A greve afeta cerca de 800 mil passageiros que utilizam o sistema urbano e semiurbano.

A chuva que cai em São Luís nessa semana castiga os passageiros que usam o transporte coletivo e que aguardam a resolução do impasse entre os rodoviários e os empresários para encerramento da greve de ônibus na capital. Apenas 60% da frota do transporte público circula na Grande Ilha.

Enquanto o impasse não é resolvido, quem sofre é o usuário do coletivo. A chuva parece ser o menor dos problemas, com o número insuficiente de ônibus para atender a população, o tempo na espera aumentou.

“Eu já estava há mais de 50 minutos na parada. Normalmente, isso não acontece, mas fazer o quê?”, reclama um morador do bairro Vila Embratel.

A paralisação afeta, diretamente, cerca de 800 mil passageiros que utilizam o sistema urbano e semiurbano. A superlotação e o tempo dos percursos também incomodam os passageiros.

“De manhã é pior. Muito lotado. Além da demora, a gente tem que aguentar tudo isso. Eles ainda querem aumentar mais o preço da passagem”, conta ele.

Desde do dia 27 de Fevereiro, os preços das passagens do transporte coletivo de São Luís aumentaram em R$0,20. Mesmo após o ajuste, de acordo com o Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, não há previsão para circulação totais dos ônibus na capital.

“Não tem contraproposta nenhuma da nossa proposta. A única decisão que tem é a liminar pra rodar com 60% da frota e isso tá sendo cumprido. Os donos das empresas e os gestores da cidade não tão lá pra escutar, quem escuta é o motorista e cobrador”, afirma Marcelo

A categoria, que pede um reajuste salarial de 15%, não chegou a um acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SET). Além do reajuste nos salários, os rodoviários reivindica ainda ticket-alimentação de R$ 800, inclusão de um dependente no plano de saúde, regularização dos salários atrasados e ainda que sejam assegurados os empregos dos cobradores de ônibus.