Assassinatos em situações suspeitas levantam tese de “programa de extermínio” contra policiais inédito na segurança pública do estado. Governador Flávio Dino não divulgou nota lamentado mortes e nem anunciou medidas.  

Poucos dias após dois policiais militares serem executados, o sargento da PM do Maranhão, Mozaniel Mendes Sousa, lotado no Batalhão de Polícia (BPA), foi morto a tiros no Jardim São Cristóvão 1, em São Luís. Como das vezes anteriores, as abordagens revelam que há um programa de extermínio de policiais no Maranhão.

Mosaniel foi abordado e executado na noite de terça. Os autores fugiram levando a pistola do sargento.

No sábado (16), o subtenente Israel Silva Nonato Filho foi assassinado em circunstâncias semelhantes em um lava-jato, no bairro do Coroado.

Antes dos dois, o sargento aposentado da Polícia Militar Raimundo Lima Silva Santos foi morto a tiros na quarta (13) em um posto de combustível no povoado Brejinho, na zona rural do município de Caxias. No caso de Raimundo, os indícios são de que ele tenha sido morto após tentar impedir um assalto. Mas, a situação não é conclusiva.

Apesar da brutalidade dos casos em um espaço de tempo tão curto, o governador Flávio Dino silenciou em relação às mortes e nenhuma medida para investigar e impedir as execuções foi divulgada publicamente.