As vacinas chinesas foram exportadas para 22 países, entre eles o Brasil. Milhões de pessoas já receberam as duas doses necessárias.

O diretor do Centro Chinês de Controle de Doenças, Gao Fu, declarou, neste sábado (10), que as fórmulas chinesas não têm taxas de proteção muito altas. No dia seguinte (11), a autoridade máxima da Agência Chinesa de Controle de Doenças disse que o governo do Partido Comunista da China analisa possibilidade de misturar vários imunizantes devido a baixa eficâcia das vacinas chinesas contra o coronavírus.

É a primeira vez que um cientista chinês discute de forma pública a baixa eficácia das vacinas, considerando a possibilidade de usar vacinas diferentes de linhas técnicas diferentes para o processo de imunização. Além de modificar a tecnologia utilizada e de combinar as fórmulas, a modificação do intervalo entre as inoculações e o acréscimo de uma terceira dose ao programa de vacinação são outras opções analisadas. Até o momento, a China ainda não aprovou o uso de nenhuma vacina estrangeira no país.

Pesquisadores brasileiros concluíram que a eficácia da vacina Sinovac (empresa farmacêutica estatal da China) na prevenção de infecções sintomáticas foi de 50,4%, sendo considerada útil. Autoridades que deram entrevista coletiva neste domingo (11) não responderam às perguntas sobre prováveis mudanças nos planos oficiais sobre a vacina e comentários de Gao Fu.