Enquanto adolescente negra de periferia era torturada e morta por facção criminosa em São Luís, Flávio Dino e agitadores sociais defendiam Guaraná Jesus

No dia 21 de outubro foi encontrado o corpo de Ávila Maíra Frazão de Paiva, na zona rural de São Luís. Mulher, adolescente, negra e de periferia, Ávila foi torturada e assassinada por traficantes de drogas. Foi arrastada do bairro em que morava, espancada, teve o cabelo raspado e foi assassinada com vários disparos. Apesar da brutalidade do crime cometido por facções, o governador Flávio Dino silenciou.

O caso é semelhante ao de outra adolescente, também assassinada por traficantes em São Luís Gonzaga, interior do Maranhão, em fevereiro deste ano. O sofrimento da garota nas mãos dos criminosos pode ser constatado por um detalhe triste: ela fora encontrada morta com uma faca enfiada na vagina. Na época, assim como no caso de Ávila e em todos os outros casos anteriores e posteriores, Flávio Dino e os agitadores sociais do Maranhão silenciaram.

Entre os dois casos foram registrados inúmeros outros assassinatos de meninas por traficantes de drogas. Muitas delas mortas pelo simples fato de “morarem no lugar errado”. Muitas delas assassinadas “por engano” por serem confundidas. Fatos que denotam a propensão de traficantes pelo assassinato indiscriminado de mulheres.

No Maranhão também é mais do que comum você receber em seu telefone celular vídeos de mulheres negras e de periferia por traficantes ser gravada e divulgada nas redes sociais.

Apesar da onda de assassinatos e tortura de meninas, negras e moradoras de periferia, nenhum agitador social falou sobre o assunto. A piada de Jair Bolsonaro sobre refrigerante rosa e baitolas despertou muito mais a atenção de falsários que dizem defender direitos humanos do que a chacina destas meninas promovidas por facções criminosas no estado.

O mais aterrador é que a maior autoridade do estado, o governador Flávio Dino, nunca deu NENHUMA DECLARAÇÃO mais contundente contra as facções criminosas do estado e o massacre de meninas de periferia por eles. Provavelmente por ver no presidente Jair Bolsonaro, que cota piadas, uma ameaça maior ao povo do Maranhão. Por isso a ausência de declarações contra facções criminosas contrataste com o falatório infinito contra Bolsonaro.

Após seis anos de Flávio Dino, as facções criminosas que aterrorizam as periferias de São Luís e, NO GOVERNO DELE, começaram a dominar também cidades do interior do estado.

A morte de Ávila Maíra Frazão de Paiva, de apenas 15 anos, já foi esquecida. Dificilmente irá servir de bandeira política ou de mártir contra a violência contra mulheres negras. No Maranhão de hoje ninguém mata e persegue mais as mulheres do que membros de facções criminosas. Além, é claro, do abuso sexual de menores de idade já conhecido nos tais “bailes funk”.

E o que isso significa? O interesse na morte de jovens mulheres negras de periferia por agitadores sociais, como o governador Flávio Dino, é uma grandiosa mentira. Esses cadáveres só servem se tiverem uso político. Até um refrigerante tem mais valor que a vida de Ávila. Essa é a verdade.