Operação Cianose investiga consórcio de governadores suspeito de desviar R$ 45 milhões com a venda fantasma de respiradores. Gestão do comunista participou ativamente de todo o processo

Desvios de recursos que deveriam servir para a compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste são alvo da Operação Cianose, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. Os aparelhos deveriam ser utilizados em unidades de saúde voltadas ao combate à pandemia.

Deflagrada nesta terça (26/04), a operação investiga fraude em contratação, desvio de recursos e lavagem de dinheiro na aquisição dos equipamentos, que custaram R$ 48,7 milhões e nunca foram entregues. A investigação mostra que o Consórcio Nordeste contratou uma empresa para fornecer os equipamentos em abril de 2020. Ao Maranhão caberiam 70 respiradores a um custo estimado de R$ 9 milhões.

Auditoria verificou que, apesar dos valores envolvidos e da relevância dos equipamentos naquele momento da pandemia, o motivo da escolha da empresa – que se dedicava à venda de medicamentos à base de Cannabis – não foi devidamente justificado no processo, assim como qualquer comprovação de experiência ou mesmo capacidade operacional e financeira para cumprir o contrato.

“Além disso, a auditoria constatou que o pagamento foi feito de forma antecipada, no valor de quase R$ 49 milhões, sem as devidas garantias contratuais e sem observar as orientações da Procuradoria Geral do Estado. Por fim, os respiradores nunca foram entregues e o contrato foi rescindido sem que houvesse a restituição da quantia paga, resultando no prejuízo aos cofres públicos correspondente ao valor integral contratado (R$ 48.748.575,82).”