Se as reivindicações dos trabalhadores não forem atendidas, a categoria afirma que haverá paralisação total do transporte coletivo em São Luís na próxima Terça (29).

Nesta terça (22), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários No Estado do Maranhão (STTREMA) realizou uma Assembleia Geral , às 17h, na sede do Sindicato, Rua Afonso Pena, no Centro, para debater a possibilidade de uma greve geral no transporte coletivo de São Luís. A reunião foi liderava pelo presidente do Sindicato, Marcelo Brito.

Sem avanços em negociações com os donos das empresas de transporte de São Luís, Marcelo Brito afirma que se as reivindicações da classe trabalhadora não forem atendidas, haverá greve geral na próxima terça (29). “A gente vai aguardar até segunda-feira algum pronunciamento dos empresários, ou Tribunal, ou da própria prefeitura. Como é que vai fazer com esses empresários que negam nossos direitos. Nosso salário atrasado. Se na segunda-feira (28) não tiver proposta, terça-feira (29) a gente amanhece parado”, explica.

 A classe patronal oferece apenas 5% de reajuste salarial. Já os rodoviários reivindicam 15% de reajuste salarial; pagamentos de salários atrasados. R$ 800 reais de ticket alimentação; e manutenção do plano de saúde concedido aos trabalhadores.

Por lei, os sindicalistas são obrigados a comunicar a decisão de greve aos empregadores e aos usuários do transporte coletivo da capital com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas antes da paralisação. Mas o presidente do STTREMA explica que a notificação da greve geral vai começar nesta quarta (23) e que o prazo será até maior do que é exigido por lei. “Com respeito à população, com respeito judiciário. A categoria entrou em uma questão de bom senso para aguardar até segunda. E na terça- feira haverá paralisação”, afirmou.

A Justiça proibiu a categoria de realizar paralisação total dos serviços de transporte coletivo e autorizou, no mês passado, a circulação de 60% da frota de ônibus na grande São Luís. Porém Marcelo Brito ainda ressaltou que os trabalhadores não podem atender a ordem judicial porque “sete, oito mil trabalhadores” estão com seus salários e benefícios sendo negados. Na época, a multa diária por descumprimento da decisão judicial foi mantida em R$ 50 mil. Na decisão, a Justiça destacou que a Lei de Greve proíbe os sindicalistas de realizaram greve geral.