Senadora não reagiu a perguntas que caracterizavam crenças evangélicas como indesejáveis para um ministro do STF

Relatora do processo de sabatina do advogado André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF), a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) não reagiu aos ataques contra Mendonça por conta de sua orientação religiosa. Assim como o postulante ao cargo no STF, Gama também se apresenta como evangélica.

Durante as várias horas em que foi sabatinado na CCJ, Mendonça foi alvo de perguntas que caracterizavam o exercício de sua fé como algo indesejado. Questões como casamento gay, aborto e outras situações foram colocadas de forma a constranger Mendonça.

Apesar da visível tentativa de desmerecê-lo por sua condição religiosa, durante toda a sabatina a senadora abdicou da defesa da fé evangélica.

Aliás, no próprio relatório a senadora fez questão de revelar sua predileção pelo esforço de barrar a inserção das crenças evangélicas no estado. “Em nosso país não prosperou nem prosperará modelos de Estado como o teocrático”, disse. A expressão é um ataque, indireto, ao desejo de evangélicos de terem suas posições defendidas na politica.  

Gama apresentou relatório favorável à condução de Mendonça ao STF e comemorou sua indicação. Contudo, no momento em que a fé mais precisou de defesa, a senadora optou pelo silêncio.

O desânimo em defender pautas evangélicas pode ser explicado pelo furor com que a senadora tem defendido pautas de esquerda. A única