Pressão do STF quanto às análises das petições de impeachment que já foram protocoladas não intimidaram o presidente

Nesta quinta-feira (15), em meio à recente informação de que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, teria estabelecido o prazo de até cinco dias para Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, justificar os motivos de não ter averiguado as petições de impeachment já protocoladas na Casa, Jair Bolsonaro, presidente da República, afirmou que somente Deus pode tirá-lo da cadeira presidencial.

Jair Bolsonaro, que já havia manifestado nesta semana que estava no aguardo de uma sinalização da população para tomar as providências cabíveis contra as medidas de restrições aplicadas pelos estados e municípios, dessa vez, afirmou que está no aguardo da resposta de Arthur Lira e que o Brasil se aproxima de um “limite”. Muito embora o presidente não tenha especificado o que quis dizer com tal colocação, o chefe do Executivo fez questão de ressaltar que vai atuar “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Só Deus me tira da cadeira presidencial e me tira, obviamente, tirando a minha vida. Fora isso, o que estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar […] Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil. E o que eu posso fazer? […] Eu sei o que tem que fazer, dentro das quatro linhas da Constituição para restabelecer a ordem no Brasil. […] Eu sei onde está o câncer do Brasil. Se esse câncer for curado, o corpo volta a sua normalidade. Estamos entendidos? Se alguém acha que tem que ser mais explícito, lamento”, declarou