Mídia brasileira ignora a maior crise de fronteira dos EUA enquanto governo Biden tenta mitigar tragédia anunciada por Trump durante campanha

O governo Biden está transferindo 500 crianças de instalações fronteiriças, sob custódia da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, para uma instalação de detenção de emergência. A medida é parte dos esforços para reduzir a superlotação nas áreas de fronteira.

As crianças estão sendo levadas a uma propriedade da National Association of Christian Churches em Houston, Texas. O local foi transformado em uma área de emergência pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, sigla em inglês) e pelo Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR, idem).

No início desta semana, o HHS também anunciou a abertura de instalações adicionais para lidar com o aumento significativo de travessias ilegais na fronteira sul dos EUA, particularmente por menores desacompanhados.

Enquanto a maioria dos adultos solteiros e algumas famílias estão sendo mandados de volta aos países de origem, o governo Biden tem aceitado todas as crianças que entram ilegalmente no país sem a companhia de um adulto.

De acordo com a administração do HHS, até o dia 29 de março cerca de 17,2 mil menores estavam sob custódia do departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (Customs and Border Protection-CBP) e do HHS.

Durante o mês de março o CBP prendeu mais de 150 mil imigrantes ilegais – 50 mil a mais do que em fevereiro – de acordo com o ex-comissário da patrulha de fronteiras, Mark Morgan.

“Outros 30 mil fugiram da captura”, afirmou Morgan, que recebeu os números provisórios do CBP de fontes internas.

Agentes da patrulha de fronteira e autoridades locais relataram casos terríveis de traficantes de pessoas que abandonam crianças desacompanhadas na fronteira ou no rio Rio Grande.

No início de março, uma equipe tática especial que opera ao longo da fronteira EUA-México, no Texas, disse que agentes resgataram um bebê de seis meses deixado em uma jangada no Rio Grande por traficantes.