Dias após militantes do partido atacarem templo da Assembleia de Deus no Ceará e igreja católica no Paraná, partido inicia investidas pelo votos de cristãos

Em busca dos votos dos protestantes, o Partido dos Trabalhadores (PT) criou núcleos evangélicos em mais de 20 Estados. A ação do partido acontece depois de ataques a Assembleia de Deus na cidade de Tauá, no Ceará, quando um militante do PT depredou o templo sagrado. E a invasão de uma igreja católica no Paraná com dezenas de manifestantes, com bandeiras do PT e do PCB, que impediram os cristãos de professarem sua fé, durante uma missa.

Em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro, o PT viu a força que o eleitorado evangélico tem nas urnas. Por isso, tenta recuperar os votos que perdeu entre 2016 e 2018. 

O plano do partido é levar a ideologia do PT para dentro das igrejas e, assim, conseguir convencer os cristãos a votar no ex-presidente Lula em 2022. O próximo passo é a criação de comitês que unam líderes neopentecostais — vertente do cristianismo — aos demais partidos de esquerda, como o PSB.

Conforme noticiou o jornal O Estado de S. Paulo nessa segunda (7), Gilberto Carvalho, ex-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e homem de confiança do ex-presidente Lula, é quem está comandando as articulações. O objetivo do núcleo: adaptar a comunicação das campanhas ao protestantismo.

Famoso por defender em sua agenda de costumes o aborto, à liberação de drogas e à “ideologia de gênero”, o PT viu pastores que se opõem à legenda começaram a se manifestar contra o partido.

A deputada e coordenadora do Núcleo de Evangélicos do PT (NEPT), Benedita da Silva (PT-RJ), afirma que a federação formada por PT e PSB busca reverter a ideia de que evangélicos são antiesquerda. “No governo Lula, os evangélicos melhoraram de vida, e os dízimos das nossas igrejas aumentaram”, disse.