Além de não apresentar documentos, alegação de que Ministério Público havia arquivado dossiê com supostas irregularidades foi desmentida por membro da instituição

No dia 5 de outubro foi publicada matéria neste site sobre uma investigação por parte do Ministério Público e da Polícia Federal por denúncias de supostos crimes de improbidade investigam contra Sérgio Murilo Cruz de Oliveira. Presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Maranhão (CRC), Sérgio tinha conhecimento das denúncias antes de serem publicadas e alegou, em evento do conselho, que todas haviam sido analisadas e arquivadas pelo Ministério Público Federal (MPF). A versão, no entanto, não condiz com a realidade e membros do MPF contestaram o presidente do CRC.

O dossiê que denuncia práticas supostamente ilegais no Conselho Regional de Contabilidade foi protocolada no dia  12 de abril de 2021 e foi assinado por quatro membros. A atual gestão é acusada de cometer, pelo menos, oito crimes. As denúncias vão desde a contratação irregular de empresas de limpeza, falsidade ideológica e malversação de recursos do conselho, como noticiado anteriormente pelo blog.

Ainda no dia 5 de outubro, o presidente Sérgio Murilo entrou em contato com o blog e reafirmou que as denúncias haviam sido arquivadas. Questionado sobre documentos que poderiam provar o que ele alegava, Sergio preferiu citar outros membros do conselho como responsáveis pelas denúncias. No dia 10 de outubro o presidente voltou a entrar em contato solicitando uma reunião presencial com o titular do blog. Já os documentos que poderiam provar o arquivamento das denúncias nunca foram enviados. Todas as conversas foram salvas.

Após as alegações de Sergio Murilo, um membro do Ministério Público negou informalmente a versão de que tudo havia sido arquivado. “Ele não pode sair por aí espalhando isso. Porque não é verdade”, disse.

Ou seja: a versão de Sergio Murilo sobre o arquivamento dos processos nº 1.19.00.00.771/2021-11 e nº 1.19.000.00.715/2021-78 no Ministério Público e da notícia crime 20210048418, sob responsabilidade do delegado federal Natan Vasconcelos, não condizem com a realidade.