Segundo a revista Crusoé, que teve acesso à investigação sigilosa, uma das mulheres que participaram da orgia prestará depoimento à PF nesta terça.

A Polícia Federal (PF) elaborou um laudo pericial em janeiro deste ano descartando “sinais de adulteração” em um vídeo de 2018 que supostamente mostra o governador de São Paulo, João Doria, em uma orgia.

No vídeo, datado de 23 de outubro daquele ano, época que o tucano era candidato ao Palácio dos Bandeirantes e chegara ao segundo turno, aparece um homem nu com feições semelhantes às de Doria rodeado de seis mulheres nuas. Através de solicitação dos advogados de Doria, o inquérito que foi aberto em 2018 para apurar crime de “difamação sexual” pode se virar contra o governador no ano em que ele pretende disputar a Presidência da República.

“A PF está reeditando o maior crime eleitoral já realizado contra um candidato na história do Brasil […] Justamente quando se aproximam as próximas eleições presidenciais”, disse o tucano por meio de nota, falando em perseguição política e acusando a Polícia federal de prejudicar sua pré-candidatura.