O pré-candidato ao governo do Maranhão afirma que existe “muita narrativa desconexa e especulação” e que as pesquisas eleitorais não revelam, de fato, o pensamento dos maranhenses.

Por meio de vídeo divulgado nas redes sociais, Simplício Araújo, pré-candidato ao governo do Maranhão, falou sobre as pesquisas divulgadas recentemente para o cargo mais alto do Estado. “Sempre me perguntam sobre as pesquisas pra governador aqui no estado do Maranhão”, disse o suplente de deputado, afirmando que as pesquisas são uma tentativa de “polarização que nesse momento não significa nada”.

Simplício aponta que a polarização, neste momento, é irrelevante porque é a análise da população sobre as propostas dos candidatos que vai decidir o futuro governador do Estado Maranhense. “Quando chegar a hora, o povo vai analisar quem tem propostas e quem tem um plano de desenvolvimento pro Maranhão”, justificou.

O suplente de deputado revela ainda que existe “muita narrativa desconexa e especulação” e que as pesquisas não revelam, de fato, o pensamento do eleitorado maranhense porque “setenta (70) por cento da população nem está pensando em eleição, nesse momento, pois está pensando em sobreviver, em ter comida na mesa, em conseguir um emprego pra sustentar a família”.

A pobreza nas casas de muitos maranhenses não começou por causa da pandemia. Ela já existia e agora só piorou. De acordo com dados de organizações internacionais, em 2019, quase 20% da população maranhense vivia com renda mensal abaixo de R$ 145. Ou seja, com essa quantia, pais de famílias tinham de se dividir entre comida, higiene e material escolar. Um valor que dificilmente cobre o básico para a manutenção da vida de um ser humano.

Simplício afirma que a participação dos mais pobres nas eleições é o fator principal para eleger o novo governador do Maranhão. Neste momento, “esse eleitorado está ‘fora do jogo’, está desinteressado, porque apenas eu tenho uma proposta, estou querendo debater crescimento, desenvolvimento e geração de emprego no Maranhão”, disse.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostrou neste ano que o Maranhão é o lugar onde seus habitantes possuem menor renda do Brasil, com R$ 635, enquanto, por exemplo, o Distrito Federal tem a maior, R$ 2.513.