Notícia levou Brasil ao pânico foi desmentida por prefeituras, governos e Ministério da Saúde.

Na semana passada a população do Brasil ficou estarrecida com reportagem da Folha de São Paulo sobre a aplicação de 26 mil doses vencidas de vacina do laboratório. A notícia foi desmentida por todos os prefeitos, governadores e, mais recentemente, pelo Governo Federal.

A matéria falsa divulgada pelo jornal afirmava que as vacinas vencidas eram oriundas de lotes importados da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ou adquiridos por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Além do número de doses vencidas, a matéria enganosa da Folha trazia até o número de cidades que haviam recebido os imunizantes. Foram 1.532 municípios brasileiros. Até um ranking foi criado e elevou o pânico em algumas cidades. Maringá (PR), Belém (PA), São Paulo, Nilópolis (RJ) e Salvador (BA) teriam sido as cidades que mais aplicaram vacinas vencidas

No momento, a vacina da AstraZeneca é a mais usada contra Covid no país, respondendo por 46,2% de toda a imunização.

Matéria enganosa

Logo após a matéria da Folha de São Paulo, iniciou-se uma corrida de prefeituras e estados para desmentir os números e as informações do jornal. Por último, o Ministério da Saúde informou que nenhuma dose vencida de vacina contra a covid-19 foi repassada aos estados e ao Distrito Federal. A pasta acrescentou que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição.

A prefeitura de Maringá (PR), apontada pela reportagem como o município que mais teria aplicado doses vencidas, também afirmou que nenhuma dose fora da validade foi usada. Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Puzzi, há divergências no preenchimento de dados no sistema eletrônico do SUS.

A Secretaria de Saúde do governo do Distrito Federal também disse que é improcedente a informação sobre aplicação de vacinas vencidas.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro declarou que recebeu do Ministério da Saúde todos os lotes de vacinas dentro do prazo de validade. Informou, também, que está verificando se houve aplicações de doses vencidas.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que os lotes que estariam com prazo de validade expirado não foram feitos no Brasil. O órgão pertence ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção nacional dos imunizantes da AstraZeneca contra a covid-19.