Vanusia de Sousa, de 39 anos, teve 40% do corpo queimado e já foi transferida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Barra do Corda para o hospital Socorrão I, em São Luís, onde passou por cirurgia.

O estado de saúde da professora Vanúsia de Sousa de Matos, de 39 anos, que teve parte do corpo queimado por um aluno de 10 anos dentro da Escola Municipal Maria Safira da Silva, em Barra do Corda, a 346 km de São Luís, é considerado grave.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus), a professora teve queimaduras de 2° grau em cerca de 40% do corpo. Com a gravidade do caso, ela foi transferida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Barra do Corda para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), na capital maranhense.

Vanúsia deu entrada no Socorrão I, por volta de 00h49, e foi encaminhada para o Centro Cirúrgico para realização dos procedimentos necessários. Ainda de acordo com a Semus, a professora encontra-se clinicamente estável e será encaminhada a UTI, para melhor acompanhamento.

O aluno, que ateou fogo na professora, foi ouvido por um psicólogo e pela Secretaria de Educação do Município. Segundo o que informou a Secretaria, o aluno contou que na quarta-feira (27) brigou com uma colega de sala e a professora o advertiu. Ele disse ainda que pesquisou na internet sobre o líquido inflamável, que comprou em um posto de gasolina e jogou contra a professora, para evitar que ela relatasse a discussão à mãe dele.

A Polícia Civil está investigando o caso. Também será instaurado um procedimento para apurar como a criança conseguiu adquirir o material inflamável. Segundo o delegado de Barra do Corda, Daniel Arruda, o aluno não foi apreendido em flagrante por ter menos de 12 anos – segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), somente adolescentes (entre 12 e 17 anos) podem ser apreendidos por cometer atos infracionais.