Durante a cerimônia de abertura dos trabalhos da Corte, presidente do Tribunal Superior Eleitoral criticou desinformação na internet e nas redes sociais.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a atacar o voto impresso, alegando que a pauta volta e meia é ressuscitada, principalmente em períodos de eleições.

“Não há qualquer sentido em se retomar a discussão sobre o voto impresso com contagem pública manual para as eleições de 2022, como voltou a circular”, afirmou o juiz.

Barroso alegou que não daria tempo de fazer a licitação e produzir 500 mil impressoras, caso a medida fosse aprovada. Enquanto discorria sobre o voto impresso ser “passível de fraude”, o magistrado disse que está em circulação uma teoria em prol de o eleitor sair da cabine com o comprovante do voto.

“Isso seria o fim do sigilo do voto. O voto secreto está previsto na Constituição e foi uma conquista […] O eleitor ficaria exposto a ter que exibir esse comprovante ao traficante, ao miliciano e ao coronel local”, justificou.

Acontece que a PEC que tratava do voto auditável não previa que o eleitor saísse das urnas com o comprovante do voto. O documento seria impresso pela urna, de modo que possibilitasse ao eleitor ver em quem votou, confirmasse o voto e, na sequência, caía em uma urna lacrada.