Para Lira, decisão do Confaz anula a economia feita pelo Congresso ao aprovar lei sobre o tema. Deputado também falou sobre eleições no Maranhão.

O deputado federal e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou os governadores pela decisão do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) de estabelecer uma alíquota única do ICMS sobre o litro do diesel (R$ 1,006 por litro), alíquota essa mais alta do que é aplicada pela maioria dos estados, e autorizar que os entes federados apliquem descontos sobre esse valor.

Em entrevista concedida ao jornal Bom Dia Mirante nesta sexta (25), Lira cobrou mais sensibilidade dos governadores em relação ao tema e disse que o mundo inteiro sofre com o aumento dos preços dos combustíveis.

“É um assunto que nos preocupa muito [os combustíveis]. Tivemos a pandemia e agora a guerra da Ucrânia, que oscila o dólar e o petróleo, e impacta no preço do combustível. Temos o ICMS que pesa muito sobre o preço da gasolina, e os governadores estão insensíveis a esse fato. Conversamos com o Senado (PLP 192/22) para dar um custo fixo sobre os combustíveis para quem precisa e diminuir a inflação”, disse Lira.

“Os estados ganharam tanto na pandemia, e o Confaz anulou toda economia que fizemos em relação ao PIS/Cofins da União”, continuou.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)

Palácio dos Leões

Na oportunidade, em entrevista à TV Mirante, o presidente da Câmara dos Deputados não garantiu o apoio do seu partido, o Progressistas, à pré-candidatura de Carlos Brandão (PSB) no Maranhão.

“O momento político demanda calma e tranquilidade. A etapa agora é de filiação, dos partidos montarem as suas nominatas, conduzirem as suas chapas e verem quem tem condições de eleição ou não. As coligações, vamos deixar para julho e agosto. Temos um tempo longo de discussão”, disse.

Flávio Dino

Nessa quinta (25), em discurso na Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), o presidente da Câmara Federal fez críticas indiretas ao governador Flávio Dino ao afirmar que o estado é frágil na estrutura de cuidar das pessoas.

“O Maranhão é gigante territorialmente, mas frágil na estrutura de cuidar das pessoas, com IDH com muita dificuldade, com a educação caindo pelas tabelas, numa história que foi vendida de melhora e aparentemente não teve. Um estado como o Maranhão não pode se dar o direito de recusar qualquer centavo, qualquer ajuda, qualquer parceria, qualquer melhora ou recursos federais para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.