Secretário de Saúde afirmou que alguns pais “acham natural que crianças morram de Covid-19”. Documento é repleto de fake news e desinformação.

O secretário de saúde do Maranhão, Carlos Lula, usou uma Carta de Natal do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) para tentar manipular crianças. Ao invés de formular um texto que tentasse defender seu ponto de vista e sugerir a vacinação, o advogado usou informações falsas e desencontradas para tentar colocar crianças contra os pais.

“Infelizmente há quem ache natural perder a vida de vocês, pequeninos, para o coronavírus”, este trecho da carta já explica muito bem a motivação política e mentirosa do secretário. Carlos Lula afirma, sem nenhum pudor, que existem grupos no Brasil que desprezam a morte de crianças. Em toda sua extensão o documento é repleto de trechos tão absurdos quanto este.

O alarmismo da carta não possui justificativa científica. A porcentagem de vítimas da Covid-19 no Brasil é de 0,21 % (menos de um por cento). Dos mais de 615 mil mortos no Brasil, menos de 1500 tinham idade inferior a 18 anos.

“Os cientistas do mundo inteiro apontam a segurança e eficácia da vacina para crianças!”, escreveu o secretário.

Carlos Lula também mente ao afirmar que os cientistas do mundo inteiro atestam a segurança das vacinas. A taxa de mortalidade mínima, ligada ao fato de que as vacinas são experimentais e usadas de forma emergencial, é apontada como principal fator para a não exigência da obrigatoriedade da vacinação de crianças e adolescentes.

Ao fim da carta, Carlos Lula ainda sugere às crianças que enfrentem a decisão de pais que tentem procurar uma opinião médica em relação à vacinação. “Quando iniciarmos a vacinação de nossas crianças, avisem aos papais e às mamães: não será necessário nenhum documento de médico recomendando que tomem a vacina”, disse.