde a vários processos administrativos e que classifica como prática de milícia”.

A fala do deputado é corroborada por documentos internos da Polícia Militar do Estado do Maranhão comprovam que a promoção de Hornnan Schnneyder Almeida Silva ao posto de coronel pelo governador Carlos Brandão foi ilegal. O nome de Schnneyder consta em uma lista sigilosa da Polícia Militar de policiais não habilitados ao recebimento da promoção. Mesmo assim, o governador optou pela nomeação.

A atuação de Schnneyder nas redes sociais evidencia vínculo político estreito com o governador e pode justificar a nomeação ilegal. A ilicitude aconteceu sob o silêncio do Ministério Público e da própria cúpula da Polícia Militar.

No mês passado o assassinato de João Bosco Pereira Oliveira em São Luís reiterou as suspeitas de uma máfia dentro da Segurança Pública voltada, não só para nomeação política de aliados para militância nas corporações, mas de um sistema que age para encobertar e abafar crimes promovidos por agentes públicos dentro da estrutura governamental do estado nas gestões de Flávio Dino e Carlos Brandão.

Situação que incomoda até mesmo os aliados mais próximos.