O protesto pacífico reuniu centenas de educadores que buscam melhores condições de trabalho e salariais para categoria

Professores do Estado e do município se reuniram na manhã desta quarta (16) na Praça Deodoro, Centro de São Luís, para participarem da mobilização nacional em defesa da educação.

O protesto pacífico reuniu centenas de educadores que buscam melhores condições de trabalho e salariais para categoria. Os professores caminharam até a Praça Dom Pedro II, localizada também na região central da cidade, em direção às sedes do governado estadual e municipal para cobrar o cumprimento do novo piso salarial de 33,24% dos professores.

Em frente à sede da prefeitura de São Luís, professores da rede municipal protestaram contra um projeto de lei encaminhado para Câmara Municipal da capital que prevê atualização dos vencimentos apenas para profissionais do Magistério de São Luís que trabalham no ensino médio.

Segundo o Sindeducação, “a prefeitura pode cumprir a Lei do Piso Salarial Nacional e conceder reajuste para toda categoria do magistério, incluindo ativos (as) e aposentados (as), bem como repor as perdas salariais, acumuladas por estes profissionais ao longo dos últimos cinco anos”.

Com faixas e cartazes, professores do Estado foram até o Palácio dos Leões, sede governo do Maranhão. O principal alvo do protesto foi o governador Flávio Dino (PSD). De acordo com os educadores, Dino ignorou a definição do governo federal e não aderiu ao novo piso salarial, que reajusta em 33,24% o salário da categoria. Neste ano, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que a remuneração mínima nacional subiu de R$ 2.886 para R$ 3.845, maior aumento concedido à categoria desde o estabelecimento da Lei do Piso do Magistério (Lei 11.738/2008).