Segundo dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo (MPT / OIT), 22% dos trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão no Brasil são maranhenses.  O Maranhão continua sendo o maior fornecedor de mão de obra escrava do Brasil.

A Policia Federal deflagrou nesta terça (26/04) a operação “Sem Descanso” na cidade de Grajaú, distante 567,5 km de São Luís. Três mandados de buscas e apreensão foram cumpridos contra o crime de condição de trabalhadores análoga à escravidão em carvoarias do Maranhão.

A investigação foi iniciada em julho de 2021, no município de Mirador no Maranhão, e resgatou 11 pessoas. As vítimas trabalhavam em uma das várias carvoarias dos suspeitos e estavam sendo submetidas à jornada de trabalho exaustiva, especialmente os carbonizadores e as cozinheiras.

Após representação da Polícia Federal no Maranhão, foram expedidos mandados de busca e apreensão contra os investigados. Computadores, mídias e outros materiais relacionados aos fatos em apuração foram apreendidos. A polícia busca identificar outras vítimas de exploração em carvoarias vinculadas aos investigados e localizar outros envolvidos no esquema criminoso e mapear o montante ilicitamente recebido pelos investigados com a prática do delito.

Os suspeitos poderão responder pelo crime de submeter trabalhadores à condição análoga à escravidão (art.149 do Código Penal). As penas podem chegar a 08 anos de reclusão.

Segundo dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo (MPT / OIT), 22% dos trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão no Brasil são maranhenses.  O Maranhão continua sendo o maior fornecedor de mão de obra escrava do Brasil. O trabalho escravo contemporâneo é uma das tipificações do crime de tráfico de pessoas.