Possibilidade de que movimento direitista seja repetido em 2022 e coloque dezenas de milhares de pessoas de forma espontânea contra sua candidatura é vista com terror por comunista.

Mesmo sendo governador, com o apoio dos 3 primeiros colocados nas pesquisas e sem concorrente definido, Flávio Dino não consegue a maioria absoluta entre os eleitores do estado nas eleições para o senado. Uma média entre os levantamentos revela que apenas 4, de cada 10 eleitores, pretendem votar no comunista. Apesar dos números e cenário desfavorável, uma outra situação tem assombrado o esquerdista na medida em que as eleições de aproximam: as dezenas de milhares de pessoas que foram espontaneamente às ruas do Maranhão nas manifestações do 7 de setembro.

Pré-candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano, Flávio Dino teme que a reunião do grupo de manifestantes do 7 de setembro desencadeie uma onda contra ele. O temor é potencializado pelo início de protestos contra o governador em algumas de suas aparições públicas. Nas últimas semanas o governador já foi vaiado e alvo de protestos em, pelo menos, três ocasiões.

Caso o movimento cresça com a participação dos manifestantes do 7 de setembro, a campanha corpo-a-corpo do comunista poderia seria prejudicada. Além do mais, o apoio de candidatos ao governo poderia diminuir com o receio de que os manifestantes se voltassem contra o apoiador.  

Essa conjunção de fatores poderia criar uma barreira quase que insuperável para a eleição para o Senado. “Linhares, foram dezenas de milhares de pessoas em mais de uma centena de cidades sem receber nenhum tostão ou incentivo externo. Isso é perigoso demais. Se, pelo menos, metade desse pessoal resolve embarcar em uma campanha massiva antiFlávio, vai ficar ruim para ele”, disse um deputado da base governista em conversa com o titular do blog.

Na época das manifestações o governador tentou atacar os manifestantes. Contudo, foi desaconselhado por apoiadores que já anteviam a situação eleitoral.

As manifestações do 7 de Setembro foram o maior evento político de caráter popular da história. O próprio Flávio Dino, em entrevista ao site Brasil 247.

“Nós temos uma extrema direita com caráter nacional, enraizada nacionalmente, com base popular, queiramos, ou não, infelizmente, existe isso”, disse Flávio Dino.

Pelo menos até o momento a preocupação do governador se resume aos números, uma vez que não existem movimentações públicas de oposição à sua disposição de tornar-se senador. Flávio Dino ainda não possui nem mesmo adversários na disputa.