Achar que Datafolha e afins estão “acertando” por mostrar popularidade estável do presidente é de uma inocência grotesca. Não me peçam para acreditar em pesquisas agora porque são positivas, eu não vou!

Nos últimos dias vários institutos de pesquisa, esses que sempre, SEMPRE, erram suas previsões dão como satisfatória e estável a popularidade do presidente Jair Bolsonaro. Pois bem, a experiência obriga a discordar do Datafolha sempre.

Essa popularidade “estável” de Bolsonaro pode ser a maior arapuca política da história que um presidente já sofreu. Cria-se um ambiente em que ele se mantenha morno, para que embarque no clima de “já estou reeleito” com o intuito de forçar diminuição de ritmo e autoengano.

O fato, meus caros e caríssimas, é que Jair Bolsonaro finda seu segundo ano de mandato apenas com uma promessa cumprida à contento: o governo federal deixou de ser uma fábrica de ladrões como era nos tempos do PT. O resto, tanto as pautas econômicas quantos as sociais, ainda aparecem distantes no horizonte.

O tão sonhado ministro conservador, ou terrivelmente evangélico, no STF não veio. O tão desejado programa de privatizações não aconteceu. Petistas, comunistas, pesolistas e esquerdistas ainda ocupam centenas de cargos de confiança no Governo Federal. A única reforma verdadeiramente importante aprovada, a da Previdência, foi deixada na “cara do gol” por Michel Temer. Paulo Guedes vive sob ataque. A articulação política do Palácio do Planalto deu a Rodrigo Maia um tamanho que ele nunca poderia ter.

Os otimistas imediatamente irão tentar elevar a moral tentando comparar o governo de Bolsonaro com o do PT. Uma comparação que apenas denota desespero. Todas as vezes que alguém compara um incômodo com uma tragédia está abrindo mão de debater.

Apenas dois tipos defendem a tese de que Bolsonaro “continue do jeito que está”. Os ufanistas aliados ~inocentes e os estrategistas inimigos matreiros. E algo me diz que os números destas pesquisas não estão saindo dos aliados…

Bolsonaro ainda tem mais dois anos de governo. Precisa se apegar aos que realmente estão no rumo certo: Paulo Guedes, Teresa Cristina, Ricardo Salles, Damares Alves e Tarcísio Gomes de Freitas. Com eles podem traçar um plano que realmente coloque seu governo em um rumo aceitável.

Já os militares… Bem, esses falharam miseravelmente na administração do país após a bem-sucedida Revolução de 1964 e estão falhando agora. É preciso um governo puramente conservador e com resultados! Os rumos de Bolsonaro apenas lembram um governo que quer ser conservador e pouco se lixa para resultados.

E o fato é que ele foi eleito na esperança do primeiro, que é muito diferente do segundo.

Dizer que está tudo bem é autossabotagem.