Após relatar ameaças que a própria família vem sofrendo, Lítia destacou que existe um grupo focado em inibir investigações que apurem as condições do transporte aquaviário no Maranhão.

No fim da tarde de quarta (13 julho), a Promotora de Justiça do Consumidor, Lítia Cavalcanti, convocou uma coletiva de imprensa para explicar que está sendo ameaçada por investigar o transporte aquaviário no Maranhão. A magistrada revelou a atuação de um grupo criminoso nos ferryboats e explicou que uma das embarcações iria explodir com vários passageiros a bordo.

Após relatar ameaças que a própria família vem sofrendo, Lítia destacou que existe um grupo focado em inibir investigações que apurem as condições do transporte aquaviário no Maranhão.

“Eu vim aqui pra mostrar que eu não tenho nada a esconder, como muitos tem. E eu sei muita coisa. Que país é esse que um promotor de justiça não pode fazer suas funções porque é coibido, agredido, ameaçado o tempo inteiro?”, disse.

“Não se trata mais de ferry. Vai ser provado coisa muito mais grave. Eu não posso adiantar porque é investigação federal. Mas é muito grave. É algo muito grande e cifras milionárias. Eu sei as pessoas que estão envolvidas e eu tenho muito material, mas não posso divulgar porque estaria violando o sigilo funcional e atrapalhar as investigações […] Isso vai ter consequência penal contra essas pessoas que estão corroendo o dinheiro público, relatou.

E continuou: “(…) Eu e minha família estamos sendo atacados por fazer o certo. Esse é um problema muito maior, muito mais grave, algo imenso que deve ser investigado pela Polícia Federal (…)”.

Ao falar da embarcação José Humberto, que foi retirada de circulação por “ser perigosa” para a população, a promotora revelou que uma tragédia poderia ter acontecido, lembrando que problemas técnicos levaria o ferry Araioses a explodir com passageiros a bordo.

“Ele (José Humberto) não roda em agosto, não aguenta um Boqueirão, não aguenta um vento, é uma embarcação pra água fluvial. Tenho vídeo dele sendo soldado, na inspeção deu que ele não navega em agosto, não tinha condição de levar passageiros. Tem um relatório que mostra que o ferry Araioses, que tem 1500 lugares, teve o motor batido e pegou fogo com as pessoas dentro, ele ia explodir com a população dentro, eu tenho vídeos”, desabafou a promotora.