Nazistas do lado de fora de uma loja de Berlim colam cartazes com: “Deutsche! Wehrt Euch! Kauft nicht bei Juden! (“
Alemães! Defender! Não compre dos judeus!“). Clarice Binda (detalhe) quer política semelhamte contra conservadores.

Em 1º de abril de 1933 o partido nazista iniciou uma política de boicote contra profissionais e empresas de judeus. Os nazistas atacavam, divulgavam notícias e realizavam protestos contra produtos/serviços comercializados por judeus. A intenção dos nazistas era prejudicar todo o grupo economicamente e força a falência. Ao contrário de boicotes democráticos (que se caracterizam por ações individuais contra uma marca, profissional ou negócios), a ação dos nazistas era movida indiscriminadamente contra todo um grupo de pessoas. Não importava a qualidade do serviço e/ou produto, mas ao grupo que o profissional/empresário participava.

Ressaltando: boicotes democráticos são movidos contra UM produto ou UMA marca que promove práticas e/ou comportamentos imorais e/ou ilegais. Já a prática nazista é movida contra todo um grupo de pessoas apenas por motivação política, religiosa ou étnica.

A defensora pública Clarice Binda, conhecida por ter tentado implantar o lockdown no Maranhão a todo custo, usou suas redes sociais para definir que a população deve boicotar eleitores e defensores do presidente Jair Bolsonaro. Clarice não deu nenhuma explicação que ultrapassasse o fato da opinião política dos alvos de seu boicote.

Na publicação a advogada afirma que a defesa do presidente Jair Bolsonaro é suficiente para que a desistência de determinados profissionais. Além disso, Clarice Binda faz relação entre o presidente e o profissional que faça a defesa dele como sendo “iguais”.

Resgatando publicações antigas, é possível encontrar um artigo (Maria, preciso te contar sobre Bolsonaro, o fazedor de órfãos) que aponta o presidente como organizador e responsável por uma política de assassinato de 400 mil brasileiros. Dessa forma, a lógica tende a indicar que Clarice Binda, além de considerar o presidente um assassino, também qualifica seus apoiadores como tais.

Semanas atrás, sob a distração da instalação de uma estátua, militantes do grupo ideológico de Clarice Binda atacaram a instalação da loja de departamentos Havan em São Luís. Por trás da desculpa, o verdadeiro alvo é um empresário Luciano Hang, apoiador do presidente.

Conversei com um colega jornalista sobre os tempos sombrios que estavam chegando com essa tentativa de falir empresários e profissionais apenas por suas posições políticas e com base em fantasias juvenis. Ele duvidou. Pois aqui está a prova…

EM TEMPO: Clarice Binda tem todo o direito de sugerir boicote contra UMA marca, profissional ou serviço que considere ativo em prática abusiva ou ilegal. O que ela não pode é EXIGIR que profissionais que NUNCA VIU NA VIDA, ou tem conhecimento da qualidade de seus produtos ou serviços, sejam excluídos da economia.