Coronel disse que a embarcação José Humberto recebeu somente reparos superficiais e foi projetada para navegar apenas em rios.

O coronel reformado do Exercício Brasileiro José Ribamar Monteiro (PL) protocolou no Ministério Público Federal (MPF), nessa semana, a solicitação de investigação do serviço de transporte por ferryboat realizado na travessia entre o Terminal da Ponta da Espera e o Terminal do Cujupe.

Segundo Monteiro, que é ex-superintendente do Patrimônio da União no Maranhão, o ferryboat José Humberto, que chegou ao Maranhão semana passada, sob encomenda do governo estadual, vindo do Pará, foi construída há 35 anos e recebeu apenas pintura e passou por alguns reparos superficiais. O coronel, advertiu que a embarcação foi projetada para navegar apenas em rios paraenses, e não na Baía de São Marcos, além da potência do motor da embarcação ser menos da metade dos que estão em operação na travessia.

“É preciso que alguém seja responsabilizado por isso e vocês sabem quem. O povo maranhense não pode continuar sendo cobaia de governantes irresponsáveis”, disse o pré-candidato a deputado federal pelo PL.

Vistoria

Quando anunciado pelo governo, Carlos Brandão divulgou alegando que a embarcação era de “alta qualidade”. No entanto, segundo informou a promotora de Defesa dos Direitos do Consumidor Lítia Cavalcanti, a embarcação teria sido reprovada pela Capitania dos Portos e não havia sido liberada pela Marinha.

Veja: Ferryboat disponibilizado pelo Governo é reprovado em vistoria

Entretanto, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) emitiu Nota contestando a versão.