Governador reclamou da dívida contraída por Roseana com o Bank of América, mas esquece dos empréstimos que ficarão como herança para seu sucessor.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), reclamou, em suas redes sociais, do pagamento de R$ 294 milhões referentes a empréstimo contraído pela ex-governadora Roseana Sarney com o Bank of América.

“Pagamentos feitos desde 20 de janeiro de 2015, dois por ano. Ao preço de hoje estes 7 pagamentos ultrapassam a casa de 2 bilhões de reais”, disse Márcio Jerry (secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano), alegando que, quando a ex-governadora fez o empréstimo, o dólar não chegava a três reais. Hoje, o dólar opera a R$ 5,40.

Acontece que, quando surgiu como candidato, Flávio Dino prometeu fazer diferente de como ocorria no Maranhão. Entretanto, bastou assumir o cargo e fez tudo o que outros governadores faziam antes.

Aliás, como se não bastassem os empréstimos que contraiu nestes 7 anos que comanda o Maranhão, o governo tem a prática de fazer pedido de regime de urgência. E uma proposta, quando votada com urgência, impede todo o trâmite normal. Dessa forma, os profundos debates que poderiam ser feitos visando elucidar as respectivas consequências em caso de aprovação do empréstimo solicitado pelo Poder Executivo, além de deixar a proposição mais transparente para que o interesse público compreenda o que o Legislativo está votando, são anulados.

Portanto, a reclamação do governador até seria justa se não tivesse feito o mesmo que os seus antecessores, visto que em sua gestão também foram feitos empréstimos que ficarão como herança ou “tragédia” para pagamento do seu sucessor.