Mandatário europeu se tornou o primeiro chefe do Executivo em exercício a não obter a maioria parlamentar desde a reforma eleitoral ocorrida em 2000.

O presidente francês Emmanuel Macron sofreu uma dura derrota neste último domingo (19/06) durante as eleições legislativas para a Assembleia Nacional e perdeu a maioria absoluta que detinha no Parlamento.

A aliança centrista de Macron até foi a mais votada com 245 vagas de um total de 577, mas não atingiu o número mínimo de 289 cadeiras para garantir a majoritariedade na Casa. Dessa forma, o líder francês se tornou o primeiro chefe do Executivo em exercício a não obter a maioria parlamentar desde a reforma eleitoral ocorrida em 2000.

Macron, que tenta aumentar a idade de aposentadoria, ingressar numa agenda pró-negócios e promover a integração da União Europeia (UE), se encontra atualmente em um território desconhecido de articulação e contrapartidas, após 5 anos de controle indiscutível no Parlamento. Com 131 assentos, a aliança formada pela figura de extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon registrou o segundo lugar no pleito. A coalização liderada pela direitista Marine Le Pen conquistou 89 cadeiras, aumentando seu espaço em quase dez vezes.

Assim como no primeiro turno da eleição presidencial ocorrida no início do mês, a abstenção acima de 53% na votação para definir os congressistas marcou uma fraca participação da população.