Procuradoria Geral da República (PGR) releva que a campanha eleitoral da cúpula de Dino foi financiada com dinheiro de empresários que ganharam licitação bilionária no governo.
Procuradoria Geral da República (PGR) releva que a campanha eleitoral da cúpula de Dino foi financiada com dinheiro de empresários que ganharam licitação bilionária no governo.

Após investigações que apuram o envolvimento do ex-governador Flávio Dino (PSB) em um esquema de fraude licitatória estimada em estimado em R$ 1.568.570.346,00 (um bilhão, quinhentos e sessenta e oito milhões, quinhentos e setenta mil, trezentos e quarenta e seis reais), a Procuradoria Geral da República (PGR) releva que a campanha eleitoral da chapa de Dino e do atual governador, Carlos Brandão, foi financiada com dinheiro de empresários que ganharam licitação bilionária no governo.

O valor que custeou a campanha dos mandatários e em que período eleitoral não foram relevados, mas investigações apontam que a doação foi realizada pela empresa Inter Locação, dos sócios Luiz Carlos Cantanhede Fernandes e Cristiano Barroso Fernandes, que também são donos da Internacional Marítima – que venceu a licitação de R$ 1,5 bilhão para concessão do serviço de transporte aquaviário via ferryboat.

A Procuradoria começou a investigar Dino em janeiro de 2022 após denúncias do seu envolvimento em suposta fraude na licitação bilionário. A relação de Carlos Brandão (PSB) com os proprietários da Internacional Marítima também é investigada.

A informação foi dada pelo Blog do Neto Ferreira.

INVESTIGAÇÃO

O ex-governador Flávio Dino (PSB) é investigado em um esquema de fraude licitatória estimada em estimado em R$ 1.568.570.346,00 (um bilhão, quinhentos e sessenta e oito milhões, quinhentos e setenta mil, trezentos e quarenta e seis reais). A denúncia foi feita pelo deputado estadual Wellington do Curso (PSC) na Procuradoria Geral da República (PGR).

A denúncia aponta indícios de fraude no processo de licitação do ferryboat, da Concorrência Pública nº 1/2021 – CSL/MOB/MA – Processo Administrativo nº 0085837/2021 – da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB). As empresas Celte Navegação, do Pará, e Internacional Marítima, do Maranhão.

Investigações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram movimentações financeiras pelos sócios das empresas consideradas suspeitas. A análise ainda revelou ligações entre os sócios da Internacional Marítima, Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, Cristiano Barroso Fernandes e a cúpula do Governo do Maranhão.