Emmanuel Macron aproveita alienação causada pela imprensa e histeria contra Jair Bolsonaro enquanto paga pela destruição da floresta por grandes agricultores. Denúncia foi feita por indígenas em diversas ocasiões ao longo de 2020 e passou longe do noticiário sobre a defesa do meio ambiente.

Indígenas da Guiana Francesa denunciaram ao longo de 2020 a ação do governo francês na política de desmatamento no território. Em diversas ocasiões os líderes afirmaram que Emmanuel Macron facilita a venda de terras a agricultores que, em seguida, dividem e revendem os terrenos, colocando em risco a floresta amazônica. Além de destruir a floresta, a prática também coloca em risco a vida dos indígenas.

Claudette Labonté, dirigente indígena presidente da federação Parikweneh da Guiana Francesa, afirmou em algumas ocasiões que o governo francês incentiva financeiramente os grandes fazendeiros e joga os nativos na marginalidade.

Enquanto aparece publicamente criticando a atuação e Jair Bolsonaro de incentivar o desenvolvimento econômico na região, o governo comandado por Emmanuel Macron tem investido pesado no estimulo ao desenvolvimento econômico na Guiana. Contudo, segundo os indígenas, as iniciativas de Macron estão resultando apenas na destruição da floresta.

“Os agricultores fazem pedidos de parcelas de terra, que são diferentes dos pedidos feitos pelos autóctones”, disse a líder indígena.

Claudette continuou: “Nós dependemos de uma comissão, que regulamenta as condições de concessões das terras nas quais podemos viver e suprir nossas necessidades, enquanto os agricultores dependem de uma outra comissão, diferente da nossa. Nós consideramos que há uma grande especulação sobre os terrenos, pois há muitos pedidos de terra vindos dos agricultores. Praticamente todos os meses as comissões para os fazendeiros se reúnem”.

“Nós lutamos para ter um pedaço de terra e geralmente somos bloqueados, enquanto os agricultores não encontram nenhum problema. Para eles, tudo funciona”, finalizou.