Dino questionou o presidente do Brasil sobre a interferência na Petrobras.

Através das redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), atacou mais uma vez o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Depois da Petrobras anunciar reajuste nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, Dino questionou o presidente do Brasil sobre a interferência na petrolífera brasileira.

“O Chefe (ou “chefe”) máximo da Administração Pública Federal alega que nada pode fazer sobre decisões da Petrobras, uma entidade que integra a mencionada esfera administrativa federal. Se o chefe não sabe ou não quer chefiar, ou não tem coragem, para que ele serve?”, afirmou o mandatário do Maranhão.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na quinta (10) que não define preço de combustível na Petrobras, pouco antes de a estatal anunciar novo reajuste. “No mundo todo aumentou [preço dos combustíveis]. Eu não defino preço na Petrobras. Eu não decido nada, não. Só quando tem problema cai no meu colo”, disse Bolsonaro.

“Lula e Dilma interferiram nos preços da Petrobras, entre outras coisas. Endividaram a empresa em R$ 900 bilhões. A tendência é melhorar lá fora, mas vai ter problema de combustível no Brasil. Não vai demorar”, completou.

POR QUE O PREÇO DA GASOLINA AUMENTA?

O preço dos combustíveis acompanha mais de perto o mercado internacional desde 2016, durante o governo petista, quando foi implantada a política de paridade de importação, na qual é definido o preço de paridade de importação (PPI).

O PPI é um valor de referência, calculado com base no preço de aquisição do combustível (no caso do Brasil, geralmente o preço negociado em Houston, nos EUA), mais os custos logísticos até o polo de entrega do derivado —o que inclui fatores como o frete marítimo, taxas portuárias e o transporte rodoviário— e as margens para remunerar riscos inerentes à operação.

O valor também é influenciado pela cotação do dólar.