Profissionais da saúde acreditam que ele tenha se contaminado entre primeira e a segunda dose

Dois dias depois do cantor ter tomado a segunda dose do imunizante CoronaVac do Instituto Butantan, Agnaldo Timóteo foi internado em 17 de março reclamando de falta de ar, falecendo neste sábado (3) por complicações do Covid-19.

Embora o Governo de São Paulo afirme que a vacina é 100% eficaz contra casos graves, o Instituto Butantan explica que “[…] a vacinação diminui o risco, mas não imuniza totalmente a pessoa. Nenhuma vacina contra qualquer doença é 100% eficaz […] algumas pessoas ainda podem ter a doença ou a infecção mesmo tendo sido vacinadas, mas poderão ter uma forma menos grave da doença em função do imunizante”.

Em 25 de março, mesmo tomando doses nos dias 21 de janeiro e 11 de fevereiro, Justiniano Rocha (Secretário de Saúde de Lins/SP) morreu de Covid-19 após ter tomado as duas doses da CoronaVac. Já no dia 26 de março, em Minas Gerais, Juliana Pereira Silva morreu aos 33 anos à espera de um leito de UTI 40 dias após ter tomado a segunda dose. Este último caso chama mais atenção pois, de acordo com especialistas, a vítima havia atravessado a “janela imunológica” de duas semanas.