Nas eleições de 2018 Roseana Sarney só decidiu sair candidata seis meses antes do pleito. O erro ajudou Flávio Dino a eleger-se no 1º turno e a ter liberdade para fazer seus dois senadores.

Os números da Escutec divulgados no último fim de semana por O Estado do Maranhão mostram que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) seria a pré-candidata mais competitiva no atual momento. Seria caso fosse pré-candidata. Apesar de liderar m todos os cenários, Roseana ainda não tem uma decisão formada sobre 2022. A indecisão é um erro.

Nos meses que antecederam as eleições de 2018, a ex-governadora titubeou em assumir a candidatura. Inacreditavelmente, a maior política da história do Maranhão esperou até maio de 2018 (seis meses antes do pleito) para assumir oficialmente a candidatura.

A ação foi errada e a realidade se encarrega de mostrar. Por meses como “candidato único”, e com a máquina governamental na mão, Flávio Dino venceu as eleições daquele ano no primeiro turno com folga e ainda teve liberdade para colocar Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) nas duas vagas do senado.

A indecisão de Roseana foi a melhor aliada de Flávio naquele ano.

Aliados da ex-governadora acreditam que ela tende a cometer em 2022 o erro de 2018: manter a candidatura apenas no imaginário da população o máximo possível. Só que dessa vez, sem candidatura.

A intenção seria manter-se em evidência e depois partir para uma eleição fácil para a Câmara Federal. Acontece que o inverso é muito mais eficiente. Roseana não é obrigada a ser candidata em 2022 se sair pré-candidata em 2021. Os holofotes até a eleição serão muito mais luminosos com ela já “decidida”.

Seus adversários serão represados, seus possíveis aliados irão sonhar com uma aliança diplomática e seria uma das generais do processo.

Quer seus adversários concordem, ou não, quer seus aliados discordem, ou não, e querendo Roseana aceitar a realidade, ou não, ela está, ao lado de Flávio Dino, no patamar de figura política mais proeminente no Maranhão. E o comunista não é candidato ao governo. Ela vai estar entre os três melhores colocadas que faça algo, ou não. Se fizer, estará entre os dois.

Manter a pré-candidatura apenas na esfera da possibilidade quando se está na liderança é um péssimo negócio.