Investigação revela que não existem registros de compra e venda no Detran, como anunciado pela parlamentgar. Matéria traz os números do chassi e renavam do veículo em que foram apreendidos mais de meio milhão de reais.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal aprenderam R$ 575.860 em espécie nas proximidades de Peritoró no dia 18 de janeiro. Após investigações, ficou comprovado que o veículo é de proriedade de Zale Jardão Meneses, mãe da deputada Daniela Tema. Em nota divulgada no dia seguinte, a deputada tomou para si a explicação do acontecido e afirmou que o veículo já havia sido vendido e que, tanto ela quanto a mãe, não poderiam ser envolvidas no caso. Pois bem, a versão contada pela deputada não condiz à realidade. Não há registros legais da suposta venda divulgada pela deputada.

o documento comunicou que o veículo, um Toyota Corola XEI de placas PTM4562, não era mais de propriedade da sua mãe e que o processo de venda havia “seguido os tramites legais do processo de compra e venda”.

Levando-se em consideração que esse processo significa a comunicação da venda do veículo ao Detran (reconhecidamente como a autoridade legal responsável por esse tipo de processo), a versão contada pela parlamentar não é verdadeira. Não constam quaisquer registros de transferência, comunicação de venda e nem sequer a emissão de guias de pagamento para o início do processo no sistema.

A informação foi repassada por fontes dentro da Polícia Rodoviária Federal que têm acesso ao sistema. Para provar a veracidade da denúncia contra a parlamentar, são expostos aqui os últimos quatro números do chassi (1599) e do Registro Nacional de Veículos Automotores, o Renavam (7285).

PROBLEMA ANTIGO

No início de dezembro de 2021 a parlamehtrar envolveu-se em uma polêmica com policiais militares após uma revista de rotina em Tuntun, cidade do interior maranhense. Na ocasião, a parlamentar reclamou da forma como foi aborada pelos policiais. Um vídeo da ação dos policiais mostra que eles seguiram todos os procedimentos legais. Apesar disso, a deputada afirmou ser vítima de abuso de autoridade pelos agentes.

O fato é que, até a publicação da nota, a deputada não poderia ser envolvida de nenhuma forma com o episódio. Após divulgar informação inverídica, não se pode dizer o mesmo. Qual a intenção da parlamentar em tentar eximir a família do caso?