Ministério Público Federal exigiu indenização e marcas que apoiavam o programa foram, supostamente, pressionadas a suspender o patrocínio

Ainda que Sikêra Jr rotineiramente conceda espaço para a comunidade LGBTQIA+, o Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação civil pública contra o apresentador da Rede TV alegando crime de homofobia.

Os comentários foram feitos após a rede Burguer King lançar uma campanha voltada aos centros de cidadania LGBTQIA+, usando crianças no comercial para reproduzir uma mensagem contra a homofobia. Diante disso, o apresentador contestou o uso de crianças no comercial e alegou que a iniciativa incentiva uma determinada orientação sexual ao público infantil.

“A criançada está sendo usada. Um povo lacrador que não convence mais os adultos e agora vão usar as crianças. É uma lição de comunismo: vamos atacar a base, a base familiar, é isso que eles querem […] mas vai chegar um momento que vamos ter que fazer um barulho maior. Deixa a criança crescer, brincar, descobrir por ela mesma […] dentro de uma família, da família tradicional brasileira, nunca será normal. Se você quer dar esse rab… dê, mas não envolva as crianças”

No processo, o Ministério Público Federal solicita que a Rede Tv! e Sikêra Jr sejam condenados ao pagamento de R$ 10 milhões a título de indenização por danos morais e coletivos, exigindo “exclusão da íntegra do programa objeto da presente ação que foi veiculado em 25 de junho de 2021 de seus sites e redes sociais e que tanto a emissora como seu apresentador sejam obrigados a publicar retratação pelos mesmos meios e mesmo tempo e em idêntico horário, especificando tratar-se de condenação judicial imposta nos autos da ação, devendo a referida postagem permanecer nos sites da empresa ré pelo prazo mínimo de um ano”.

Como se não bastasse a indenização, obrigação de retratação e exigência de permanência mínima dos pedidos de desculpas, tanto do apresentador como da emissora, empresas como HapVida, MRV e TIM suspenderam o patrocínio ao programa.