Aliança entre João Amoêdo e esquerda pela deposição de Jair Bolsonaro decepcionou filiados que começam a deixar partido. Número de ex-filiados já é maior do que membros atuais

Na ocasião de sua criação, o Partido NOVO era apontado como o primeiro partido legitimamente de direita de cada 10 entre 10 direitistas. Passados 10 anos de sua fundação, o partido vive um processo de decadência e guerras internas que devem resultar no apequenamento da legenda.

Registros mostram que, apenas em julho, o partido perdeu mil filiados. Em números absolutos, já são mais de 35,5 mil desfiliações. Atualmente o partido conta com 33,8 mil filiados.

Ou seja, o número de desfiliações supera o número de filiados. Em se tratando de um partido que conta com doações para manter-se, a notícia é devastadora.

O desembarque aconteceu após ser constatada a realidade de que o NOVO não se trata de um partido de ideias e princípios, mas de mais uma legenda com proprietário. No caso, João Amoêdo.

Nas eleições de 2018 Amoêdo divulgou a imagem de liberal e adversário da esquerda que foi demolida após a eleição de Jair Bolsonaro. Nos últimos anos o NOVO, sob o comando de Amoêdo, o partido se transformou em uma legenda de oposição. O próprio Amoêdo deixou para trás as críticas contra a esquerda e centra fogo diário no atual presidente.

O comportamento de Amoêdo e de lideranças do partido decepcionaram seus seguidores que começam a ver na legenda uma reedição da “direita PSDB”, um faz-de-conta que tem como objetivo impedir o avanço da chamada “direita raiz” no Brasil.

Hoje em dia o único ponto de sustentação da legenda é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Que, aliás, discorda muito do partido na postura contra o presidente. Se continuar sob a batuta de Amoêdo, o partido NOVO está fadado a extinção.