Mesmo morrendo de vontade de trancafiar maranhenses em casa, governador voltou atrás na decisão para evitar desgaste nas eleições do ano que vem. Acabou a gestão que nunca existiu, agora é só política.

Talvez Flávio Dino, ao lado de João Dória, seja o maior crítico do “negacionismo” do presidente Jair Bolsonaro que insiste em dizer que o país não pode parar por conta da pandemia. São centenas, talvez milhares, as publicações do comunista que recriminam o presidente.

Nesta semana o governador teve a oportunidade de realizar na prática as medidas que canta em verso e prosa em suas redes sociais. Mesmo que de forma tímida, anunciou medidas de endurecimento do distanciamento social que foram revogadas horas depois.

A decisão de “cancelar o cancelamento encerra” extraoficialmente o governo de Flávio Dino. Agora toda e qualquer decisão, cada mísero centavo gastos (ou roubado), terá como meta as eleições de 2022.

Mesmo consumido por uma tara em decretar lockdown total, o governador sabe que a decisão no ano quer antecede a eleição é perigosa.  

Ao ver que seu novo aliado deu com os burros n’água ao impor novas medidas de restrição e distanciamento, Flávio Dino voltou atrás de sua decisão de proibir aniversários, casamentos, batizados e eventos de até 150 pessoas. Está “tudo liberado” e assim ficará até a eleição.

Flávio Dino sabe que após oito anos terá muito pouco a oferecer em 2022. Com sua impopularidade crescendo visivelmente nas redes sociais, é esperado que o governador enfrente dificuldades ao ter que explicar o que fez ao Maranhão após oito anos de governo.

E uma simples observação dos fatos revela que ele fracassou miseravelmente ao “salvar o estado”. Ou alguém acha que após oito de Flávio Dino algo mudou para melhor? “Para melhor”, repito!

Flávio Dino sabe que não terá nada a mostrar em 2022 além de sua conversa fiada anti-bolsonaro engana trouxa. Sabe que não terá nada como legado além de índices de desenvolvimento humano pior do que os que entregou, um punhado de obras miseráveis, muitos escândalos de corrupção e aumento da dívida pública.

Cancelar o cancelamento de festas de aniversário e ventos similares foi uma decisão acertada. Mas, não pensem que o governador fez isso por vontade própria. Tentou e desistiu porque eleição importa muito mais, até mesmo, do que ele mesmo fala todos os dias em suas redes sociais.