Órgão, que virou patrimônio familiar após ser presidido pelo deputado Duarte Jr e herdado por sua esposa Karen Barros, decidiu cobrar Facebook por apagão mundial. Enquanto isso, empresas maranhenses que prejudicam o consumidor passam despercebidas.

O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA), dirigido pela advogada Karen Barros, assumiu-se como um órgão de propaganda política mequetrefe que abdicou de defender os direitos dos consumidores no estado. A empresa decidiu simplesmente abafar os casos de falta d’água em vários bairros da capita, quedas seguidas na Operadora Vivo, diminuição da qualidade em transportes de aplicativos e mais uma série de problemas do dia-a-dia da para processar, vejam só, o Facebook.

Sob o comando de Karen Barros, o Procon tem se notabilizado por medidas esdrúxulas como a fiscalização de propaganda de motéis. As atitudes de Karen Barros podem encontrar explicação no fato de que ela é esposa do circense deputado estadual Duarte Jr (que semanas atrás trepou em uma árvore para salvar um gatinho e divulgou a ação como ato de heroísmo).

A figura de Duarte Jr, aliás, é frequente na empresa e tem sido encarada por muitos como uso indevido da publicidade da instituição. Aliás, Duarte responde processo no Superior Tribunal Eleitoral e pode ser cassado por uso indevido da entidade já nas eleições de 2018.

Segundo Karen Barros, as pessoas foram prejudicadas com o apagão no Facebook. “As pessoas foram impactadas por essas falhas, por isso, notificamos essas plataformas para que prestem esclarecimentos e apresentem as medidas que foram tomadas para solucionar o problema”, disse.

E a Caema, presidente? Não prejudica a vida de ninguém com o serviço que (não) presta?

E a Vivo, presidente? Não prejudica as pessoas com suas seguidas quedas de sinal?

E a Equatorial, presidente? Não prejudica o maranhense ao desrespeitá-lo?

Aliás, sobre a operadora Vivo cabe uma ressalva: somadas todas as quedas de sinal acontecidas em São Luís nos últimos meses, o número de horas de paralisação supera INIFITAMENTE o período em que as plataformas do Facebook ficaram fora do ar.

E o Procon? Nada. O Procon está muito ocupado fiscalizando propaganda de motel e querendo explicação de Mark Zuckerberg.