Após omitir-se nas eleições e desprezar aglomerações ilegais, Ministério Pùblico persegue empresários e tenta dar “lockdown” no carnaval.

 O Ministério Público do Maranhão está perdido na tentativa de luta contra a Covid-19. As ações da entidade que visam impedir a proliferação são desconexas e irracionais. Enquanto silencia em relação a flagrantes absurdos, como as eleições, agora tenta emplacar um “lockdown” no carnaval.

Recentemente a entidade divulgou recomendação a todos os municípios maranhenses, polícias e realizadores de festas em que recomenda ações para impedir aglomerações durante o período do carnaval.

O que chama a atenção é que seguem livres festas ilegais (principamente bailes funk ilegais em que a aglomeração é o menor dos crimes cometidos) e tantas outras aglomerações realizadas ao arrepio da lei que se protegem nas sombras da ilegalidade que deveria ser enfrentada. O único produtor de eventos proibido de realizar festas é aquele que sempre o fez de forma legal.

Por que o Ministério Público, ao invés de selecionar as aglomerações que podem e as que não podem, não divulga uma normativa contra toda e qualquer aglomeração? Sejam elas em buffets luxuosos na Olho D’Água ou em bailes funk no Barreto? Sejam elas em bailes ilegais ou comícios mais ilegais ainda? Ao agir de forma desconexa e irracional, o Ministério Público leva insegurança jurídica aos maranhenses. As ações coíbem quem tenta agir dentro da lei, mas desprezam a ação dos ilegais. E não precisa ser muito inteligente para perceber que, indiretamente, o Ministério Público incentiva a ilegalidade com isso.