Expectativa de solução é difícil, pois, mesmo com benefícios fiscais o SET alega que a tarifa deveria ser R$ 4,83, imagine com novo valor do combustível.

Mesmo com reajuste da tarifa do transporte público na Grande Ilha desde o dia 25 de fevereiro, a greve de rodoviários permanece já que a passagem aumentou e motoristas e cobradores de ônibus continuam buscando melhorias no salário.

Está marcada para a tarde desta sexta (11), portanto, às 14 horas, no Gabinete do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), a audiência de conciliação entre Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís, com a participação da Prefeitura da capital e Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos.

No entanto, se já estava difícil encontrar um consenso, haja vista que a classe patronal alega não ter condições de atender os direitos exigidos pelos rodoviários mesmo com subsídio do Município e nova tarifa do transporte coletivo, o novo aumento no valor do combustível, previsto para hoje (11), dificultará ainda mais um acordo.

A Petrobras anunciou nesta quinta (10) o reajuste no preço dos combustíveis, tendo como maior aumento justamente o diesel, de praticamente 25%. Ainda que o Senado tenha aprovado projeto para conter alta nos preços de derivados do petróleo, o consenso é visto como difícil já que, mesmo com benefícios fiscais, diminuição de custos com a retirada de cobradores, remissão de dívida tributária e redução de alíquota do ISS, o SET afirma que a tarifa do transporte deveria ser R$ 4,83, de acordo com estudo do sindicato.

A greve já dura mais de 20 dias e só não há paralisação total da frota por determinação da Justiça, que exigiu circulação de 60% dos ônibus.