Antes um dos locais mais movimentados e conhecidos de São Luís, lugar foi abandonado na gestão de Flávio Dino e passa pelo seu pior momento

O Terminal Rodoviário de São Luís já foi um dos lugares mais conhecidos e emblemáticos da capital do Maranhão. Principal porta de entrada para os maranhenses do interior do estado, hoje a rodoviária amarga dias de decadência que coincidem com a chegada de Flávio Dino ao poder no estado. O desprezo do governo pela administração do local transformou a chamada Rodoviária de São Luís em um lugar fantasmagórico e que, recentemente, foi ocupada por traficantes de drogas.

Atualmente gerenciada por uma empresa terceirizada chamada SINART, o Terminal Rodoviário de São Luís passa por seu pior momento. Os problemas na parte elétrica, hidráulica e na relação com os trabalhadores que tiram seu sustento do local são visíveis. Essa situação afastou os maranhenses do local.

Na semana passada trabalhadores procuraram o BLOG DO LINHARES para denunciar o que já é observado por todos que olham o local no presente e têm idade para lembrar de como era no passado.

Segundo eles, a SINART tem desviado recursos e não cumprido suas obrigações de zelar pela manutenção do lugar. Apesar da falta de obras e degradação escancarada do lugar, a empresa aumentou os aluguéis dos permissionários (pessoas que tiram seu sustento dos boxes e demais estabelecimentos). Alguns subiram de R$ 250 para R$ 475. Outros foram de R$ 329 para R$ 746. Aumentos tomados de forma ditatorial pela empresa segundo as denúncias.

Segundo os permissionários, a concessão da SINART é concedida ilegalmente pelo governo Flávio Dino para gerenciar o local. Mesmo perdendo a licitação e sendo alvo de uma série de decisões judiciais, o Governo do Maranhão continua permitindo que a empresa continue na administração do local.

Para piorar, a empresa ainda apareceu com um contrato em que estipula um despejo em massa de todos os permissionários. Alguns deles já com décadas de trabalho. O contrato possui uma cláusula que demonstra bem o caráter da SINART na relação com os trabalhadores. O despejo, segundo o contrato, deve acontecer “independente de notificações ou interpelações”. Ou seja, nem o dever de notificar as pessoas do despejo a tal empresa assume.

Além disso, funcionários da empresa SNART são acusados de superfaturar e fraudar as contas da Rodoviária de São Luís. Um supervisor e uma gerente comandam a quadrilha. A falta de respeito chegou ao ponto de que os dois faziam festas nas dependências da Rodoviária de São Luís regadas a álcool com dia e hora marcados.

Contudo, a maior das denúncias diz respeito a uma espécie de sociedade entre SINART e uma facção criminosa de São Luís que transformaram alguns boxes em pontos de venda de entorpecentes. A atuação dos traficantes conta com a proteção da SINART que trata de afastar policiais e proteger os traficantes.

As denúncias apontaram seis nomes como responsáveis pelos desvios de verbas públicas, instituição do tráfico de drogas no local e tentativa de despejo dos permissionários. Entre eles um ex-secretário de governo que seria o principal beneficiado, e protetor, dos esquemas.